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Vencer a burocracia – o desafio dos governantes

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16 de dezembro de 2014

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CONSULTORIA É o meio usado para se justificar gastos no setor privado e público principalmente. Ora! Avaliar a remuneração do trabalho intelectual é subjetivo. O que para uns valeria apenas R$ 5.000,00 para outros chegaria a R$ 886.500,00.
EXEMPLOS Uma consultoria sobre os hábitos sexuais dos pernilongos terá um valor financeiro segundo a necessidade e interpretação do cliente. Ironia a parte, a gente sabe  que se copia de tudo hoje na internet, inclusive teses e pareceres gerais.
ZÉ DIRCEU Seu caso escabroso de ‘consultoria’ é apenas mais um dentre tantos arranjos para faturar com o tráfico de influência. Que especialidade econômica ele tem? Qual seu currículo na área?  O argumento de quem pagou essa grana convence?
VALE TUDO Eleição municipal no interior é fogo! Conta o deputado Tetila; quando foi candidato a prefeito de Dourados sua vida foi vasculhada pela oposição. Na sua terra no interior paulista bisbilhotaram sua família, infância e até suas notas escolares. 
É LEGAL, mas é imoral a decisão judicial que reintegra os vereadores de Ribas do Rio Pardo do episódio da farra das diárias. O caso que foi notícia em todo o país causou repulsa de seu povo que está ironizando a ‘volta triunfal’ deles à Câmara. 
‘A FESTA’ pelo visto é geral. Em Sidrolândia, por exemplo, estranha-se a demora do MPE em questionar os gastos com as diárias dos vereadores, principalmente para a capital. Nunca se viu tanta generosidade com o dinheiro público.
OUTRO CASO: Em Miranda com apenas uma sessão semanal cada vereador fatura R$6.000,00 (sem contar as diárias) mais que o salário do professor, bancário, militar, assistente social e até do pequeno produtor rural. Quem paga a conta?
FRANCAMENTE... Será que o desempenho das Câmaras comporta tamanha estrutura vista por aí? Infelizmente, o escândalo em Naviraí e as cenas de violência em Maracajú ajudam – também – a desenhar uma imagem ruim do legislativo municipal.   
PREOCUPA Quem substituirá Guilherme Filho no Governo? Ele conhece bem as empresas de comunicação e os profissionais da área ao longo de 26 anos na prefeitura e parque dos poderes.  Falou-se em trazer gente de fora, uma aposta desgastante.
RETROVISOR Por ética não citaremos nomes, mas a falta de intimidade dos profissionais com a nossa realidade causou problemas a ex-governadores. Pedrossian que o diga! Quase sempre a pose desse pessoal era maior que a competência.  
O PODER Reprise do filme às vésperas do novo governo. Alguns integrantes do 1º escalão não conseguem disfarçar: adrenalina já subiu. Nessas horas a gente lembra o Millor Fernandes: “O poder é o camaleão ao contrário: todos tomam a sua cor”.  
CLARO que o Millôr tem razão ao definir essa sedução humana pelo poder. É normal, não poderia ser diferente.  Mas deve-se admitir: há muita gente bem intencionada e que no futuro poderá ocupar espaços no cenário político administrativo do MS. 
A PROPÓSITO Eduardo Riedel circulava pelo saguão da Assembleia Legislativa e disparei: “vamos aproveitar para conversar agora, porque hoje você não é mais o Riedel de ontem e amanhã não será o Riedel de hoje”.  Cortez, ele sorriu concordando. 
VEJA BEM! É preciso sim renovar continuamente o quadro político para oxigenar o poder democrático. O caso de Ridel (Dudu) é o exemplo do cidadão preparado, com os pés no chão e que tem todos os predicados para corresponder na vida pública. 
É VERDADE que as entranhas do poder público diferem da iniciativa privada. Se na última decide-se pelo pragmatismo e intuição, na primeira a burocracia atrapalha. Fica-se refém de prazos, certidões e regras malucas de um país ainda cartorial.
RECLAMAÇÕES Com exceção do Harry Amorim, é claro, todos os governadores reclamaram do antecessor. Não pega bem esse ‘chororô’. As dificuldades fazem parte do cardápio. Moleza mesmo só na presidência do júri de concurso de miss. 
RECOMENDA-SE moderação, sob pena de se pagar o mico. É o caso do Franco Montoro que sucedeu Maluf em São Paulo falando em auditoria e devassa. Não foi bem no governo enquanto Maluf é lembrado até hoje como ‘tocador de obras’.
A POLÍTICA é dinâmica com idas e vindas surpreendentes. Temos vários exemplos de governantes desgastados ao final do mandato (o que é natural) e mesmo tidos como liquidados politicamente, voltaram ao poder pela força do voto. Portanto... 
O DEPUTADO Zé Teixeira admite que tem gente disparando contra André por conta própria e que as críticas não podem ser atribuídas a Reinaldo. Apesar de ser a pilastra de Reinaldo, o precavido deputado também elogia à administração de André. 
A PERGUNTA continua: “quem levará a presidência da Assembleia Legislativa”? Para responder uso a expressão de um ex-deputado: “Difícil, porque o mais ingênuo dos deputados consegue caminhar com os pés a 20 centímetros acima do chão.”
REENCONTRO Estive com o Beto Pereira após sua eleição de deputado estadual. Falamos das eleições, do seu projeto de mandato parlamentar e da saúde de seu pai Valter Pereira que recebeu duas pontes de safena. A vida como ela é. 
FIGUEIRÓ Não foi surpresa sua atuação neste período no Senado. Sua bagagem e sua conduta parlamentar falaram mais alto, ganhando elogios dos colegas inclusive. Ele não pediu, é claro, mas o senado foi uma premiação muito merecida.  

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José