quinta, 04 de junho, 2026
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BONS SINAIS São positivas as referências que ouço sobre o início da administração estadual. Elas se concentram principalmente no estilo de gerenciamento compartilhado adotado por Azambuja, bem diferente daquela ‘metodologia Puccinelli’.
EVIDENTE que a administração anterior rendeu frutos, alcançou objetivos e deixou marcas. Claro, cada governador tem seu olhar; a característica de Reinaldo até aqui, é a sabedoria de usufruir da arte da escutatória antes de decisões importantes.
O ESTILO Ao descentralizar a administração Reinaldo deixou claro que iria cobrar os resultados. Esse acompanhamento do desempenho de cada um dos colaboradores vem sendo feito. Como no futebol, quem não corresponder sairá de campo.
SEPARANDO É bom explicar as atribuições deles. Se o chefe da Casa Civil Sergio de Paula é responsável pela política de governo, Eduardo Ridel comanda a política de Estado. São atuações paralelas, independentes e completamente diferentes.
É CONSENSO entre os deputados de que o governo vai bem e merece ser ajudado. Evidente que essa opinião dominante se deve aos méritos exclusivos do governador, sem eventual influência da atuação de seu líder na Assembleia Legislativa.
‘MUY AMIGO’ O deputado Rinaldo Modesto vai se desgastando a cada fala e já é visto como figura destoante na administração. A sua alegação de que vem sendo alvo de ‘fogo amigo’ já provocou muitos risos irônicos no ninho tucano.
INSISTO Infelizmente nem todos parlamentares dispõem de gente preparada para atuar na retaguarda, em elaboração de projetos, pareceres , votos, declarações ou nas suas atitudes que possam repercutir na opinião pública. É muito amadorismo.
VESPEIRO Tem gente se rebolando e articulando nos bastidores para esvaziar a CPI que envolveria mensaleiros da Enersul. O interessante é que a opinião pública acredita piamente na veracidade da lista dos ‘felizardos’. Ora! Quem não deve não teme.
PERA LÁ! Porque o deputado Marcos Trad poderia seria beneficiado eleitoralmente não se deve investigar a Enersul? Quer dizer: a impunidade seria melhor aos projetos dos demais deputados? Mas nós que pagamos essa propina, somos ignorados?
CONCLUSÃO: Quem articula contra a viabilidade da CPI tem dois motivos básicos: o medo de ser atingido pelos estilhaços (ou lama) e o ciúme eleitoral do deputado Marcos Trad. Até o pessoal do PT ‘estranhamente’ tem se mostrado contido demais.
A PROPÓSITO A postura dos deputados do PT é a inversa da registrada no passado. Chamuscados pelos escândalos nacionais envolvendo o partido e suas lideranças, eles se recolheram estrategicamente para evitar revides. Literalmente de saia justa!
FRANCAMENTE... A proposta de sessões itinerantes do deputado Paulo Correa não pode ser considerada prioridade e legal. Ora! Deve-se partir do princípio constitucional de que todas as cidades são representadas no parlamento estadual.
VEJA BEM! A presunção é que os deputados visitem suas regiões, acolhendo as reivindicações dos prefeitos, vereadores e lideranças, para em seguida fazer a ação política para atendê-las. Isso cheira mais gastos e promoção pessoal.
FRUSTANTE A maioria dos deputados continua indiferente a situação do país e aos escândalos. Até parece que o Estado não faz parte da Federação. Além do bom salário e vantagens, imperam os interesses partidários. Quanto ao povo, mero detalhe?
INDEFESA Dilma se recupera? Como e quando? Se 87% desaprova seu governo, isso quer dizer que só 13% dos eleitores petistas estão contentes com ela. O Governo ficou nu e sem máscara. Pergunta-se: Mas como sair às ruas com a bandeira do PT?
EXPLICANDO Os líderes do PT de ontem – ou estão no poder, gordos, ricos ou acabaram de sair da cadeia. Aqueles líderes que empunharam bandeiras já se arrumaram em gabinetes oficiais, moram em bairros nobres, mergulharam na burguesia.
BURGUESIA Hoje os petistas dão razão ao Delfin Neto que pregava: “o melhor do capitalismo é ser capitalista”. Exemplo: onde moravam e onde moram hoje em Campo Grande os lideres do PT? Convenhamos: não tem o que reclamar da sorte.
PERGUNTO: Sobrou quem mesmo para empunhar a bandeira do PT? Apenas o pessoal do MST e dos movimentos que pedem moradia. Mas essa gente não pede mais ética, cadeia para os corruptos, melhor aposentadoria e menos impostos.
TRANSPARÊNCIA Aquele dinheiro que demos ou emprestamos a juros baixos a países dirigidos por ditadores – da África e America Latina – está fazendo falta nos hospitais, escolas, rodovias e estudantes bolsistas do Governo Dilma.
PREVISÕES Nada otimistas. O desemprego cresce seguindo a inflação. Quem anda pela capital leva um susto com tantos prédios comerciais e residenciais vagos. Quem tiver juízo vai se cuidar. Os juros estão pela hora da morte. Quem avisa...
CREDIBILIDADE O melhor retrato do país na pesquisa. Os partidos políticos só tem 6% - o Judiciário apenas 29% (em 2011 era 39%) por ser lento, nada ou pouco honesto e não independente. As Forças Armadas subiram de 66% para 68%. E agora?
ENTENDA! A pesquisa não quer incentivar a volta dos militares, como insinuarão os comunistas (ainda existem?) de plantão. Quer mostrar a decepção do brasileiro com a realidade. Algum político ou membro do Judiciário poderia explicar isso?
“Com tanto dinheiro, o PT poderia até fundar um banco”. (radialista Sérgio Cruz)
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José