quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
‘QUE FASE!”Após perder a eleição do Sindicato dos Bancários da capital, figurar na lista da Lava Jato e de parlamentares de maior evolução patrimonial, o deputado Vander Loubet também saiu desgastado com esse episódio do sobrinho na internet.
A PROPÓSITO: Marcelo Heitor ignorou o imaginário popular sobre o atual momento do país. Seu estilo debochado fomentou reações que devem provocar estragos eleitorais à sua família e inclusive ao próprio PT em Porto Murtinho e Campo Grande.
PASSEATAS Nela estiveram não só os que querem o impeachment, como aqueles que clamam pelo fim da corrupção e da impunidade. Ao desdenhar jocosamente de quem foi às ruas e ao enaltecer a vitória de Dilma, o rapaz acendeu o rastilho de pólvora.
DESAFIOS Para os políticos, um deles é evitar que os filhos sejam contaminados pelo poder, tornando-se dependentes dele. Só o fato do prefeito Heitor Miranda, de Porto Murtinho, ter que abordar o episódio na mídia, demonstra a fragilidade do filho.
APOSTA Ricardo Ayashe seria a bola da vez do PT para 2016 na capital. Mas como anda o conceito do partido aos olhos do eleitorado? Ayashe agregaria todas as correntes do PT só pelo fato de ter dona Gilda como candidata a vice? É pra pensar.
LAMENTOS Para os observadores, o ex-deputado Arroyo tinha chances de se reeleger, mas jogou errado. Tinha bons redutos eleitorais e experiência à frente das campanhas. E quanto às suas chances de chegar ao Tribunal de Contas, parecem se esvair.
OS POLÍTICOS de Mato Grosso do Sul não querem ou não sabem explicar: por quais razões no Mato Grosso o álcool é vendido nas bombas muito mais barato do que aqui? Na tribuna da Assembleia Legislativa o assunto parece tema proibido.
AS JUSTIFICATIVAS são várias. Uma delas é que o Mato Grosso disporia de uma agência da Petrobras para aferir o produto, dispensando a viagem até Paulínia. E produzindo tanto álcool, não temos cacife para conseguir essa agência da estatal?
‘ESQUISITO’ Ouço teses de arrepiar que envolvem o preço do álcool. É a mesma política de preços dos governos de Zeca do PT e André. Reinaldo fixou-se no diesel e esqueceu o álcool, como se o seu preço não impactasse no nosso bolso.
ACREDITE: Mato Grosso do Sul é vice campeão de preço do álcool. Só no Acre é mais caro. Repito: uma convergência de interesses mantém o assunto como tabu. Mas a população precisa saber dos critérios e fatores que pesam no preço final do álcool.
FRANCAMENTE... A vontade política aliada a competência técnica resultaram no sucesso daquela CPI contra a Enersul. Mas os deputados – oposicionistas e governistas - também da atual legislatura, ‘ignoram’ a política local de preços do álcool.
ESPERANÇAS: Se reina silêncio entre os deputados federais e senadores sobre o tema, os deputados Marcos Trad e Barbozinha – juristas preparados – poderiam avocar esse desafio. Fica aqui a sugestão. Todos sairiam ganhando com isso.
‘BELEZA-2’. Esse Governo natimorto que não diminui o número de ministérios, não quer abrir a caixa preta do BNDES, quer o imposto sobre herança e a volta da CPMF. É muito fácil falar em ajuste fiscal enfiando a mão no bolso do contribuinte.
DESESPERO O pacote contra a corrupção é um embrulho. Ninguém está levando ele a sério. Trata-se apenas de jogada de marketing para desviar a atenção dos escândalos da Lava Jato. O Governo está sangrando e vai se arrastar até 2018. Azar nosso.
‘BELEZA-2’ Aumentaram o Fundo Partidário de 2015, de R$289 milhões para R$867 milhões. Péssimo exemplo dos congressistas que se aproveitam da atual fragilidade do Governo. Com tanta grana vai aumentar a briga pelos diretórios regionais.
A PROPÓSITO A turma nova do PV quer tomar a direção do partido de Marcelo Bluma. Dizem que mesmo morando na Bahia, Carlos Leite continuaria sendo homem forte do PV. Portanto, é o Fundo Partidário ‘movendo os ecologistas.’
BOM NEGÓCIO Mesmo preso, o Roberto Jeferson manda no PTB elegendo a filha - a deputada federal Cristiane Brasil - presidente da sigla, sempre presente no horário eleitoral. O PTB faz o jogo do Governo e seus cabeças levam as vantagens.
AS PREVISÕES nossas confirmaram-se. Na Assembleia Legislativa o silêncio de antes contrastou com o barulho após as passeatas. Vários deputados acordaram com a insatisfação popular e falaram na tribuna. Sempre assim: ‘depois da onça morta...’
INCÓGNITA Embora sua administração tenha melhorado muito, principalmente na saúde e educação, o futuro político do prefeito Olarte segue indefinido. Articulado ele segue em frente, cada vez mais cortejado por partidos e lideranças de peso.
SAÚDE O ousado programa de Reinaldo começa a ser testado. Os resultados iniciais devem passar naturalmente pela avaliação dos especialistas para eventuais ajustes. É claro que uma proposta inédita desta magnitude ganhe a simpatia de todos.
‘MENOS’ Como num passe de mágica a turbulência havida na Assembleia Legislativa em suas relações com o Tribunal de Contas deu lugar a uma admirável calmaria. O fato provocou comentários irônicos de quem conhece as entranhas do legislativo.
SEU BOLSO Como não mudar os hábitos? O dinheiro pesa no posto de gasolina, supermercado, nas contas de água, luz e telefone. Reavaliar é preciso: das idas aos restaurantes, compras e viagens. Prometeram a Suíça e nos deram a Venezuela!
“Acabou a corrupção no governo do Brasil”. (José Dirceu – em abril de 2004)
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José