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Ampla Visão
20 de outubro de 2015
FRIGIDEIRA - Bumlai pode estar afivelando malas para a pior viagem de sua vida rumo à Curitiba para enfrentar o juiz Sergio Moro. Nesta altura da vida não há coração ‘setentão’ que aguente esse estresse. Juízo e ambição devem ser proporcionais.
A PROPÓSITO - A aceitação da denúncia do MPF não significa culpabilidade, é claro. Mas o novo capítulo envolvendo o pessoal do Hospital do Câncer corroe a credibilidade dos ‘cuidadores’ da nossa saúde. Mas lembro: a justiça divina é implacável.
CONFIRA: Realizada pela Vale Consultoria e Assessoria, entre 1/15 deste mês, ouvindo 1.356 pessoas nas 7 regiões, a pesquisa para a prefeitura da capital traz números interessantes que desvendam o atual cenário eleitoral para 2016.
REJEIÇÃO (estimulada): Zeca do PT 24,53, Bernal 17,32; André 13, Nelsinho 8, Tereza Naime e Marum 7,37, Marquinhos 4,57. Na expontânea: Zeca do PT 21,41: Olarte 11,26; Bernal 9,47, Nelsinho 5,33; André 4,57, Marquinhos 3,33.
PREPARADOS: André 10,4; Nelsinho 8,26; Marquinhos 6,33; Bernal 3,26; Zeca do PT 1,62, Delcídio 0,59, Giroto 0,44; Rose 0,44; Ayache 0,29; Beto Pereira, Tereza Naime, Tatá Marques 0,15 e Carlos A. Assis 0,07. Indecisos 45,36.
CENÁRIO-1 André 21; Nelsinho 20; Bernal 18, Marquinhos 15, Zeca 6; Rose 4, Ayache 3. Cenário 2: Marquinhos 34, Bernal 23, Rose 7, Zeca 6, Giroto 6, Ayache 4. Cenário 3: Marquinhos 30, Bernal 26, Rose 9, Giroto 8, Zeca 7, Ayache 4.
OBSERVAÇÕES - Patente a rejeição ao nome de Zeca do PT, confirmando-se a tradição anti-petista do eleitorado da capital. Fraco o desempenho da vice governadora Rose, ensejando a busca de um outro nome com apoio oficial do PSDB.
DESTAQUE - Impressiona o prestígio de Nelsinho tanto na espontânea como em dois cenários estimulados. Na espontânea só perdeu para André. Na primeira estimulada segue André de perto e na segunda situação sem André, bate Bernal por 34 a 23.
OS NÚMEROS ainda mostram o potencial de Marquinhos. Na espontânea perde para André, Nelsinho e Bernal, mas na estimulada sem André e Nelsinho, vence Bernal de 30 a 26. Isso demonstra que ele atrairia também eleitores de outros candidatos.
E MAIS... Para o eleitor, saúde (41%), buracos (29%), segurança (22%) e lixo (17%) são os maiores problemas. As alternativas de solução seriam: novo líder (18%), troca do prefeito (12%), o retorno de André (10%), a volta de Nelsinho (5,5%).
AYACHE Chegou aos 4 pontos na pesquisa. =Pode ser beneficiado pelos 18% daqueles que entendem como solução o surgimento de um novo líder. Mas seu desafio maior é acabar com o estigma de que seria o plano B dos petistas para chegar ao poder.
TENDÊNCIAS: Salvo um hecatombe no percurso, o eleitor da capital já tem seus parâmetros de escolha para 2016. Tende a rejeitar o PT e novos nomes do cenário, além de não botar fé na capacidade de Bernal em reverter o desastre como prefeito.
PERCEBE-SE também, pelos percentuais mostrados, que há uma certa identidade entre os eleitores de André, Nelsinho e Marquinhos. É possível que no 2º turno, com aval de Azambuja, um deles dispute com Bernal, apoiado pelo PT e Cia.
A QUESTÃO: Onde Bernal buscará apoio político da forma como governa? Até o PT admite: a convivência é difícil. Paulo Pedra é – a priori – o único agente do governo com alguma inserção na sociedade. Mas sem autonomia e a varinha mágica.
O ELEITOR é pratico, quer resultados imediatos sem nhénhénhém. Quem foi seduzido pela fala de Bernal já admite que fez bobagem. Lembra das gestões de André e Nelsinho e conclui que era feliz e não sabia. As comparações são inevitáveis e cruéis.
ARREMATE: Como Bernal tem pouco mais de 6 meses para se recuperar, a tendência é que tenhamos uma campanha comparativa. Lembro: Azambuja está próximo de Nelsinho e Marquinhos, distanciando-se cada vez mais de Bernal.
OAB-ELEIÇÕES - Mansur 29,17%; Júlio Cesar 17,78%; Afeifer 13,35%; Gervásio 11,07%; Jully Heider 7,71%; Lázaro Gomes 4,57%; nenhum 2,9% e não responderam 9,1%. A pesquisa é do IPEMS. Votam 12 mil advogados, sendo 7 mil na capital.
DIFERENTE da polarização tradicional dos pleitos anteriores, nesta eleição os grupos se dispersaram por razões diversas, próprias dos advogados. Mas negociações mostram que ao final poderemos ter um enxugamento de candidaturas. É esperar.
DOURADOS - Pólo de 38 municípios nas áreas médica, educacional, prestação de serviços, comercial e tem14 usinas de álcool num raio de 100 km. Tem 210 mil habitantes, 30 mil estudantes e 60 mil pessoas em trânsito diário.
ANIMADOR - Ela se recupera do ‘efeito Artuzzi’. Dourados e São B. do Campo são as duas únicas cidades interioranas com duas universidades públicas. Pelos indicadores econômicos só perde para Macaé (RJ) em cidades do porte médio do país.
O PROJETO é que Dourados tenha maior representação política no contexto. As ações de Murilo mostram isso: o fortalecimento político para que a região possa pleitear uma das duas vagas no senado em 2018. Um projeto que vai ganhando forma.
‘QUE SITUAÇÃO!’ Às vezes penso que nossos desembargadores não transitam pelas ruas da capital. Quanto a Bernal, deve usar helicóptero. O Judiciário precisa decidir sobre o imbróglio que está literalmente acabando com a capital. Até quando isso?
“Tenho lealdade canina ao presidente Lula. Todo mundo sabe disso”. (Zé Dirceu)
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José