quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
ATACAR! A guerra eleitoral – felizmente para nós da mídia – já começou com uma antecipação jamais vista. Na capital e nas principais cidades do Estado o assunto supera o desempenho da nossa seleção na Copa América. É o prato do dia e do ano.
PESQUISAS Conversei com o Lauredi Sandim (IPEMS) e ele observou: elas geram expectativas, produzem informações, projetam cenários e possibilidades mas não tem o poder de prever o futuro, ainda que auxiliem a definir seus rumos.
E MAIS... “Parte do eleitorado vota pelas informações do cenário eleitoral e conversas com amigos e parentes. Outra parte vota no candidato mais bem colocado ou contra o postulante mais rejeitado. O candidato sempre vale mais que a ideologia”.
CAPITAL Com base nas pesquisas que Lauredi efetuou para ‘consumo interno’ de partidos e grupos, dos nomes colocados, Marquinhos é o favorito (36%) e com menor rejeição. Ainda pelos números, o PT sangra, estagnado na faixa dos 10%.
BASTIDORES Com a saída de Fábio, Marcos e Nelson Trad, o PMDB começará a trabalhar com outros nomes. A cúpula vem agindo com a discrição máxima e na lista dos portadores de musculatura política Simone é aquele de maior destaque.
VEJAMOS: Tem tradição e bom trânsito no PMDB, ex-deputada estadual, tem mais 8 anos no Senado, experiência positiva como administradora de Três Lagoas e ainda foi vice governadora no último mandato de Puccinelli. Um currículo notável.
AS ELEIÇÕES se diferenciam, mas lembro: no pleito ao senado Simone obteve na capital 209.557 votos (52,68%), contra 120.474 votos (29,13%) de Bernal, 58.852 votos (14,23%) de Ayache e 22.179 votos (5,36%) de Antonio João.
SIMONE daria tempero novo no quadro. Mulher com vivência na órbita política sem desgastes pelo cargo de vice-governadora e pelo fato de não ter sido vítima da fadiga eleitoral que pode ter contaminado várias lideranças do PMDB.
O EXERCÍCIO da especulação é natural no jornalismo político. Outros nomes de peso podem aparecer em outros partidos inclusive, mas no PMDB Simone daria sequência ao núcleo ‘wilsista’ – sem risco de ficar sem mandato no senado.
ACEITAR ou não o projeto dependeria do desempenho de seu nome nas pesquisas e das garantias oferecidas pelo grupo liderado por André. A tendência é que Simone recuse inicialmente, mas com chances de ceder. Afinal, Simone é política nata.
A JANELA Tirada a tramela pela Câmara Federal, Marcos Trad viabilizará sua candidatura por outro partido. O PSD é o mais provável. Vale lembrar: essa mudança não terá efeito sobre o cálculo do tempo de TV e do Fundo Partidário.
MUDANÇAS de peso. Nesta última quinta feira o ex-prefeito de Corumbá, Ruiter de Oliveira desfilou-se do PT e deve ir para o PSDB. Em Dourados o ex-deputado Marçal Filho, deixa o PMDB rumo ao PSDB, que sai fortalecido do episódio.
RUITER era o 1º suplente do PT na Assembleia Legislativa, tendo obtido 18.502 votos dos quais 12.995 em Corumbá (26,70% dos 48.666 votos válidos). No seu manifesto de despedida disse: “não é bom se sentir um estranho no ninho”.
MARÇAL Em 2014 obteve 14.809 votos (14,33%) em Dourados numa eleição de 103.360 votos válidos. Só perdeu para Geraldo Resende com 28.337 votos (27,42%). É possível que 2016, num outro cenário, ele tenha a chance da revanche.
EMBLEMÁTICAS as situações idênticas de Ruiter e Marçal levando-se em conta os seus perfis e a importância eleitoral das duas cidades em nosso contexto. É inegável que o desempenho deles no pleito de 2014 não deixa de ser um bom indicativo.
INSISTO: As eleições majoritárias municipais têm ingredientes muito diferentes das proporcionais. O eleitor vê os candidatos com outros olhos, levando em consideração vários aspectos na avaliação deles e mesmo na comparação entre todos eles.
NA ELINHA No último programa nacional do PR, suas lideranças exageram no auto-elogio. A ironia: o senador Blairo Maggi está deixando o PR dizendo que não dá para ficar num partido presidido por um ex-presidiário - Valdemar Costa Neto.
INTOCÁVEL Não será fácil tomar de assalto a fortaleza do PTB no MS. É que o Roberto Jefferson trata Ivan Louzada como irmão. Um dado revela essa fraternidade: dos 90 integrantes do diretório nacional do PTB, 30 são de MS. É mole?
A PROPÓSITO O médico Ricardo Ayache vem se articulando para viabilizar a candidatura a prefeito da capital, sem ficar refém do PT, estigmatizado nas pesquisas. Tenho ouvido muito trololó a respeito, mas até aqui ele não saiu do lugar.
CANDIDATA Nesta altura do campeonato é impossível tirar coelho da cartola. Reinaldo sabe disso. Seria correr riscos sem necessidade. O fato de Rose não aparecer com destaque nas pesquisas não o preocupa. Ela é o nome tucano da vez.
VIGILÂNCIA Para Zé Teixeira e Barbozinha, não só Governo deve ficar de olho nos preços do óleo diesel. O consumidor deverá exigir o repasse nos preços pela redução da alíquota do ICMS. Um teste de 6 meses cumprindo promessa de campanha.
RUY CASTRO: “... no tempo em que o PT vendia adesivos e camisetas, seus líderes vinham da fabrica. Hoje vem das estatais e bancos. A caracu com ovo, tomada com a barriga no balcão, foi substituída pelo Romané-Conti em caves climatizadas...”
Onde fica a esquerda? Vire a direita, dobre a direita e siga a direita até o fim.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José