quinta, 04 de junho, 2026
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Ampla Visão
10 de dezembro de 2014
O GUERREIRO Nascido em 21/06/1918, o ex-governador Wilson B. Martins, após um AVC em 01/06/2013, sofreu embolia pulmonar e submetido à traqueostomia vai apresentando melhora significativa dentro do seu quadro clínico delicado.
ESTIVE na casa do Dr. Wilson e conversei com a sua filha Thais, mulher determinada que acompanha de perto as ações médicas, com carinho e zelo. Mostrou-me inclusive o elevador construído especialmente para acomodar uma cadeira de rodas.
ESFORÇOS e união familiar não têm faltado para minorar o sofrimento do Dr. Wilson, onde o simples aceno com o seu polegar sinaliza resistência e vontade de viver. Aliás, o brilho dos olhos da atenta Thais reflete bem essa esperança de vida.
RABO PRESO Ironizaram no saguão da Assembleia Legislativa: “quantos políticos neste país resistiriam a uma faxina”? Uma referência às declarações do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa nivelando partidos e governos por baixo.
LEMBRETE: “Há pessoas que adoram dinheiro e se metem na política. Se adora tanto dinheiro que se meta então no comercio, indústria ou que faça o que queira. Não é pecado. Mas a política é para servir ao povo”. (Presidente Mujica, do Uruguai)
A FRASE é um ‘chega pra lá’ em gente que só quer fazer bons negócios em proveito próprio dentro da política. Em alguns casos, ricos buscam holofotes para massagear o ego e ganhar a notoriedade que a iniciativa privada não proporciona.
‘MUITO BOA’ Chamado a opinar sobre as eleições da mesa da AL. o deputado Paulo Correa foi sutil ironizando o nome de Jr. Mochi ao dizer: “ Calma pessoal, o baile ainda nem começou. Já viu escolher a moça pra dançar antes da música começar? ”.
REPETECO Pela nossa estatura política no cenário nacional, MS só é lembrado pelos ‘cardeais’ partidários em raras ocasiões. Uma delas é a busca de votos de candidatos pela presidência da Câmara Federal, como fez agora Eduardo Cunha (PMDB).
DIVIDENDOS Como se diz, essa eleição ‘nem fede e nem cheira’ para nossos interesses. O deputado Eduardo Cunha tem compromissos com o Estado de São Paulo. Chegar à presidência da Câmara é um bom negócio, sonho de todo deputado.
VAZIO A posse de Dilma e Azambuja será no dia 1º de janeiro, início oficial do ano legislativo pela Constituição Federal. Já a posse dos senadores, deputados federais e estaduais deverá ocorrer no dia 2 de fevereiro, já que dia 1º cairá no domingo.
O FATO provocou polêmica em vários Estados e tentou-se inclusive – sem sucesso –uma emenda constitucional. Mas a justiça negou a coincidência da data das posses, já que a Carta Magna garante mandato de 4 anos para os deputados. E assim fica.
O DESCOMPASSO pelas datas diferentes de posse do Executivo e Legislativo já foi assimilado nos planos de quem vai assumir, mas não deixa de ser esquisito. Na pratica o deputado exerce o mandato vazio em janeiro, já que é o período do recesso legal.
AOS OLHOS do cidadão comum é um mês inteiro perdido para os novos governantes, que ficarão amarrados até a posse legislativa. Mas como o universo político é totalmente desligado da realidade, aconselha-se a nem tentar entender essas peculiaridades.
TACAPES Coincidência ou não com a proximidade da sua posse, a questão fundiária devido às invasões recentes dos Terenas, será um desafio maiúsculo para o novo governador. Ele terá que ser firme e ao mesmo tempo hábil nesta tratativa.
LEMBRANDO... Figuras de destaque do agronegócio perfilaram-se ao lado de Azambuja. Pessoas idôneas e capazes, mas que não conseguiram politicamente sensibilizar o Planalto no caso. Um espinho atravessado na garganta.
O EPISÓDIO mostra o desprestígio de MS. Ora! Tem sido comum certas soluções estapafúrdias do governo para atender interesses localizados. Deveria por exemplo, ser menos generoso lá no exterior e resolver essas graves questões internas.
DESGASTE Eleito – a exemplo de Bernal – sob a bandeira da renovação, o prefeito Felipe está afastado da prefeitura de Chapadão do Sul desde o dia 17 de novembro. Estive lá e senti o clima pesado e constrangedor. Como se diz: a decepção é geral.
O QUADRO: cidade pujante, alvo de investimentos até de multinacionais e o prefeito fora do cargo. Independente da veracidade das denúncias, a imagem dela foi arranhada. Pelo visto o padre Fábio de Melo terá que voltar à cidade para renovar as bênçãos.
‘BELEZA’ A facilidade na obtenção dos benefícios dos programas sociais empurrou muita gente para a ociosidade. Pessoas que trabalhavam nas atividades braçais tanto no campo como na cidade, ‘descobriram’ as facilidades do Estado provedor.
A RECLAMAÇÃO é geral: ninguém quer trabalhar apesar dos salários e vantagens oferecidos. Encontrar um servente de pedreiro, um ajudante geral sem especialização é ‘coisa de louco’. Com isso, quem produz e gera renda vai ficando desanimado.
‘BOCADA’ Os parlamentares não perderam a chance de liberar suas emendas em troca de votar com o Planalto a flexibilização do superávit fiscal. Nessa hora pesou tudo: dos compromissos políticos aos interesses das empreiteiras das obras.
POLÍTICO Às vezes tem que ter tutano, outras, jogo de cintura. Depende da situação. No interior é fogo! Como diz o deputado Jr. Mochi: “político não pode negar o número do celular, tem que batizar boneca e até ir ao enterro de cachorro”.
“Se corrupção desse caroço, o Brasil seria uma jaca”. (José Macaco Simão)
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José