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Minirreforma eleitoral: mudando para pior.

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19 de setembro de 2023

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Minirreforma eleitoral: mudando para pior.

TACADA:  O anúncio da construção do sonhado Hospital Municipal pela prefeita Adriane Lopes (PP), com início ainda neste ano e término em 12 meses, está preocupando a concorrência para 2024. Ao custo de R$ 200 milhões e capacidade para 250 leitos, o nosocômio – sonho da população da capital – é um combustível e tanto nesta disputa eleitoral.
 ‘PÉROLAS’:  Antes, a ex-presidente Dilma disse: “Não vamos colocar uma meta, nós vamos deixar uma meta aberta. Quando a gente atingir a meta nós dobramos a meta”. Agora, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, viralizou falando sobre meta fiscal: “ São xis – receitas menos despesa deu zero – ou seja – nós conseguimos com isso zerar o déficit e entrar na meta fiscal de zero de déficit fiscal para o ano de 2024”. Quem entendeu levante a mão.  
BETO FIGUEIRÓ: No café amigo com o ex-vice da chapa do Capitão Contar (PRTB) ao Governo, o advogado confessou que em 2022 até teve oferta de ajuda (recusada) do MDB no 2º turno. Figueiró revelou ainda que não desistiu da política e que está rumando para o Novo – partido do governador mineiro Romeu Zema.  O poder seduz. 
SUPER LONDRES: Eleito e calouro, o deputado estadual Amarildo Cruz  foi conhecer as entranhas da Assembleia Legislativa. No gabinete de Akira Otsubo ouviu dele preciosas dicas com aquele sotaque carregado: “ Fique tranquilo, você vai gostar, aqui basta seguir o Londres. Se ele subir num prédio de 10 andares e pular - você pode saltar sem medo”. Rsss...
REVOADA: Os políticos estão buscando nomes realmente competitivos na Capital e interior para 2024. Afinal, eles precisam se preparar para 2026 e um bom exército de cabos eleitorais é fundamental para o sucesso nas urnas. Nesta etapa, não discriminam os municípios, por menores que sejam. Afinal, perde-se a vaga por apenas um voto.
FOLCLORE: Quando Bush invadiu o Kuwait (1990), em socorro à invasão promovida pelo Iraque, a repercussão foi mundial. Mas a nossa brava cidade de Anastácio não se omitiu. Seu diretório do PT enviou enérgico ofício à Casa Branca condenando a invasão. ‘Há dúvidas’ se a retirada das tropas de Bush se deveu ou não a repercussão daquele protesto petista. 
SONHANDO: Quem assistiu a entrevista na Globo News concluiu que o ex-deputado Aécio Neves, após ser absolvido na justiça, voltou a cena disposto a ocupar o espaço entre Lula e Bolsonaro. Ele aproveitou para alfinetar e minorar os méritos de eventuais concorrentes como o governador Romeu Zema (Novo). Mineirinho esperto.
ACREDITAR! Início de mandato (1987-91) Roberto Razuk foi alertado pelo veterano Valdomiro Gonçalves: “Aqui tem primeiro, segundo e baixo clero”. Surpreso, ele pediu uma reunião com as lideranças partidárias para esclarecimento do estranho aviso. Questionado por Razuk, Valdomiro ponderou sorrindo: “Aqui, Razuk você não pode acreditar em tudo”. Razuk captou a mensagem.
EMBATE:  Deputados estaduais Pedro Kemp (PT) e Rafael Tavares (PRTB) debateram em plenário os critérios de punição dos acusados de golpe de 8 de janeiro pelo STF. O primeiro apoiou a dosimetria da pena – o segundo comparou a punição em regime fechado (mais de 15 anos) superior a punições de réus por crimes hediondos, estupradores, assassinos que chocaram o país.
AUTORES & EMENDAS: Vander Loubet (R$129,9 milhões), ex-senadora Simone Tebet (R$123,1 milhões), Dagoberto Nogueira (R$ 109,1 milhões), Nelsinho Trad (R$ 83,2 milhões), ex-deputado (Fabio Trad R$ 71,7 milhões), Soraya Thronicke (R$ 71,3 milhões), ex-deputado Luiz H. Mandetta (R$ 3,5 milhões), ex-deputada Rose Modesto (R$ 62,4 milhões), Geraldo Resende (R$ 61,4 milhões), Beto Pereira (R$ 60,7 milhões).
DETALHES: Os valores se referem ao período dos últimos 9 anos - de 2015 a setembro de 2023. Anote-se que temos (MS) empenhado apenas R$1,8 bilhão, sendo o   deputado Vander Loubet quem destinou o maior valor de emendas. Detalhe: Não há prazo para o pagamento das emendas. Pode levar anos até. Eis a questão! 
EM ALTA: A recondução do senador Nelsinho Trad (PSD) à presidência do Parlasul com 9 senadores e 27 deputados federais, prova seu conceito no Congresso. O senador Humberto Costa (PT-PE) foi eleito vice-presidente; os deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Celso Russomano (REP.) completam a diretoria. A senadora Tereza Cristina é a outra representante nossa no parlamento do Mercosul.
EU SABIA... Foi para o espaço o pouco que restava do controle e transparência com a aprovação da minirreforma eleitoral. Como num toque de mágica, o texto conseguiu unir o centro, esquerda e direita, afrouxando as regras para os partidos e candidatos.  Quando você pensa ter visto tudo, vem mais novidade sempre em benefício de quem faz as leis.
CONFIRA:  Altera regras de financiamento, tempo de televisão das candidaturas femininas, simplifica a prestação de contas e exige transporte gratuito para os eleitores no dia das eleições. Agora, só os partidos que atingiram o quociente eleitoral poderão participar das chamadas sobras, privilegiando os candidatos mais votados.
PROPAGANDA: Ficou mais flexível. A nova lei permite a propaganda eleitoral pela internet mesmo no dia da eleição; autoriza a propaganda conjunta de candidatos de partidos diferentes independente de coligação ou federação; acaba com os limites do tamanho da propaganda eleitoral feita nos veículos.
MAIS ALTERAÇÕES: O calendário eleitoral antecipa a data da convenção e registro de candidaturas objetivando dar tempo maior para o julgamento dos recursos. Também alterou o prazo para criação das federações e convenções para 6 meses antes das eleições, determinando que as punições a uma sigla federada não atinjam as demais. 
OUTRAS MUDANÇAS: Legaliza a doação via Pix, cartão de crédito, cobrança virtual e o financiamento coletivo por vaquinhas para doações de pessoas físicas (limitadas a R$ 2.855,97) ou até 10% dos rendimentos do ano anterior. Os candidatos a vice ou suplentes poderão usar recursos próprios.

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José