quinta, 04 de junho, 2026
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Resultado de reunião realizada na quarta-feira (22) entre os deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), conduzidos pelo deputado e presidente Gerson Claro (PP) e o governador do Estado Eduardo Riedel (PSDB), para tratar do MS Day, realizado em Nova Iorque, na última semana, deputados relataram suas impressões sobre a economia sul-mato-grossense.
O deputado e 1º secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), Paulo Corrêa (PSDB), representou a Casa de Leis no MS Day. “Sobre o MS Day, afirmo que foi um orgulho ter representado os 23 deputados, por ordem do presidente da Casa. “Temos um Estado com uma nota muito favorável do ponto de vista econômico, e que o mundo inteiro está agora olhando para nós. Quando você se reúne em Nova Iorque com 160 empresários, entre eles, banqueiros, grandes bancos e o maior banco do mundo, unido a pessoas preparadas como o nosso governador Eduardo Riedel para falar as vantagens que as empresas tem em vir para o Estado”, declarou.
“Aprendi bastante, muito interessa para o Estado, são aproximadamente R$ 30 bilhões, dos quais R$ 3 bilhões devem ser anunciados em breve, e esses leilões da BR-262, de Três Lagoas à Campo Grande, e da BR-267, de Bataguassu à Nova Alvorada do Sul e a MS-40, de Santa Rita do Pardo à Bataguassu, estão acontecendo”, informou o deputado Paulo Corrêa.
O 1º secretário da ALEMS também ressaltou o protagonismo do Estado. “Mato Grosso do Sul está no protagonismo, o Governo estadual responsável olhando pelo Estado, e a Assembleia Legislativa, lado a lado, ao Poder Executivo, como deve ser, os poderes constituídos todos unidos. A Assembleia cumpre um papel fundamental, todas as votações sobre esses assuntos passam pela Casa de Leis.
“Também há a ligação férrea entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado, tudo isso vai gerar emprego e renda, venha para o Mato Grosso do Sul, se capacite que aqui terá emprego de qualidade, diferenciado em que você pode ganhar mais. O novo Mato Grosso do Sul começa agora. Sugeri que o próximo MS Day seja na China, nosso maior parceiro comercial, e brevemente teremos a Rota Bioceânica para integrar via Oceano Pacífico à Àsia”, concluiu o parlamentar.
O deputado Junior Mochi (MDB) ressaltou a realização do evento que reúne empresários, investidores e grandes instituições financeiras do mundo. “Um evento extremamente importante para apresentar as nossas potencialidades, as possibilidades da PPS e discussão relacionada a infraestrutura e logística nessas áreas e algumas delas já definiram em investir, outras pretendem captar algo a partir desta ida, que já traz uma pauta de audiências com essas empresas e gera uma perspectiva ainda maior de desenvolvimento do Estado. O Estado sai na frente, Mato Grosso do Sul vive um momento extremamente positivo”, considerou.
MS Day
Em parceria com a Fiems, o Governo de Mato Grosso do Sul realizou o MS Day Internacional, em Nova Iorque, entre os dias 12 e 17 de maio de 2024. O evento integra a Brazilian Week, semana com debates sobre desafios do cenário internacional e da economia brasileira. Reuniões com instituições bancárias, fundos de investimento, empresários globais e câmaras de comércio, integraram a apresentação de projetos nas áreas de meio ambiente e infraestrutura, incluindo, rodovias e ferrovias
Justiça
Uma nova medida voltada ao combate à violência sexual começará a valer em Mato Grosso do Sul no próximo mês. O governo estadual sancionou a lei que cria um...
22 de maio de 2026
Uma nova medida voltada ao combate à violência sexual começará a valer em Mato Grosso do Sul no próximo mês. O governo estadual sancionou a lei que cria um cadastro público com informações de pessoas condenadas definitivamente por crimes sexuais, permitindo consulta aberta pela população.
A nova legislação entra em vigor no dia 19 de junho e prevê a divulgação de dados pessoais dos condenados, incluindo fotografia atualizada, características físicas, idade e histórico criminal. O sistema será administrado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
O cadastro reunirá nomes de pessoas condenadas com sentença transitada em julgado quando não há mais possibilidade de recurso na Justiça. Entre os crimes incluídos na medida estão estupro, estupro de vulnerável, violação sexual mediante fraude, importunação sexual e assédio sexual.
