quinta, 04 de junho, 2026
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A PERGUNTA: quando é que o político deve deixar a vida pública e se recolher à família e atividades inerentes à idade? A morte do ex-senador Luiz Henrique aos 75 anos, após 44 anos de militância e exercício de cargos oportuniza a abordagem.
IMAGINO: Há tempos ele não sabia o que era ficar na fila do supermercado, banco ou andar na rua para tomar um café como simples mortal! É como digo: depois de eleitos os políticos vivem apressados e com o celular a vida deles ficou ainda pior.
OS POLÍTICOS teimam em não aceitar o conselho de Douglas Malloch, de que “não podemos ser todos capitães... alguns temos de ser tripulação”. Todos eles querem ser o pinheiro no alto da serra, ninguém quer ser um simples arbusto no vale.
O TEMA é controverso, pois essa atividade é liberta de regras e conceitos. Depende das condições, da personalidade, carisma e apego ao poder que tanto fascina o homem no mundo em todas as épocas. Desapegar do poder é um desafio doído. Se é!
IMPERADOR Diocleciano é exceção. Largou o trono e exilou-se num sítio cultivando legumes. Um dia seu pessoal apareceu pedindo sua volta. Ele respondeu: “Pensei que quisessem ver meus repolhos e vocês vem falar de política! Por favor, não!”
NADA contra a longevidade política, mas Luiz Henrique vivia a política desde 1971. Deputado estadual, deputado federal 5 vezes, prefeito de Joinville 3 vezes, governador por dois mandatos e senador desde 2011 com mandato até 2019. Sem limites?
ÀS VEZES esse apego aos holofotes é justificada pela ‘experiência e equilíbrio’, indispensáveis na vida pública. Paulo Brossard, Pedro Simon, José Sarney, Tancredo Neves, ACM e Arraes são algumas figuras que se confundiram com o poder.
O EX-PRESIDENTE Jimmy Carter - por exemplo - no alto de seus 90 anos – viaja pelo mundo na defesa de causas justas. Mas existe o outro lado; ele é beneficiado massageando o próprio ego ao ser reverenciado. É assim que funciona.
IRONIA Aos 47 anos de idade Bill Clinton chegou a Casa Branca e aos 55 anos já teve que se contentar com a condição de ex-presidente e simples marido de senadora. Carismático, sem lugar no cenário. Incrível: é vítima da própria precocidade.
LONDRES Machado. E agora? Registrar as memórias dos 11 mandatos, cultivar os ‘hobbies’, amigos ou dedicar-se as atividades, das quais nem depende financeiramente? Quem o conhece diz que ele já fez a leitura sábia e sensata desse novo tempo.
ANDRÉ Até que tenta, mas faltar-lhe o cacoete de avô. Bastou pouco tempo para botar as ‘mangas de fora’. Está aí se reinventando para não ser excluído do cenário que tem nas eleições da capital o primeiro teste. A inquietude ainda é sua marca.
MUITO BOM Pode salvar vidas nas urgências de socorro medico o projeto do deputado Rinaldo em fazer constar o tipo sanguíneo e o fator RH na certidão de nascimento, na RG e carteira de motorista. Pratico e útil. Nota 10.
PREPARADO O noticiário mostra os desafios da administração estadual versando sobre reajustes salariais. Ao seu estilo – tranquilo – Reinaldo fará as tratativas com todas as classes, com as mãos na consciência, mas com os pés no chão.
REPRISE Mais uma vez o pessoal da educação mostrou força e união na Assembleia Legislativa. As divergências previsíveis, mas a habilidade democrática do presidente Jr. Mochi levou a bom termo esse evento que engrandeceu o próprio parlamento.
PARLAMENTO é isso: exposição de ideias. Os deputados aproveitam para mostrar seu comprometimento com a causa, fazendo com o que o Governo repense e aprimore seu projeto original versando sobre as eleições nas escolas. É do jogo.
RICARDO AYACHE: “... As recentes mobilizações, sobretudo as de junho de 2013 que centravam a questão da oferta de serviços públicos, já deixaram claro que o modelo atual, onde interesses particulares se sobrepõem aos coletivos, está esgotado...”
SEM ILUSÕES Ficaremos sem a estrada de ferro entre Três Lagoas e Corumbá, por culpa do modelo cruel de privatização e a frouxidão do Governo que permite os abusos da concessionária. E será que temos cacife político para reverter o quadro?
REPENSANDO Ganhando adesões a tese de que o aumento do número de vereadores em Campo Grande não trouxe os resultados esperados. Quantidade nem sempre resulta em maior qualidade. Quem assiste às sessões percebe facilmente isso.
LOUCURA As notícias e fofocas surgem todos os dias. Falam de denúncias, ameaça de greves, escândalos, conspirações nos bastidores e que fomentam a instabilidade administrativa da capital. Um quadro jamais visto, de alta combustão inclusive.
ENCURRALADA É a melhor definição para Dilma. A postura da Câmara mostra isso. Inflação, corte nos investimentos, desemprego, críticas de aliados, debandada de petistas e perda de credibilidade pelas revelações da Lava Jato compõem o quadro.
E RESOLVE? Um dos itens da pretensa reforma política fala em aumentar para 10 anos o mandato de senador. A dedução é simples e lógica: Legislam em causa própria, ignoram a necessidade urgente de oxigenar a política brasileira. Francamente...
PREOCUPA! Sobram imóveis residenciais e comerciais; vendas de veículos em baixa, inadimplência em alta, juros altos, demissões no comércio e queda no consumo familiar retratam a situação na capital e no país. O pior: esse Governo não tem projeto!
“Pena não falar latim para comunicar melhor ao povo da América Latina”. (George W. Bush)
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José