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Polícia & Políticos: virou rotina

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17 de novembro de 2015

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GIROTO - Sem mandato eletivo e cargo partidário conseguirá reverter essa situação desfavorável? O noticiário e as fortes imagens policiais causam estragos. Os exemplos mostram que nestes casos é muito difícil conseguir a reabilitação eleitoral.
QUESTÕES: As investigações continuarão a ponto de atingir outras lideranças ligadas a Giroto? Até aqui o ex-governador André posiciona-se como mero observador, em que pese suas relações com o poderoso ex-secretário de sua administração. 
TORCIDA - A oposição está acompanhando o caso e torce para que revelações futuras tragam desgaste político a André, ao PMDB e aliados. O PT, enfraquecido pelos seus escândalos nacionais, está vendo neste episódio uma espécie de compensação.
NELSINHO - Sem mandato ficou ainda mais leve. A ida para o PTB facilitou seu trânsito também no PSDB. A administração horrível de Bernal estimula a comparação entre ambos e as pesquisas mostram o quanto Nelsinho está em alta. 
MARQUINHOS - O PMDB deu-lhe a ‘carta de alforria’, mas eu pergunto: ir para onde e com quem? Os 2 partidos que podem acolhê-lo não tem estrutura para influenciar no pleito de 2016. Se tiver juízo pode se poupar e esperar a roleta girar de novo. 
MÍNIMAS as chances de vitória da candidatura do PT na capital. O discurso de Zeca fatigou e perdeu o viés da indignação por motivos óbvios... A saída seria se alinhar a Ayache e tirar proveito do provável discurso da renovação, do ‘novo’.     
ENFIM... Não faltam ingredientes para fermentar o ceticismo. Mensalão, Petrolão, pedaladas da Dilma, Eduardo Cunha, prisões de empresários/políticos, Bernal, Olarte, Lama Asfáltica e Giroto. Com quais olhos o eleitor está vendo os políticos?
CARONA - Além dos buracos nas ruas, Bernal não tinha nada para dizer de seu governo no programa do PP no último dia 12. Aí falou do passe livre de ônibus para 100% dos estudantes. Mas esse benefício foi criado muito antes dele chegar à prefeitura. 
OPINIÃO - Teria sido menos traumático se o Governo Estadual tivesse comparado melhor a situação financeira de antes e agora. Mas o projeto ficou menos agressivo com as duas emendas: 90 dias para entrar em vigor e validade até final de 2019. 
MARCAS? Todo episódio por mais impostos é antipático e hoje é visto como obsceno. Mas foi um alerta ao Governo, que na campanha pregara a importância de ‘conversar com as pessoas’. Outro fato: os empresários redescobriram o endereço da AL.
ASPECTO a ser ressaltado. Como o eleitor desassocia seu voto ao desempenho do deputado que votou, essa foi uma boa oportunidade para se aferir a musculatura do escolhido. Contabilizei manifestações de elogios e decepções dos visitantes.  
DIÁLOGO entre Chico Maia (ex-Acrissul) e o deputado Zé Teixeira: O primeiro usou de fina ironia sobre o projeto dos impostos - o segundo retrucou: “você sabe, já foi vereador; como é a pressão aqui dentro. Vem pra cá” - disse sorrindo.  
CICATRIZAÇÃO - Também na política o tempo cura o queijo. Reinaldo e Delcídio juntos na Secretaria do Tesouro Nacional para tentar renegociar a dívida de MS junto ao Banco Mundial. Fala-se; Aécio teria sido o responsável pela ponte entre ambos.
JUNTOS - Aécio pedala com Dilma; ajudou a manter os vetos, aprovará o resto do pacote fiscal e fará o jogo do PT contra Eduardo Cunha.  Até o senador Aloysio Nunes ‘ex-terrorista’ cedeu ao ‘direito de resposta’ na Lei da Imprensa. Aval ao retrocesso. 
RETROCESSO SIM! Com a mudança da Lei da Imprensa acabou a livre manifestação do pensamento, informação e a opinião desfavorável da crítica, salvo com a intenção de injuriar e caluniar. Até o Fernandinho Beira Mar poderá usar direito de resposta.  
MEMÓRIA - A Lei de Imprensa nasceu do acordo entre militares e  o sindicato de jornalistas para preservar a livre manifestação da opinião crítica. Agora, PT, PMDB e PSDB apoiam o fim de um direito dos quais foram beneficiados. Pode? 
O SONHO petista é revelado pela filósofa Marilena Chaui ao dizer que a imprensa brasileira lembra a Santa Inquisição, acusando e destruindo sem provas. A estratégia petista é chamar de fascistas seus críticos. É a cartilha do Maduro e Cia.  
DO LEITOR: “Vendo na internet as fotos e notícias das manifestações de ruas contra a corrupção e pelo impeachment de Dilma, não vi um só cartaz ou faixa representando a OAB. Essa omissão tem cara de conivência, contra o que pensa o povo brasileiro”.
O DISCURSO da OAB como defensora da cidadania acabou fragilizado diante de sua postura omissa nos últimos escândalos do país. A Maçonaria, por exemplo, cresceu junto a opinião pública, mostrou a cara da indignação da sociedade brasileira.
JARAGUARI - Pequena e generosa. Cada vereador ganha R$4 mil por mês, rendimento mensal de uma fatia pequena de sua população. São apenas 4 sessões mensais. O ganho equivalente a renda de aluguel de 4 apartamentos no valor de R$250 mil cada.  
CREFISA - Só tem a agradecer ao Lula pelo aumento dos endividados. Se hoje ela faz propaganda em horário nobre da Globo e nas camisas do Palmeiras, é sinal que está faturando alto às custas de quem acreditou no discurso consumista do Lula. 
BUMLAI... Dizem; ele teme passar o pior Natal de sua vida. A convocação para depor na CPI do BNDES da Câmara seria a maçaneta de outras portas indesejáveis. Se nas horas difíceis é que se conhece o amigo, ouvirá de Lula a frase “Tamo junto?” 
“De tanto o PT lavar dinheiro o Brasil ficou sem água”.  (na internet) 

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José