quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Ampla Visão
7 de outubro de 2015
O DESAFIO Ayache deve aproveitar o vácuo aberto no angustiante cenário da capital e construir o discurso da indignação una, conclamando a reação. O slogan ‘Reaja Campo Grande!’, segundo alguns, encaixaria como uma luva.
EVIDENTE O caminho à percorrer é longo e sinuoso. Mas as decisões abortando pontos da reforma eleitoral favorecem o pré-candidato do PSB. Ayache deverá evitar certas influências para não ficar estigmatizado como pupilo de ‘A ou B’.
PROJETO Se em 1996, motivado pela vitória de FHC, o PSDB pulou de 2 para 19 prefeitos, hoje os tucanos querem aproveitar o poder para governar mais municípios. As notícias mostram que o partido de Reinaldo está crescendo muito no interior.
MEMÓRIA Nas eleições de 1994, Pedro apoiou Levy, derrotado por Wilson Martins. Só um prefeito ‘Wilsista’ resistiu ao pacote de bondades de Pedrossian. Os demais deixaram o PMDB, mas não levaram consigo o apoio dos eleitores Wilsistas.
CLARO que os partidos políticos são importantes. Presume-se que devam congregar lideranças que atraiam votos. Mas não se pode deixar de levar em conta o peso pessoal do candidato ao cargo majoritário. No frigir dos ovos é ele quem decide a eleição.
MINEIRO Acompanhando o tabuleiro político percebe-se: Reinaldo mostra-se focado no trabalho e evitar falar das eleições de 2016. Mas na outra ponta seu time vem agindo para aumentar o espaço político atraindo lideranças. O jogo não muda; é pesado.
AS FILIAÇÕES recentes e outras previstas mostram: o PSDB quer apagar a imagem de partido sem sexo que ia ao reboque do PMDB. Pelo seu estilo seguro e cauteloso, Reinaldo está atento aos riscos de apenas inchar o partido, sem fortalecê-lo.
A PROPÓSITO Acertos (conchavos) políticos lembram de perto a fabricação de lingüiças e salsichas. É bom não ver para não perder o apetite. Sobre o assunto o grande Gilberto Freire alertava: “O Brasil é o país das impossibilidades possíveis.”
SINAL AMARELO A crise econômica preocupa. A queda de mais de R$ 100 milhões (anual) na arrecadação do ICMS sinaliza corte nos gastos e investimentos. Para piorar, não se pode contar com ajuda do Planalto por conta do tétrico quadro nacional.
JOÃO AMORIM Será o homem bomba? Quem mais será arrastado para essa ‘areia movediça’? Em cada esquina da capital um palpite e previsões sombrias para muitos políticos. As farmácias nunca venderam tanto calmantes como agora.
OLARTE Com sua prisão a justiça entende que haverá menos riscos de interferência na produção de provas ao longo do processo. Enquanto isso nota-se alívio na Câmara Municipal pelo não afastamento de 17 vereadores pedido pelo MP. Aleluia!
EM ALTA Cresceu na classe o prestígio do inoxidável promotor de justiça Marcos Veras devido sua atuação na ‘Lama Asfáltica’. Se os promotores de justiça votarem na escolha do novo procurador do MPE, dizem que ele seria o favorito.
FAVORITOS Zé Arthur (36%) e Moacir Kohl (13) liderando as pesquisas da Projeção/Vale em Bonito e Coxim. Zé tem no encalço: Josmail 15%%, Geraldo Marques e Leleco 5%. Kohl - é seguido por Bira, Sidney 7% e Dinalva com 1%.
ALERTA! O campo-grandense está preocupado com as notícias de baita aumento do IPTU e outros impostos pela administração municipal em 2016. Os vereadores precisam sair da toca para debater essa pretensão. Ninguém aguenta tamanho arrocho.
VALE TUDO A próxima eleição para escolha dos integrantes dos conselhos tutelares mostra o quanto é grande o desejo por uma boquinha temporária no serviço público. As campanhas custam dinheiro, estão sofisticadas e já chegaram à internet.
EM ALERTA Pelo seu preparo e coerência, o deputado Barbosinha continua atraindo apoio na Assembleia de todos os partidos. Foi assim também ao criticar a pretensão de se privatizar a Sanesul, empresa lucrativa que ele geriu de 2007/2013.
CUIDADO! Patrimônio público é de todos nós. Temos casos de privatizações por aí – em todos os níveis – de arrepiar. Questiono “será que não existem gestores públicos sérios e capazes para fazer as nossas empresas funcionarem?” Muito estranho
INCÓGNITA Que rumo tomará o PMDB no pleito da capital? Haverá reconciliação com Marcos Trad? Toda essa situação desgastou tanto o partido como o parlamentar pelas reciprocidades das alfinetadas e acusações nos últimos meses.
ROSE Apesar dos cuidados, o episódio da Câmara atingiu a jugular da vice governadora. Sua candidatura à prefeito dependeria do quadro eleitoral .O governador trata de preservar a imagem dela como ‘regra 3’ para eventual necessidade.
NELSINHO Sem mandato, livre das amarras da Lei Eleitoral. Não se pode subestimar seu poder de fogo por conta do nível da administração atual. O seu PTB tem tempo no horário eleitoral e deve ser visto como um fator novo neste cenário confuso.
QUE PAÍS! Conseguimos a proeza de juntar a crise moral na política com a crise financeira devido a péssima administração federal. O brasileiro está enojado e cético com tudo que está ocorrendo. Teremos um final de ano de fritar bolinhos.
ACREDITAR nos políticos como? A cada dia uma revelação decepcionante da conduta aética deste ou daquele político. Quanto aos partidos, todos iguais. Parecem empresas onde seus gestores só pensam em lucros financeiros. Uma grande piada.
“O Brasil é o país das impossibilidades possíveis” – (Gilberto Freire)
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José