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Um bode na Assembleia Legislativa?

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13 de outubro de 2015

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PREFEITOS ‘FLEX’ - A previsão é de que vários prefeitos pragmáticos seguirão Roberto Hashioka (Nova Andradina) filiando-se ao PSDB. Com as novas regras da janela eleitoral haverá tempo de sobra para fortalecer o ninho tucano. 
O PRAZO de até 6 meses antes do pleito para a filiação tranquilizou os dirigentes e pretensos candidatos. O troca-troca partidário é o reflexo da fragilidade partidária no país, que é considerada uma bagunça. Em primeiro lugar os projetos pessoais. 
NOVIDADES - A campanha eleitoral cai de 90 dias para 45; a propaganda cai de 45 dias para 35.  Resultado da preocupação da própria classe política com medo de faltar dinheiro após os escândalos através de financiamentos suspeitíssimos. 
FARTURA Das 15 candidaturas previstas, 12 delas já confirmadas à prefeitura de São Paulo. Hadad enfrentará gente de peso como Datena, Russomano, João Dória Jr, Marco Feliciano, Marlene Campos Machado, Marta Suplicy e Levy Felix (aquele!).
‘O BODE’ A Assembleia Legislativa acertou ao avocar o debate sobre as crescentes questões indígenas  no Estado? Pela sua complexidade, já se compara essa iniciativa ao velho quadro da literatura política dos malefícios do ‘bode cheiroso na sala’. 
EXPLICO: O Governo – através da Funai – é o legítimo e único tutor dos índios. Criada em 1967, à  Funai cabe proteger e dar suporte aos índios  com a política de desenvolvimento e sustentabilidade, inclusive nas questões da saúde e educação. 
O PROBLEMA - A Funai  só tem 3,3% do orçamento do Ministério da Justiça, à qual é subordinada diretamente. Isso representa hoje R$175 milhões, insuficientes para as ações prioritárias do órgão para assistir as nações indígenas de todo o país. 
CONVENHAMOS: Sabe-se apenas como se iniciam as Comissões Parlamentares. Quanto ao final é uma incógnita. A complexidade do assunto e as normas que regem o procedimento são demorados e altamente desgastantes. Não vale a pena. 
E MAIS... Como os deputados vão investigar e apurar os assassinatos de 390 índios e o suicídio de 585 deles como consta da proposta para criação da CPI do Genocídio? Só com equilíbrio e bom senso o parlamento pode se livrar deste ‘segundo bode’.
PREVISÕES - Teremos relatórios paralelos e conclusões diferentes nas duas CPIs. O resultado inócuo, sem efeitos do ponto de vista legal, pois as questões indígenas são de competência do Ministério da Justiça, Funai, Polícia e Ministério Público Federal. 
ACREDITE!  Jorgina de Freitas teria sido contratada pela CEDAE do Rio janeiro. Em 1992 ela ajudou a fraudar R$700 milhões do INSS, presa em 1997 na Costa Rica e condenada a devolver R$ 200 milhões. Você confiaria nela em sua empresa?
 “O FILÉ” - No saguão da Assembleia Legislativa ouve-se casos picantes de vereadores do interior. Como justificar um deles viajar a capital por 16 vezes num mês? Culpa das tais‘diárias’ estabelecidas em ação entre amigos na Casa da Mãe Joana.
ALFINETADAS - Ao agradecer homenagem na Assembleia Legislativa, o ex-presidente do TCE, Cícero de Souza lembrou das perdas econômicas e sociais do MS nos últimos anos. Um recado direto à classe política. Quem ouviu, entendeu. 
EXPECTATIVA 1 - Qual será a análise da Comissão Mista de Orçamento sobre a decisão do TCU de reprovar as contas de 2014 de Dilma?  Imagine a pressão que o Governo fará para que a Comissão não referende o entendimento do TCU.
EXPECTATIVA 2 - Enrolado com as contas na Suíça, Eduardo Cunha vai aproveitar para negociar também a sua própria salvação? Afinal, o perfil de boa parte dos nossos congressistas autoriza previsões que fogem ao campo da ética e da moral. 
ÉTICA - Palavra proibida no Congresso Nacional. Aqui não é o Japão onde o suicídio é a porta trágica para fugir da desonra. Aliás, Getúlio Vargas foi o único. Não é a primeira e nem será a última vez que uma solução intermediária alivia a vida de acusados. 
BALCÃO - Nesta altura Dilma e Lula fazem qualquer negócio para salvar o mandato. Os ministérios negociados é só a pontinha do iceberg. O saco de bondades é grande e o custo financeiro imensurável. O Governo sem rumo e Dilma anestesiada. 
‘GOLPE’ - Imagine, apesar da oposição bunda mole e desunida, Dilma conseguiu a proeza de se enrolar sozinha como o TCU provou tecnicamente. Insisto: a oposição sem qualquer mérito nesta fritura de Dilma.  É fruto da incompetência petista.
ENQUANTO isso o país cada dia pior do que antes. Os índices mostram a economia em declínio e a inflação em alta. O Brasil lembra os reinados da Idade Média onde o povo vivia para pagar impostos. Como ser otimista com esse quadro tétrico?
À VENDA - As placas (“vende-se ou aluga”), nas pequenas e grandes cidades de todo o país devem ser vistas como termômetro econômico. Aliás, as duas opções de negócios anunciadas nas placas retratam fielmente o desespero do proprietário. Certo?
O ITALIANO Claro, ninguém acreditou no papo fantasioso de que o ex-governador iria se dedicar aos netos.  André está fazendo política e não perdeu a chance de ver de perto a votação para escolha dos conselheiros tutelares na capital. Pode?
NA MIRA O PMDB precisa sobreviver ao pleito de 2016 para chegar inteiro em 2018.  Reinaldo sabe: esse mesmo poder que ele usufrui pode funcionar como bumerangue.  Ele passou a ser vidraça de quem se cobra soluções prometidas. O ciclo se repete.
“Se nos vendemos tão baratos, porque nos valorizamos tão caros?” (Padre Antonio Vieira) 

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José