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12 de setembro de 2023

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REDES SOCIAIS: Seus estragos são oceânicos. Piores envolvendo figuras públicas. Os políticos devem se cuidar com os excessos na postura e fala. Decisões judiciais não apagam os estragos à imagem e à honra. A postagem pode ser ilícita, mas a veracidade dos fatos e imagens é inquestionável. Bebeu, exagerou? Azar! Imagem é tudo. 
ZECA DO PT: O deputado aguarda gorda indenização junto ao Ministério Público Estadual por sensacionalismo em torno dos gastos com publicidade no último governo seu. Lembra que pelo mesmo caso já recebeu indenizações da Folha de São Paulo (R$ 274 mil), do ‘O Estado’ (R$ 140 mil), do Correio do Estado (R$ 418 mil e duas salas comerciais).
NO ALVO: Feliz a proposta do deputado Márcio Fernandes (MDB) de concessão de ‘Cidadão Sul-Mato-grossense’ ao ex-presidente Michel Temer em reconhecimento as suas ações dando início a Rota Bioceânica. No seu voto favorável o deputado Zeca do PT elogiou as ações de Temer no projeto. A comenda será entregue no próximo dia 21.
BOM SABER: O mundo depende do GPS. O sistema bancário, de trânsito, agrário, a navegação e a aviação são ligados aos satélites sincronizadores do GPS. No caso de pane - os navios e os aviões ficariam sem orientação de rota. Observe: ao acessar o seu banco pelo celular o GPS dará uma piscadinha ao fazer o sincronismo, pois o satélite do GPS é o que tem o melhor relógio.
O PARTO: As definições de candidaturas no PT lembram a sucessão do Papa pelas reuniões e burocracia. O fato se repete quanto ao nome para disputar a prefeitura da nossa capital. São 6 correntes representadas por 6 nomes igualitariamente. É possível que saia fumaça branca na reunião do partido neste 23 de setembro. Mas sabe como é...
JUSTIÇA seja feita, o PT é o único partido em que o lançamento de candidaturas passa por amplos e repetitivos debates das mais diferentes correntes ideológicas e lideranças. O partido rejeita a tese e a prática de que se deva engolir esse ou aquele nome goela abaixo e sem direito a reclamar, como acontece nas demais siglas. 
CIRÚRGICAS: Assim defino as ações do deputado Roberto Hashioka  (União Brasil) referente aos questões rodoviárias. É seu o PL que obriga as concessionárias a divulgar preferencialmente nas praças de pedágio o cronograma das obras, seu estágio e a meta correspondente prevista no cronograma. Hashioka lembra: “o usuário tem o direito de saber”.
SÓ RINDO: Tramita na Câmara Federal o projeto da chamada ‘minireforma eleitoral’. Ora! Pela proposta percebe-se que a intenção é apenas beneficiar os próprios políticos. Chama a atenção a proposta de acabar com atual limitação do tamanho das fotos dos candidatos usados nos veículos. ‘Uai... Quem não é visto não é lembrado’. 
RAFAEL TAVARES: O mandato do deputado do PRTB sob risco após o parecer do vice procurador geral eleitoral do MS. O caso sobe ao TSE - sem data para decisão. Enquanto isso na Assembleia Legislativa o pessoal já vaticina: se Rafael perder o mandato sairia como vítima e garantiria sua eleição a vereança na capital em 2024.
OPINIÃO: Para o jornalista Luiz Carlos Azedo, Bolsonaro ‘conseguiu atrair apoio dos evangélicos ao se opor as pautas similares da esquerda, vistas como perigosas à preservação da família unicelular patriarcal. Isso explicaria parte da resiliência eleitoral do ex-presidente Bolsonaro e as dificuldades do Governo atual no Congresso. Um viés antropológico, que a ciência política não explica’.
E AGORA? A decisão do ministro Toffoli (STF) anulando todas as provas obtidas pelo acordo de leniência da Odebrecht e assim anulando as sentenças contra Lula justifica a seguinte interrogação: O que fazer agora com o notório produto do roubo? Será devolvido aos ladrões confessos do assalto? 
FRANCAMENTE: As confissões dos roubos seguidas da devolução dos milhões de reais é a evidência inequívoca da corrupção.  Lembra a hipótese em que o juiz vendo falha na prisão em flagrante do traficante, decide pela sua libertação. Mas o que fazer com a cocaína apreendida? Devolve ao meliante? 
NO LIXO? Pergunta-se: Seriam delírios, pura ficção por exemplo, os relatos do ex-ministro Antônio Palocci passando por obras, contratos fictícios, doações via caixa 2, liberação de recursos do BNDES, criação de fundos de investimentos, fusões e Medidas Provisórias favorecendo conglomerados?
1-POLÍTICA:  “A política é da sua conta. É da minha. Partido é uma coisa que a pessoa decide se tem ou não. Política é da nossa conta o tempo todo. Colocar-se como neutro é um ato político. Colocar-se como neutro é ficar sempre ao lado de quem é mais poderoso”. (Mario Sergio Cortella)
2-POLÍTICA: “É o terreno do poder, e o poder é sempre perigoso e ninguém sabe colocá-lo de forma mais segura. A política é uma esfera de risco. Por isso política tem muito a ver com a religião. Elas sempre andaram juntas, na Pré-História e na Antiguidade. Esse vínculo é sério e perigoso e não foi por acaso que esse vínculo matou o fundador da filosofia – Sócrates – acusado de ateísmo em Atenas”. (Luiz F. Pondé)
ZÉ TEIXEIRA (PSDB): Respeitado pelo equilíbrio em situações delicadas. Ao votar pela homenagem ao ex-presidente Michel Temer lembrou: “Eu vou votar exatamente a favor pela reforma trabalhista, porque ele facilitou a vida do trabalhador, dos empresários e aumentou a quantidade de empregos. ” MANDETTA: Por onde anda o nosso ex-ministro (União Brasil) que tem estado ausente dos últimos eventos políticos na capital? Sem ter formado uma liderança sólida quando tinha mandato e talvez decepcionado com política, os indicativos são de que ele  possa ter optado por uma clausura temporária. Um dia talvez volte. Quem sabe!  

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José