quinta, 04 de junho, 2026
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Ampla Visão
10 de fevereiro de 2015
ENFIM... Esse é o parlamente que criamos. Presume-se para cuidar das nossas aflições, interesses e direitos. É produto nosso, constituído exclusivamente da nossa matéria prima disponível. Se decepcionar, seremos os primeiros culpados da tragédia.
A PERGUNTA que mais ouço versa sobre o nível do debate desta nova legislatura. Convenhamos, é cedo para avaliar. Mas o eleitor é cético, tem visão crítica desconexa do mecanismo legislativo, acaba se precipitando e até comete injustiças.
VEJAMOS: Já é conhecido o perfil de cada um dos 15 parlamentares reeleitos. Agora quanto aos 9 deputados estreantes, com exceção de Rinaldo, evidentemente que ainda estão se ambientando e nem todos por exemplo ocuparam a tribuna.
PARÂMETROS Como avaliar o deputado? Frequência, indicações, projetos, moções e requerimentos contam? Dependerá dessas matérias. Quantidade em excesso implica em menos qualidade e mais perfumaria sem qualquer aplicação pratica.
A PROPÓSITO Em 2014 nossos deputados aprovaram 133 projetos, 908 indicações, 367 moções e 18 emendas. Virada a página e no frigir dos ovos é de questionar com objetividade: qual o percentual deste trabalho que de fato beneficiou a população?
LEMBRETE Vale à pena apreciar o painel de fotos dos ex-deputados no saguão da AL. Muitos deles simplesmente passaram pela casa e não deixaram marca alguma – por despreparo ou falta de aptidão ao cargo. Mas nós pagamos seus gastos.
É PENA! O eleitor vota, mas se distancia do deputado, criando um vazio nas relações. Se você pesquisar perguntando sobre o número de vezes em que o eleitor reencontrou o seu deputado após as eleições, verá que é simplesmente insignificante.
JÁ NOTOU? Esse comportamento indiferente do eleitor facilita a postura do parlamentar em elitizar suas relações. Depois de eleito, ele se torna um homem sem tempo, embora tivesse sido eleito para ouvir os reclamos. Pode tal incoerência?
‘ VELOZES’ Os jornalistas que cobrem a Assembleia Legislativa deveriam promover o concurso do deputado mais veloz na travessia do saguão. Alguns simulam falar ao celular e acenam na fuga habitual. Um dia serão ignorados. Lei do Retorno.
APROVADO Deputados e assessores da mesa diretora estão elogiando a postura equilibrada de Jr. Mochi na condução dos trabalhos. Uma missão complicada que requer atenção aos dispositivos legais, além de bom senso. Aliás, sua marca registrada.
BATALHAS Sem elas os parlamentos perderiam a essência, seriam rebaixados a uma confraria qualquer. As disputas pelas comissões na Assembleia Legislativa sempre existiram. Quem melhor souber se articular vence. É do jogo democrático.
BARBOZINHA Mestre em Direito, agradou na tribuna discorrendo sobre a questão hídrica. Articulado, ágil na fala é sem dúvida até aqui a surpresa mais agradável na Assembleia Legislativa. Vai ajudar a melhorar o debate. Bem vindo!
BATISMO João Grandão, Grazielli Machado e Renato Câmara também já usaram da tribuna tranquilamente. Mas o eleitor precisa entender - há uma série de circunstâncias envolvendo o início de uma legislatura. Tudo no seu tempo. Certo?
ÂNGELO GUERREIRO Seu gabinete já é comitê eleitoral. A decoração explora seu estilo e origens, tendo a bota e o chapéu como marcas registradas. Ele quer conciliar o mandato com a candidatura à prefeito – irreversível – de Três Lagoas.
CONSCIENTE A deputada Antonieta Amorim andará com as próprias pernas, para consolidar seu espaço. Mas o fato de ser irmã do empresário João Amorim e ex-mulher de Nelson Trad - de alguma forma pode criar-lhe embaraços políticos.
VALDIR NEVES Como esquecê-lo no início desta legislatura? Sabia explorar como poucos os temas nacionais. Imagine ele na tribuna da Assembleia Legislativa falando da situação do país e da Petrobrás! Marcos Trad é o que mais se aproxima dele.
EXPECTATIVA É impossível separar os temas nacionais da realidade estadual. Aliás, o empresário José Carlos Bumlai, amigo íntimo de Lula, peça chave do Petrolão segundo a ‘Veja’, ficou mudo e invisível. Silêncio indefensável, comprometedor!
SENADO Apesar da derrota na eleição da mesa, a oposição ganhou musculatura. Só essa rebelião contra Renan e Cia já merece aplausos. Gostei da articulação do senador Moka; mostrou a cara, ao invés de preferir a comodidade da sombra do poder.
OXIGENAR é preciso! Ninguém aguenta mais o comando de Renan Calheiros, cujo nome está envolvido em escândalos e praticas coronelista. Mas a opinião pública ficou ao lado do senador Luiz Henrique contra esse esquema palaciano enferrujado.
‘É O PAÍS!’ Os defensores públicos também são filhos (privilegiados) de Deus com ganho de R$30 mil mensais. Desviando-se da fila do ‘Minha Casa Minha Vida’, se garantiram com o auxílio moradia. “Enquanto isso no Jardim Noroeste...”
SUGESTÃO: Azambuja deveria aproveitar o caso de corrupção nos projetos culturais para monitorar também, de perto, os gastos com shows artísticos dos festivais de Bonito e Corumbá, pagos pelo Governo. É dinheiro nosso que merece respeito.
‘ALELUIA’ Finalmente a FM Educativa deixando de atender apenas aos interesses de grupos, saindo daquela mesmice. Não deve haver excessos, mas a emissora do Governo tem sim que abrir espaço para todas as tendências musicais do nosso Estado.
“Sinto-me preparada”. (Graça Foster, no discurso de posse em 13/02/2012)
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José