quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
‘ESTRANHO’ Se a Maçonaria e outras entidades foram às ruas protestar contra a corrupção, a OAB simplesmente ignorou o evento. Logo ela, que foi a grande condutora moral do país pela redemocratização e inclusive do impeachment de Collor.
‘DE LEVE’ Esse bordão inteligente do saudoso Ibraim Sued infelizmente não tem merecido a devida leitura reflexiva pelos políticos. A observação se aplica ao episódio envolvendo as nomeações de dois filhos do deputado Rinaldo Modesto.
INFELIZMENTE o deputado não se atinou para a importância emblemática do posto honroso de líder do Governo no Legislativo. Também não levou em conta a atração dos holofotes da opinião pública pelo fato de ser irmão da vice-governadora Rose.
DESGASTES inevitáveis, mesmo com a posterior atitude do parlamentar. Pior: o fato poderá ser explorado contra Rose nas eleições de 2016. Em qualquer debate o episódio será pautado pelos adversários, criando aquele clima de constrangimento.
O JOGO político é interessante e às vezes injusto até. Veja: André acabou de nomear a própria filha e vários companheiros em cargos diversos. O fato foi digerido pela opinião pública como se fosse uma estratégia própria do cenário político. Pode isso?
AGIOTAGEM Assim o ex-deputado Arroyo definia o papel da União na negociação das dívidas com os Estados. Ele defendia a troca do índice do IGPI/DI pelo IPCA, além do comprometimento de apenas 9% da renda líquida contra os atuais 15%.
ENTENDA: O cruel IGP/DI é adotado pela FGV - com base nos preços das matérias primas agrícolas e industriais. Já o IPCA é aquele que mede o custo das famílias e a inflação do país. É menos agressivo, tiraria menos dos Estados devedores.
1-REFLEXOS Se hoje MS deve R$6 bilhões à União, pagando R$80 milhões mensais, essa dívida cairia para R$4 bilhões e poderia ser paga mais rapidamente. Essa nova lei aprovada na Câmara Federal é um presente do céu para todos nós do MS.
2-REFLEXOS Azambuja torce para que Dilma regulamente a matéria nos 30 dias previstos. Embora discreto, não esconde de que sobrando mais dinheiro vai impulsionar sua administração, investindo em setores mais carentes e estratégicos. Bom!
MENOS... Pior a emenda que o soneto. Ao retirar o projeto concedendo ‘Bolsa CNH a ex-presidiários’, o deputado cabo Almi reconheceu o tamanho do seu equívoco. Na internet as críticas foram massacrantes. A lição vale como experiência.
A PROPÓSITO Ainda recentemente clicamos na tecla que fala da necessidade dos parlamentares se servirem de assessoria antenada com a lei e com a opinião pública. É o velho adágio: nem tudo que é legal merece levar o carimbo da moralidade.
ESTIGMA Começou com na Constituição, passando pelo Congresso, Assembleias e Câmaras. Todos os dias deparamos com dispositivos e leis escabrosas, de encomenda, incoerentes na aplicabilidade. Nossos legisladores precisam ouvir o povo!
DILEMA Será que os nomes do PT ventilados para disputar a eleição na capital serão capazes de superar o estigma do partido, notadamente com os últimos escândalos? E não se pode esquecer: a população conservadora da capital anda ressabiada.
FATORES que influenciarão no pleito: o desempenho de Olarte, a definição partidária de Marcos Trad, a estratégia de Rose, o cenário nacional e a candidatura do PMDB. As pesquisas mostram que o campo está aberto, mas perigosamente ‘minado’.
AS ELEIÇÕES municipais, mais que antes, sofrerão a influência da internet. Imagine as futuras batalhas nas redes sociais. Haja sabão! Após as manifestações contra Dilma, percebe-se uma cumplicidade muito próxima entre os internautas e as ruas.
EXPECTATIVA Quem seriam os figurões que poderiam estar na suposta lista de mensaleiros da Enersul a partir de 2010? Claro, nestas horas vale a imaginação dos maldosos de plantão. Mas porque ignorar o que houve antes desta data?
DELCÍDIO Na lista dos que podem deixar o PT. Após o descontentamento de gente de peso no partido, como o senador Paulo Paim (RS), percebe-se que o PT perdeu o seu encantamento. A nova imagem é de estreitas ligações com a corrupção.
PARTIDOS Essa batalha da criação e fusão partidária mostra a fragilidade do sistema. Para o Planalto, quanto mais partidos melhor. Preferencialmente pequenos, mais fáceis de cooptar através de seus mecanismos. Isso desmoraliza ainda mais a política.
PROJETOS Chega a hora em que o deputado estadual é pressionado pelos companheiros da base, cujas lideranças almejam a Assembleia Legislativa. A saída usual é tentar a Câmara Federal. Casos de Jr. Mochi e Eduardo Rocha.
MEMÓRIA Londres foi o mais hábil para estancar as rebeliões na base e garantiu a sobrevivência. Levou a vantagem pelo fato de Fátima do Sul ser próxima de Dourados e outras cidades, o que pulverizava as lideranças e os seus próprios votos.
OUTROS Valdomiro Gonçalves resistiu por anos a fio até dar espaço para Daladier Agi, representando Paranaíba e região. Já Ramez Tebet foi o vice de Wilson Martins em 1982 e assim abriu vaga para o companheiro Akira como deputado estadual.
E NO BRASIL? Vídeos mostram na internet a estratégia da Casa Branca para mostrar não só a popularidade de Obama – passeando livremente pelas ruas – como reforçar o apreço do americano pela sua maior autoridade institucional. Imagine aqui!
“Todo mundo sabia o que estava acontecendo”. (doleiro Alberto Youssef)
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José