quinta, 04 de junho, 2026
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ERRADO O critério de avaliação do desempenho do senador, deputado e vereador é a quantidade de seus projetos e que resultaram em leis. Essa concepção errônea incentiva o parlamentar a propor verdadeiras ‘bolhas de sabão’(inúteis) em série.
O NOTICIÁRIO atesta o nível parlamentar em todos os rincões e níveis. Bobagens contrastam com o alto custo e o aparato burocrático nem sempre eficiente. Aproveita-se da alienação do eleitorado em benefício próprio através do jogo de aparências.
‘ESPECIALISTAS’ povoam os parlamentos. Ao invés de estudar questões do direito administrativo e constitucional, prefere-se o desvio: homenagens com denominação de logradouros públicos, outorga de diplomas, medalhas e festança da boa.
LAMENTÁVEL A preocupação ‘deles’ é com o retorno a curto prazo dos dividendos eleitorais, custe o que custar. Conheço alguns deles que voltaram pra casa sem entender o verdadeiro papel do legislador. O pior: ainda se gabam do mandato exercido.
FICÇÃO O currículo dos políticos nas campanhas lembra bula de remédio pela prolixidade e diversidade da eficiência. Imaginam ter crédito ilimitado por ‘relevantes serviços prestados’ e colocam a bola vermelha em nosso nariz. Se colar, colou.
A COMÉDIA vista no Congresso Nacional é reproduzida pelo país afora. Poucos dos tais ‘legisladores’ são preparados. Cenas hilárias, iniciativas incompatíveis e de mérito duvidoso denigrem os parlamentos, que custam muito caro ao contribuinte.
NO DIREITO do consumidor o comerciante é visto com desconfiança, como se fosse sempre o culpado. E logo ele – sufocado pela carga tributária crescente e encargos trabalhistas absurdos – à mercê dos legisladores demagogos ou alienados.
PÉROLAS sem nenhuma praticidade saem diariamente dos ‘fornos legislativos’. Mais atrapalham do que ajudam. Criam vazios, distorções, aumentam a burocracia, despesas e provocam decisões dúbias nos tribunais superiores. E dá-lhe mais carimbos!
A MISSÃO do poder Executivo não é fácil; sempre atento ao festival de leis sob pena de tornar a administração inviável. Muitas delas inconstitucionais, imprestáveis, o que justifica o veto por parte de governadores e prefeitos principalmente.
A PROPÓSITO Em recente evento, o deputado Jr. Mochi falou da importância de se estudar o Direito Público pelas suas implicações em nossas vidas. Aliás, se o deputado Barbosinha é hoje a surpresa agradável, se deve exatamente a isso.
COMPARE: A Assembleia da França aprovou apenas 23 leis em 2009. Muito para os padrões europeus. Mas só entre 2.000 e 2.010 o Brasil criou 75.517 novas leis, sendo 6.865 por ano e 18 leis por dia. Convenhamos: nem por isso somos um país sério.
‘NA MORAL’ Em texto recente questionei qual seria a maior das crises: econômica ou política? Um leitor atento lembrou: “a maior das crises da sociedade é moral.” Levando-se em conta o que estamos vendo em Brasília, temos que concordar com ele.
DR. ALFREDO ARRUDA: “Médicos mal remunerados são desmotivados. Nem o mutirão salva a catástrofe... quanto ganha o delegado de Polícia? O ATE da Secretaria da Fazenda? O fiscal de Renda? Não dá para comparar com a área médica...”
E MAIS: “... Quanto ganha um promotor? Um defensor? Um Juiz? Um profissional dos Tribunais? Não venham me dizer que qualquer dessas atividades vale mais do que curar ou ensinar. Não se faz saúde dando consultas e dando remédios...”
AINDA: “Façam concurso, pagando o que pagam ao promotor, ao médico e para o professor, e vejam quantos candidatos terão! Nessa condição poderão cobrar serviço de qualidade. A área social precisa de muita gente, não há dinheiro para isso, dirão.”
É PENA! Quantos vereadores, deputados e senadores de MS leram o desabafo do ex-secretário de saúde e atual professor da UFMS? Aliás, esse artigo deveria ser lido em nossas casas de leis para um debate profundo. Fica aqui a sugestão.
A BATALHA Ex-defensores de Bernal insistem na CPI contra Olarte; é mais lenha na fogueira política da capital. Aliás, o cenário é um desafio quando se analisa as eleições de 2016. O que será que o campo-grandense está pensando de tudo isso?
EQUILÍBRIO e coerência. São as duas referências que marcam a conduta do vereador Edil Albuquerque também neste mandato. Suas ligações com vários segmentos sociais e com lideranças de classes são fortes, dão-lhe credibilidade. Um exemplo.
MARACUTAIAS Ao vetar a quebra de sigilo dos empréstimos do BNDES - Dilma confessa o medo de abrir a caixa preta. Quando Lula assumiu o banco tinha emprestado só R$ 9 bilhões e hoje chega a R$ 400 bilhões. Cadê da transparência do PT?
NA TELA Assistindo o último programa do PSDB na televisão, percebe-se que a oposição finalmente subiu o tom, mas está longe do ideal. A nota destoante foi Aécio com uma fala prolixa e pastosa. FHC foi bem; lúcido, objetivo, convincente.
PREOCUPA A profissão de bancário sob o fio da navalha. Falam agora que o HSBC seria vendido, o que representaria mais demissões. O deputado João Grandão lembra o clima de pressão nos bancos. “E o salário Ó!” – como diria Chico Anísio.
LULA em palestra: “Os pastores evangélicos jogam a culpa em cima do diabo. Eu acho isso fantástico. Está desempregado é o diabo. Está doente é o diabo. Roubaram seu carro é o diabo. E a solução é Deus. Paga seu dízimo que Jesus salvará!”
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José