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Ampla Visão
12 de agosto de 2014
PESQUISAS Elas dão o tempero a disputa eleitoral e funcionam como uma espécie de bussola aos grupos políticos envolvidos. Evidente, os resultados da amostragem da TV Morena-Ibope não traz grandes novidades, mas não deixa de ser significativa.
POR QUÊ? Permite ao leitor reperguntar: Delcídio sobe e vence no 1º turno ou sofre desgastes por conta do caso Petrobrás? Nelsinho deslanchará agregando apoiamentos consistentes? Azambuja surfará na onda comandada por Aécio Neves?
QUESTÃO: A postura anti-PT em São Paulo, ganhará dimensões a ponto de irradiar influencias a outros Estados? Na sucessão ao Planalto é possível, mas eleição doméstica é diferente, prevalecem questões que dizem respeito mais ao seu povo.
A INTERPRETAÇÃO das pesquisas pelos candidatos é otimista. Lembram: “o horário eleitoral nem começou.” Mas é preciso também levar em conta o fator rejeição, os percalços ao longo da campanha e até a influência da sucessão presidencial.
E MAIS... Não pode passar despercebido o contingente de 55% de pesquisados (na espontânea) que não escolheram nem um dos nomes apresentados. Portanto há chances de se alterar o quadro final dependendo da decisão futura destes eleitores.
PLANALTO Não é só a forma de administrar o Brasil que decepciona a gente. É também a forma de se fazer oposição, longe do candidato ideal. Daí essa falta de empolgação que reflete em 22% de indecisos e nulos na pesquisa Ibope.
PREVISÕES Não são das melhores no campo econômico social. Observadores comparam a situação do país a uma bomba relógio. Ganhe quem ganhar, terá que fazer mágicas. Agora, quanto às promessas de campanha, ficam para depois.
BERNAL A recente decisão do STJ deixa-o cada vez mais distante da prefeitura da nossa capital. Paralelamente postula o Senado onde aparece nesta pesquisa Ibope logo abaixo de Simone e apostando no crescimento com o horário eleitoral.
ESTRATÉGIA Bernal luta contra o tempo para sustentar juridicamente a candidatura. Aposta que o TSE não consiga pautar seu processo de impugnação até 21de agosto, data máxima prevista para a Corte julgar todos os processos pendentes do país.
A BATALHA Como nos pleitos anteriores o TSE estará atolado de processos para apreciar, mas tende a priorizar os casos de candidaturas ao governo e senado. Caberá à presidência do TSE escolher quais os processos serão julgados inicialmente.
DETALHE Enquanto não se julga no TSE, Bernal tem o direito de integrar a urna eleitoral do TRE. Se desfavorável a decisão, mas só após o preparo das urnas, sua fotografia permanecerá, mas constando o nome do seu candidato substituto.
EXPLICANDO: Vão para as urnas, até a data da preparação oficial pelo TRE, o candidato com registro deferido, o deferido com recurso, o indeferido com recurso, o cassado com recurso e o substituto majoritário pendente de julgamento.
TIRO NO PÉ Se as pesquisas dizem que os jovens não estão interessados em debater as eleições, eles estão sendo excluídos das mensagens e programas dos candidatos. É aquela velha história, eles reclamam, reclamam, mas não participam.
COMPARANDO Proposta eleitoral é igual propaganda comercial: ambas miram o seu público com potencial de consumir. Se o grosso do eleitorado tem entre 27 e 40 anos, produz e tem família, é esse grupo que irá merecer atenção dos candidatos.
TELEVISÃO Também para o horário eleitoral é válida a teoria de que na telinha o feio fica mais feio, enquanto a beleza é realçada. A junção dos fatores simpatia e emoção, aliada a capacidade de despertar a confiança podem virar o jogo.
MILAGRES Já notaram? Graças aos recursos digitais, as fotos dos candidatos têm efeitos rejuvenescedores: Pele lisa sem manchas, dentes alvos. Mas na TV. apesar da maquiagem, as lentes de aumento das câmeras e os holofotes mostram tudo.
ALÍVIO Esse é o clima entre os contabilistas após as medida do prefeito Olarte para destravar o atendimento na prefeitura da capital. Contabilistas e prefeito debateram por duas horas essa relação na busca de medidas práticas e sem ônus maiores.
EXEMPLO Quem precisa de ‘habite-se’ ou alvará está investindo e gerando empregos e renda na construção civil. Não pode ser vítima pela troca do diretor do departamento, substituído por outro sem preparo, apenas por motivo ou capricho político.
EQUILÍBRIO É a grande mudança na prefeitura da capital, com a instabilidade dando lugar ao diálogo e a participação efetiva de grupos políticas. O prefeito vai assim impondo sua marca, agregando prestígio e lapidando sua liderança crescente.
‘INTELIGENTES’ Como conquistar votos em Campo Grande sem riscos perante a Lei? Muitos candidatos devem repetir o sucesso da formula adotada no pleito anterior. Claro, além de dinheiro é preciso ter gente para montar todo o esquema.
SEGREDO-1 Caberá ao coordenador de cada região contratar líderes de bairros e de grandes famílias para a missão de ‘ativistas’. A média salarial é de R$500 mensais sem compromisso de horário ou agenda diária. Basta estar ‘à disposição’.
SEGREDO-2 Ativistas não seguram bandeiras nas ruas. Apenas visitam amigos para levá-los a participar de reunião com os candidatos. Descompromissados politicamente, muitos oriundos de outras regiões do país, esses eleitores acabam seduzidos.
“Nada é tão admirável em política quanto a memória curta.” (John K. Galbraith)
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José