quinta, 04 de junho, 2026
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Ampla Visão
27 de janeiro de 2015
LOGO ELE! Zé Dirceu sugerindo novo tributo sobre patrimônio, rendas, heranças ou a volta da CPMF para ‘salvar a pátria’. É a velha formula de penalizar quem trabalha, gera renda e emprego. ‘Pimenta nos olhos dos outros é refresco’.
AS PREVISÕES se confirmam; o quadro do país é assustador. Espera-se que na volta do congresso, a oposição seja mais consistente e que os parlamentares não amaciem nas críticas em troca de ‘agrados’ através de liberação de suas emendas.
E MUDAM? Ainda nos palanques eles se mostram combativos, intransigentes ‘em defesa dos nossos direitos’. Mas em Brasília eles se tornam dóceis, abertos as propostas do Governo. Cada qual tem seu preço, alguns até dão descontos e parcelam.
NA VISÃO dos nossos parlamentares, as questões nacionais são menos importantes do que as reivindicações regionais. Exemplo: a liberação de verba de uma simples praça, compra o silêncio crítico e a cumplicidade na votação de projetos do Planalto.
PASMEM! Bancadas priorizam seus negócios e interesses; o resto que se dane. A evangélica – por exemplo – também faz o jogo do Governo por cargos, concessões de emissoras de rádio e televisão. Esse pessoal prioriza o paraíso terreno.
DIVÓRCIO Até quando o PMDB será imprescindível a governabilidade do Planalto? Lembra o marido insatisfeito que não se divorcia para não dividir os bens. O Governo quer novos partidos aliados e assim ficar livre dessa custosa dependência.
A JOGADA A recriação do PL (Kassab) abriria uma tentadora janela para mudar de partido, esvaziando o PMDB, PSDB e DEM inclusive, dependendo da situação política em cada Estado. O fato do PL já nascer’ abençoado’ do Planalto conta muito.
EXDRÚXULA, portanto a situação do PMDB: aliado no Congresso e adversário do PT em muitos Estados. Aqui no MS é um exemplo. As identidades entre PMDB e PSDB são infinitamente maiores que a identificação dele (PMDB) com o PT. Certo?
DELCÍDIO Na derrota é que se conhece o campeão. Quando sairá da clausura para reavaliar seus projetos? É melhor ser oposição ou parceiro de Azambuja? Reconcilia com Zeca? O PL seria uma opção interessante e legal para deixar o PT?
A POLÍTICA é como a roda: gira. As eleições de 2016 pesarão muito também na briga pelas duas vagas do senado em 2018. E não é só Delcídio que faz essa avaliação. Moka também já está se precavendo diante de novos pretendentes ao senado.
MÉRITO O que faltou à Aécio sobrou à Reinaldo: coragem. Quebrou o estigma de que o PSDB é partido sem sexo, incolor. Corajoso, mas não afoito, segura o guarda chuva capaz de abrigar gente do PMDB, DEM e de tantos outros partidos.
ACOLHIDA Se André for para casa, quem comandará o PMDB? Esse vácuo, somado à insatisfação e divisão da família Trad, criaria uma carta de alforria para lideranças e eleitores inclusive. Com o cacife do poder Reinaldo pode atrair essa gente.
E MAIS... Há partidos, sem representação no MS, mas que são importantes devido ao tempo no horário eleitoral. Casos por exemplo do PV e do PTB – opositores a Reinaldo nas eleições, mas que podem se abrigar no guarda chuva tucano. Por que não?
RECEITA Política não se faz só com obras. Ouvir é tão importante como as palavras que constroem o diálogo da convivência com a oposição. Gestos emblemáticos marcam, agradam, aproximam, alargam caminhos e solidificam a liderança inclusive.
COSTURAS A indignação da campanha cederá lugar a habilidade de construir pontes junto ao Planalto. Sabe-se que o deputado Vander não é a única opção para essa missão. Pragmático, o governador não revela, mas tem outras cartas na manga.
EXEMPLO Se o agronegócio está literalmente ‘salvando a pátria’, qualquer exercício de especulação indica que a ministra Kátia Abreu tem poderes para abrir as portas do Planalto. A tese procede; a relação Reinaldo-Kátia é antiga e excelente.
O QUADRO Na Câmara Reinaldo construiu boas relações, independente de partidos. E mais: Simone e Moka, manifestam-se receptivos, com o respaldo de Michel Temer. Cá entre nós: Não é hora dele jogar pedras no telhado do Palácio do Planalto.
CONSENSO Será mais uma vez a senha na escolha da presidência da Assembleia Legislativa. Pesam à favor de Jr. Mochi a postura equilibrada e o bom trânsito entre os colegas e com o próprio governador, que já fez a leitura correta do quadro.
JR. MOCHI tem dois mandatos que lhe deram experiência e musculatura pelo seu preparo e estilo. Foi bem como líder do Governo e impecável na tribuna usando de sua cultura jurídica, sem jamais perder a compostura compatível a situação.
ANÁLISE Longe de tornar o governador Reinaldo refém do PMDB, como sustentam alguns, a eleição de Jr. Mochi é sinônimo de melhores relações com esse partido. Os dois têm a dimensão correta da responsabilidade de seus respectivos papeis.
CAPITAL Tenho visto números crescentes aprovando a gestão atual. Evidente que Olarte herdou problemas sérios problemas administrativos e ainda tem que conviver com um quadro político conturbado, instável, jamais visto em Campo Grande.
CONCLUSÃO Não há como excluí-lo do quadro sucessório. O tempo dirá de sua importância e chances. Quanto mais candidatos se apresentarem, maior será a divisão dos votos. Olarte não pode mais ser visto pelos cardeais como o ‘patinho feio’.
“Caminhamos para a recessão. Com o governo consciente disso, esperamos.” (Zé Dirceu)
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José