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PT e PMDB – no limite do desgaste

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15 de setembro de 2015

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ESPECULAÇÕES - Ouvi do empresário Jamil Naime – marido de Tereza Naime (PDT), num papo na Confraria do Troncoso, de que ela deve disputar a prefeitura da capital. Aí Paulo Pedra – aliado de Bernal – ficaria numa situação difícil. 
A DÚVIDA - Quem está pior em termos de candidatura à prefeito da capital; o PMDB ou o PT? Observadores acham que os dois partidos – sócios no Planalto – estão em empate técnico por conta dos quadros regional e nacional. Acho que procede. 
SEM ILUSÕES - As lideranças partidárias assistem de camarote a batalha de Bernal contra sua própria teimosia e inabilidade política. Os motivos: são maiores as chances de desgastes e perdas do que de dividendos projetados para 2016 e 2018.
TUCANOS - Não há interesses maiores em estreitar os laços com Bernal. O PSDB cuida de seu projeto atraindo lideranças de fácil convivência e sem riscos. Aquela parceria no pleito de 2012 é passado, foi apenas circunstancial.  
PETISTAS - As pretensões pessoais do vereador Alex em participar do Governo Bernal não representam o PT. Mas se a situação nacional piorar e Dilma cair tudo será possível apesar da ojeriza recíproca entre o prefeito Bernal e a cúpula petista.
BERNAL - Personalista, encarna o absolutismo do rei Luiz XIV que proclamava “L’État c’est moi”  (“O Estado sou eu”). Já sangra por conta da falta de gerenciamento e interlocução com a sociedade e a própria classe política. Não agrega!
‘COURO GROSSO’ - A opinião pública aguarda do deputado Vander Loubet (PT) uma explicação sobre o seu envolvimento na ‘Lava-Jato’ através de esquema de quitação de dívidas particulares e de campanha com dinheiro de origem suspeita.
É PENA! Nossos gloriosos políticos têm o foro privilegiado para responder por seus atos na justiça. Com a ajuda da lei ‘levam de barriga’ o processo até a prescrição ou argumentam vício insanável nos autos que desembocam na absolvição. 
DECEPÇÃO - A tão esperada reforma política pariu um rato até aqui. E a gente não deveria esperar mesmo grandes mudanças porque a classe política não iria dar um tiro no próprio pé. A priori, a janela partidária foi a única novidade, sob encomenda.
‘TITANIC’ - Dilma perdeu o rumo e mantém os ministérios. Desastrosas as entrevistas do ministro Joaquim Levy. O estoque de maldades ainda não acabou. Apenas substituir o ministro Mercadante na Casa Civil resolveria todos os problemas? 
‘IMPEACHMENT’ - O clima lembra o episódio Collor. A pressão das ruas já repercute no Congresso. Está difícil controlar os parlamentares descontentes. Para piorar o Brasil teve sua nota rebaixada pela Standard & Poor’s, agravando sua imagem lá fora. 
ANTENADOS - A Assembleia Legislativa e o Tribunal de Contas do Estado, pediram ao ministro do TCU, Vital do Rego ações especiais do Governo nos municípios da região da fronteira. Jr Mochi e Valdir Neves ficaram otimistas com o papo. 
VITAL DO REGO - Ex- senador do PMDB da Paraíba, ocupa a vaga de José Jorge no TCU. Uma pedra no sapato de Dilma: estão sob sua relatoria o processo de aquisição da refinaria de Pasadena e o rumoroso caso dos empréstimos do BNDES. 
ABÍLIO L. DE BARROS: “... E agora Mané, onde está a solução? Difícil indicar, mas o principal e iminente caminho é tirar essa gente do governo, essa gente de roubo patriótico e incompetente. Será que vamos ter que esperar as próximas eleições?”
FÁBIO JR. - A Dilma e o PT conseguiram tirá-lo do sério lá no show de New York. Vai sendo quebrado aquele tabu de que artista que se preza é da esquerda, mesmo sendo corrupta.  Imagine outros artistas imitando o Fábio Jr em shows!
MANCADA - No seu último programa eleitoral o Partido Republicano Brasileiro homenageou sua figura mais famosa, o ex-vice presidente José de Alencar com sua frase polêmica; “Eu não temo a morte. Eu tenho medo é da desonra”. 
PERA LÁ!  O PRB é braço da IURD, do senador Crivela. José de Alencar negou a paternidade de uma filha de 59 anos de idade, alegando que a mãe dela era puta. Agora o STF confirmou a paternidade dele, derretendo sua áurea de ‘bom moço’. 
A POLÍTICA desnuda os seduzidos pelo glamour do poder. No caso, era incoerência o vice-presidente da República falar em valores morais, sendo pai fujão. Ele deveria ter seguido o exemplo do Ronaldo Fenômeno e do cantor Roberto Carlos.  
PODE? Conta o prefeito de cidade perto da capital – que o vexame se renova na época do repasse mensal do FPM. Os vereadores se revezam em plantão na prefeitura para conferir a chegada do dinheiro e a transferência do duodécimo da Câmara.
O FATO comprova que o interesse financeiro suplanta o idealismo de servir em todos os níveis da atividade política. Nossos agentes políticos andam menosprezando o olhar crítico dos eleitores - que, aliás – pagam os salários deles. Mas eles merecem tanto?
PERGUNTO: Além da capital, quantas cidades de MS exigem atividade exclusiva do vereador para fazer jus a vencimentos compatíveis? Convenhamos: fazer da vereança a única fonte de renda para subsistência própria é simplesmente vergonhoso. 
DICA - Se os professores de cada cidade pequena levassem ao conhecimento de seus alunos (e pais) a diferença do valor de seus salários e dos vereadores, abririam a porteira das mudanças. No Paraná essa indignação já rendeu frutos. 
“Uma sociedade de carneiros acaba gerando um governo de lobos”.

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José