Nos casos relacionados a vítimas vulneráveis, também passarão a integrar o banco de dados condenações por corrupção de menores, exploração sexual e favorecimento da prostituição de crianças e adolescentes.
Apesar de a consulta pública ser liberada, a lei estabelece que nenhuma informação das vítimas poderá ser divulgada. Já o acesso completo e irrestrito ao sistema será permitido apenas para integrantes das forças policiais, membros do Ministério Público, Poder Judiciário e conselhos tutelares.
A legislação também prevê que pessoas cadastradas poderão solicitar a retirada do nome após o cumprimento integral da pena. O pedido deverá ser analisado em até 60 dias pelos órgãos responsáveis.
A criação do cadastro acompanha uma tendência observada em outros estados brasileiros, que vêm adotando ferramentas semelhantes como forma de ampliar o monitoramento de condenados e fortalecer ações preventivas contra a reincidência de crimes sexuais.
eleições 2026
Cientista político e diretor de instituto de pesquisa analisam cenário eleitoral e apontam que popularidade dos prefeitos pode tanto ajudar quanto prejudicar campanha do governador
27 de janeiro de 2026
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, conta com o apoio declarado de todos os 79 prefeitos do estado para sua campanha de reeleição, mas especialistas alertam que esse cenário não garante vitória automática nas urnas. Os partidos PSDB, PL, PP, MDB, PSD e PSB controlam todas as prefeituras sul-mato-grossenses e já manifestaram alinhamento com o atual governo.
Riedel lidera todas as pesquisas de intenção de voto divulgadas até o momento e registra aprovação acima de 60% entre a população do estado. Apesar dos números favoráveis, analistas consideram que a possibilidade de múltiplas candidaturas ao governo aumenta as chances de segundo turno nas eleições deste ano.
O diretor do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), Aruaque Fressato Barbosa, avalia que o apoio dos 79 prefeitos é uma "afirmação sensível", já que nem todos os gestores municipais estão bem avaliados pela população. "Vai ter prefeito que vai ajudar em muito ao Riedel obter votos, enquanto outros podem atrapalhar", afirmou.
Segundo Barbosa, a equipe de campanha do governador precisará avaliar quais prefeitos representam vantagem eleitoral e quais podem ser "um tiro no pé". O diretor do IPR defende a realização de pesquisas para mensurar a aprovação de cada gestor municipal.
O cientista político Tercio Albuquerque considera o apoio dos 79 prefeitos "extremamente positivo" para Riedel, destacando que não há, no momento, candidato de oposição com relevância suficiente para representar risco ao governador. No entanto, reconhece que o apoio dos prefeitos não se converte automaticamente em votos.
"O apoio do prefeito não quer dizer que toda a população do município vá acompanhar o gestor e votar no governador", argumentou Albuquerque, citando que pré-candidatos de oposição, como o ex-deputado federal Fábio Trad, podem explorar essa margem para conquistar eleitores contrários à reeleição.
O alinhamento entre governo estadual e prefeituras está relacionado ao programa MS Ativo Municipalismo, iniciativa de cooperação com investimentos de R$ 3 bilhões. O programa, idealizado pelo ex-governador Reinaldo Azambuja e implementado por Riedel, atua em saúde, educação, infraestrutura e assistência social por meio de contratos de gestão com os municípios.
A iniciativa opera em três frentes: repasse de recursos por demandas individuais, acesso a programas estaduais e pactuação de resultados com compartilhamento de ações entre estado e municípios.
Tercio Albuquerque destacou que Riedel disputará a eleição com a estrutura governamental e recursos bilionários oriundos de empréstimos para investimentos. "Ao longo deste ano, o governador deve transformar os 79 municípios do Estado em um verdadeiro canteiro de obras", observou o cientista político, ressaltando que os demais candidatos não terão o mesmo instrumento à disposição. Reportagem completa, de Daniel Pedra, no Correio do Estado, aqui.