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Ampla Visão
21 de julho de 2015
JOSÉ FRAGELLI Governador 1971/75, era pragmático. Ao se negar cumprir uma promessa de campanha, o deputado Ruben Figueiró lembrou-lhe: “Governador – mas o senhor prometeu”. E Fragelli emendou: “Se prometi, está desprometido”.
O EPISÓDIO contado pelo deputado Felipe Orro mostra: os governantes devem se vincular menos às promessas e mais ao contexto atual, diferente (para pior) da época das eleições. Aí justificado estava o uso do ‘termo desprometer’ de Fragelli.
É DIFERENTE o que fazia Fragelli e o faz a presidente Dilma. Ele ‘desprometia’ por não ter dinheiro em caixa. Ela, não pecou só pela mentira. Pior, fez leis por mais impostos, para tentar consertar seus próprios erros de antes das eleições.
OPINIÕES Elas recomendam que o governador Reinaldo até repense o calendário de obras e ações prometidas devido a queda de receita. Não se trata de ‘desprometer’ como dizia Fragelli, mas de se readequar a situação ruim e ao futuro nebuloso demais.
A PROPÓSITO Você já percebeu o quanto piorou a situação após as eleições? Antes o cidadão ria dos casos de corrupção porque não havia inflação, mas ele tinha trabalho. Hoje há inflação e o cidadão perdeu seu emprego. O pior: ainda está devendo.
A LIGAÇÃO do bolso com o cérebro é instantânea. Ao assistir, por exemplo, aqueles depoimentos na ‘Lava Jato’ e a cena dos carrões do Collor saindo apreendidos da ‘Casa da Dinda’, a nossa passividade natural é substituída pela indignação.
IMAGINE se a ‘Lava Jato’ tivesse ocorrido no Governo FHC! O PT já teria explodido o Brasil. E agora, tendo Collor como aliado, o PT não tem limites no roubo. E se o Zé Dirceu diz que não anda dormindo é porque tem culpa no cartório. E como tem.
CÁ ENTRE NÓS... Você acredita na veracidade daquela história de que tinha gente séria pagando – no mínimo – R$300 mil – por uma simples palestra do Lula? Mas o que ele tinha de tão importante para ensinar? Ora! Um desrespeito à nossa inteligência.
QUE FASE! A prisão do Valdemar C. Neto foi o início; depois as derrotas de Londres e Giroto. Após, foi a vez de Arroyo, rejeitado no TCE-MS. Agora, a ‘Lama Asfáltica’ derreteu Giroto. Restaram: Graziele e Paulo Correia. Agora é ajoelhar e rezar!
ZERADA Após a Operação Lama Asfáltica todos os pretensos candidatos a prefeito da capital estão no mesmo nível. A eleição praticamente está zerada. Claro que é preciso esperar para ver os desdobramentos. O poço pode ser ainda mais profundo.
OPINIÃO Para o deputado Marcos Trad sua imagem não foi manchada no episódio, ‘pois a o eleitor é bastante esclarecido para separá-lo de Nelsinho, que, aliás, não foi alvo no procedimento judicial ( despacho) que determinou as diligências’.
DESCONFORTO Antônio João entregou o PSD local ‘aos Trad’, dizendo que tinha encerrado a carreira política. Depois reapareceu reclamando da postura da nova direção do partido. A pergunta é: a novela terminou ou teremos novos capítulos?
CONFORTÁVEL é a situação da vice governadora Rose neste cenário. Submersa na sua secretaria saiu do foco para evitar desgastes. A sua imagem deve ser retocada, mas ela depende do sucesso do Governo Estadual e da vontade de Reinaldo.
AYACHE Acabou beneficiado neste escândalo, mas sabe: o eleitor conservador da capital, após o desastre Bernal, anda ressabiado. Dizem existir pesquisas para consumo interno onde sua avaliação pessoal é boa, mas prejudicada pelo seu partido, o PT.
INTERESSANTE Ao sugerir sua própria mulher como candidata a vice prefeito de Ayache, o ex-governador Zeca confirma a tese de que o PT não dispõe de bons nomes para a capital. Mas Ayache não quer ser usado. E fica no PT até quando?
COMPETÊNCIA Quem acompanha as sessões da Assembleia Legislativa pode dizer que a diretoria comandada por Jr. Mochi e Zé Teixeira foi positiva neste 1º semestre. Democrático nas relações, Mochi conseguiu ser unanimidade entre os pares.
BALANÇO: 66 sessões ordinárias, 8 extraordinárias, 130 projetos apreciados, 54 aprovados, 20 audiências públicas, 12 sessões solenes e seminário de vereadores. Mais: Mochi devolveu R$ 2 milhões ao Governo para investir na Caravana da Saúde.
INOVANDO Terceirizar a direção de hospitais públicos para entidades sem fins lucrativos é a nova opção do Governo aprovado com emendas dos deputados. Espera-se que o quadro melhore, principalmente nos maiores hospitais. Vamos esperar.
O MELHOR O estreante Barbosinha, foi a agradável surpresa. Atento e preciso nas intervenções plenárias, também mostrou conhecer o Direito Constitucional, o regimento interno e as constituições federais e estaduais na presidência da CCJ. Nota 10.
PREOCUPA Numa ponta os prefeitos reclamam da queda da arrecadação nos repasses federais/estaduais. Na outra, o Senado aprova regras para criação de novos municípios. É preciso distinguir a criação de polos de progresso - de novos centros de pobreza.
PENÚRIA Assim o presidente da Assomassul - Juvenal Neto define o quadro local com base nas previsões para o 2º semestre. E lembra: “toda vez que o Governo desonera produtos de impostos, prejudica os municípios - sem compensá-los”.
MARIO CESAR Há que se elogiar sua capacidade de administrar os embates (que não tem sido poucos) entre a Câmara e o prefeito da capital. E os vereadores fizeram a sua parte neste semestre: não economizaram nas indicações; foram 8.747.
“O socialismo dura até que acabe o dinheiro dos outros”. (Margareth Thatcher)
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José