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Ampla Visão
7 de agosto de 2014
‘FIEL ESCUDEIRO’ Ao ver o patrão – o ex-deputado Valdomiro Gonçalves raspar o cabelo na luta contra o câncer de laringe, seu motorista João tomou a mesma atitude como ato de solidariedade. Um gesto que emocionou os familiares e amigos.
‘JURUNA’ Assim Valdomiro é chamado pelos políticos. Presidente da Al no MT uno e no MS; deputado federal e promotor de justiça. É da espécie em extinção: carismático, culto, bom orador e fiel ao seu grupo político. Vencerá mais essa batalha!
DESTAQUE Em 2015 MS deverá ter ao menos 3 políticos na lista dos 100 influentes no Congresso e segundo o Diap, o senador Moka está em ascensão, posição que significa estar a um passo de entrar nesta seletiva e cobiçada relação.
RAZÕES Nos dois últimos anos Moka se destacou na presidência da Comissão de Assuntos Sociais do Senado, onde se discute temas que mexem com a vida das pessoas, como questões previdenciárias, trabalhistas, assistência social e saúde.
SENADO Lá a disputa por espaço é gigantesca. Explico: grande parte das cadeiras daquela Casa é ocupada por políticos experientes e graduados, ex-governadores, ex-ministros e até os casos atuais de ex-presidentes, como Collor e Sarney.
O TEMPO É implacável também na política, mostrando que o poder não é eterno. Daquela velha guarda restaram com mandato apenas Figueiró, Londres, Moka, André e Akira. Os demais, por motivos diversos saíram de cena. Assim é a vida.
DICA Nessa época pré-eleitoral é necessário que os que tentam a reeleição, estejam preparados psicologicamente para o pior. A derrota irá remetê-los ao mundo de ontem vieram: dos anônimos, dos comuns, ignorados pela mídia inclusive.
NO ESPELHO É restrita a parcela dos políticos que conseguem fazer a autocrítica correta de sua imagem aos olhos implacáveis da opinião pública. Despreparados, muitos são levados pela ambição de poder e vaidade fundada em falsos elogios.
GUERREIRO Obteve 24.141 votos a prefeito (45,32%-votos válidos) e tem chances de se eleger. Mas eleito terá mecanismos para tentar a prefeitura? Não teria sido melhor ter ficado como injustiçado, sem mandato para disputar a sucessão?
VEJA BEM! Hoje o mandato de deputado estadual tem mais ‘status’ do que poder. Se Azambuja não ganhar, Guerreiro não terá musculatura para corresponder a expectativa de seu eleitorado e sua candidatura à prefeito perderá a áurea de vítima.
TRADIÇÃO Quanto mais o Executivo é forte, menos ouve o legislativo. Pedrossian e Wilson faziam e desfaziam e os deputados diziam amém. Refém de antigos adversários Zeca se garantiu numa curiosa parceria para garantir a ‘governabilidade’.
‘PEPINO Pior cargo na Al é de líder do governo. A denominação fantasiosa do cargo atrai, mas o seu exercício desgasta. Vi muitos deles ficarem de ‘saia justa’ em plenário na defesa de matérias controvertidas ou delicadas do Executivo.
PRESSÃO é que não falta por parte dos oposicionistas e da imprensa quando se trata de projetos polêmicos. O pior: em algumas situações não há tempo bastante para o líder estudar profundamente e assim fazer uma defesa tranquila, convincente.
A VÍTIMA Quando Artuzi caiu, Resende defendia a candidatura do PMDB, mas aí o experiente Londres ponderou: “A vez agora é do Murilo, um injustiçado. O povo está doido para pedir-lhe perdão por ter votado no Artuzi para prefeito”. E pediu.
PERGUNTO: Qual será o futuro do PSB no cenário político de MS se Dilma ou Aécio vencer as eleições? Murilo aproveitará a legenda para tentar outros voos ou o partido se acomodará no esquema da futura administração estadual? A conferir.
VOO LIVRE José Ancelmo (PSB) aproveita o espaço provocado pela desistência de Akira e a pausa de Tita na prefeitura. Acha que há votos disponíveis no Bolsão e que com um bom trabalho pode chegar à AL. Experiência não lhe falta.
O IMAGINÁRIO popular é algo complexo, livre de regras, como mostram as eleições. Ontem aplausos, hoje vaias! Aliás, as pesquisas nos Estados já sinalizam: o eleitor comporta-se como um nelore incontrolável quando quer sair do curral.
KAYATT Se mantida a sua condenação, a coligação de Azambuja, somada as desistências de Dione e Tereza, perderia 100 mil votos, ou seja: 2 deputados a menos na AL. Naturalmente que isso provoca inquietações no núcleo da campanha.
DESAFIO Transferir o prestígio político pessoal é tarefa para poucos, vai depender de uma série de fatores. A cada eleição vemos exemplos de sucesso e derrota. Hoje existem candidaturas que dependem mais do apoiador do que do próprio candidato.
‘POSTES’ Lula se gabava de eleger figuras desconhecidas e opacas. Lembra? Mas todo ciclo político tem fim, principalmente pela fadiga. É preciso ver a político com outros olhos levando em conta a pressão econômica financeira sobre a população.
CONVENHAMOS: Viver está cada vez mais difícil e perigoso. O tal conforto custa muito caro; os governantes e candidatos não falam em reduzir impostos. A propaganda induz ao consumo e os juros cobrados por aí são pornográficos.
VOTAR Sem a obrigatoriedade – que não combina com a democracia – como é que seria? No glorioso Congresso existem temas imexíveis, como as reformas política e fiscal. Engraçado: o PT falava tanto em mudanças, mas esqueceu esse papo.
“As razões de poder transformam crimes em heroísmo”. (Rubem Alves)
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José