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Ampla Visão
10 de março de 2015
‘PORCA PIPA’ Até onde André terá gás suficiente para sustentar essa polarização contra Reinaldo? Sua postura contraria as promessas de final de governo e provoca impressões diferentes na classe política e na opinião pública politizada.
REINALDO tem o poder da caneta e sabendo usá-la é um petardo. Os interesses que envolvem a administração são incomensuráveis. A sua bandeira da renovação continua interessante, mas ele precisa se livrar desta imagem da dubiedade tucana.
O RETROVISOR mostra que ao deixarem o cargo, todos os ex-governadores de MS se recolheram na clausura natural. Mesmo quando provocados, evitavam o embate e no último caso se manifestavam através de nota oficial à imprensa. E só.
VIGOROSO Ao invés do clichê imaginário do avô dedicado dos netos, André vende a imagem da incrível disposição em contraditar o atual governo e não perder a liderança política. Mas só o tempo dirá se isso resultará em dividendos ou perdas eleitorais.
A SOMBRA Como Reinaldo reagirá com essa situação? Sentir-se-á incomodado? Irá polemizar com o antecessor continuamente? E terá que conviver com isso sem criar atritos com a bancada do PMDB na Assembleia e com a presidência da casa.
ESTRATÉGIAS A curto prazo André colhe os dividendos de ganhar os holofotes como opositor, excluindo o PT inclusive. O anúncio de liberação de recursos que fez aos deputados na Assembleia objetivou mostrar seu prestígio em Brasília.
‘BATEU LEVOU!’ O estilo de André não muda apesar dos sinais de fadiga de seu partido, do qual se posta como a locomotiva. Para alguns, Reinaldo deveria se socorrer de conselheiros políticos para adotar a postura ideal que a situação merece.
MAS QUEM? Conselheiro político, sem interesses pessoais, é classe em extinção no Estado. A maioria foi pra casa ou morreu. Londres e Schimidt – por exemplo, perderam a última eleição, o espaço e aquela velha áurea de estrategistas infalíveis.
PREVISÕES Enquanto André falava à imprensa na Assembleia Legislativa alguém ironizava: “o italiano é imprevisível, obstinado pelo poder é capaz de tudo, inclusive de comparecer e roubar a cena na festa de inauguração do Aquário do Pantanal.”
SENADO Reinaldo tem a leitura do quadro atual e mapeia as alternativas para as composições da sucessão da capital – principalmente. Quer e precisa somar, mas sem perder de vista seu projeto pessoal de disputar o Senado em 2018. Certo?
ROSE é disparado o melhor e único nome tucano para disputar a prefeitura de Campo Grande. Sua secretaria é um canhão político e ela transita bem em vários segmentos sociais. Sua imagem vem sendo estrategicamente ligada ao governador.
O DESAFIO Sem ambiente no PMDB, Marcos Trad sustentará a tese de perseguido para desertar e viabilizar sua candidatura. Pode ou não ter êxito; matéria complexa, de alta indagação. É consciente da pedreira que enfrentará contra André e Cia.
FLERTES O apresentador de TV. Tatá Marques já foi procurado por Marcos Trad para ser o candidato a vice prefeito de Marquinhos. Claro que o convite massageia o ego, mas ele – cautelosamente - só definirá em setembro o rumo de sua filiação.
INDEFINIÇÕES Estando a sucessão da capital em aberto, há espaços e chances para muita gente. No caso de Tatá Marques, deve seguir os passos (não o estilo) de Bernal: começa pela Câmara, passando pela Assembleia e assim por diante.
BIRUTA O PT está esperando a direção dos ventos para escolher seu candidato a prefeito da capital. Mas corre o risco de repetir os fiascos de Teruel e Vander por conta do quadro nacional e da falta de musculatura dos seus pretendentes.
MAIS UM O deputado Vander Loubet volta ao noticiário – negativo - pelos gastos com viagens aéreas. Vice-campeão na ‘modalidade’. A propósito: com direito ao foro privilegiado, ele já respondia em 2013 a 11 processos no STF. É mole?
IMAGEM O caso de Vander é apenas mais um que avacalha a figura do político junto a opinião pública. A exemplo da justificativa de seu colega Dagoberto Nogueira, Vander se ampara na legalidade dos gastos. E fica por isso mesmo.
PODE? No Brasil vota-se leis na base da emoção e pressa. A Assembleia Legislativa derrapou ao não submeter a CCJ o projeto proibindo os políticos de exercerem o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas. A tal moralidade esbarrou na própria lei.
MARAJÁS Funcionários da Assembleia Legislativa reclamam dos planos da Casa em relação ao futuro deles. Sentem-se discriminados. É que no passado a aposentadoria foi generosa para muitos ex-funcionários, apadrinhados de políticos. Entendeu?
PÉROLA O vereador (capital) Chiquinho Teles (PSD) inovando. Para justificar sua ausência na manifestação prevista para o próximo dia 15, alega que o ato não seria democrático, já que a chance de mudar o cenário ocorreu nas eleições. Pode?
GOLPE? O PT – que gostava tanto das ruas – diz que essa manifestação tem cara de golpe. Será que esse pessoal não está sofrendo no bolso as agruras do Governo Dilma? No fundo, essa gente não quer mesmo ser desmamada das tetas oficiais.
CRUZ CREDO! O Zequinha Sarney reapareceu na TV com seu PV. Aliás o PV não é nem sombra do homônimo alemão. Amarelou, é de ocasião, fazedor de negócios, como a maioria dos partidos nanicos que merecem ser varridos do cenário. Ou não?
“Se dependesse de mim, todos esses deputados corruptos, estariam na cadeia”. (Lula)
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José