quinta, 04 de junho, 2026
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Ampla Visão
19 de agosto de 2015
O DEBATE A pretensão do Planalto em unificar o ICMS para ‘acabar com a guerra fiscal’ entre os Estados é repelida na classe política e empresarial. A opinião dominante é que MS perderá o poder de fogo ou de barganha na atração de indústrias.
SERGIO LONGEN (FIEMS) tem autoridade para dizer que com a alíquota única de 4% do ICMS muitas indústrias deixarão o Estado, provocando desemprego e queda na renda. Todo o trabalho de atrair indústrias seria destruído a curto prazo.
LEMBRA a senadora Simone Tebet que a proposta prejudica 9 Estados e para MS a queda seria de 16%, perto de R$360 milhões mensais. Citou ainda a situação cômoda de São Paulo; independe do ICMS, pois fatura alto com o IPI e os royalties.
BALELA? A proposta de se criar um ‘fundo’ para dividir recursos visando compensar os prejuízos dos Estados é rechaçada pela senadora. Cita o golpe do Planalto com a Lei Khandir que isentou do ICMS nossos produtos agrícolas para exportação.
PÉ ATRÁS Apesar dos argumentos do ministro Levy, o governador Reinaldo está ressabiado. Como tocar o Estado com menos dinheiro? Esse ‘fundo’ dependente do dinheiro sujo a ser repatriado é uma incógnita, passa insegurança e dúvidas.
EXPLICANDO: É um Projeto de Resolução da Presidência da República, apreciado só no Senado; não passa pela Câmara. Aprovado, vai direito ao Executivo para sancioná-lo. Como ele beneficia a maioria dos Estados (ricos) a aprovação é certa!
DELCÍDIO É acusado por Simone de articular a aprovação deste projeto em prejuízo ao MS. Ele se defende, diz tratar-se de interpretação equivocada face às garantias dadas pelo Planalto. Um assunto que será explorado politicamente no futuro.
A BATALHA Acusado de 6 irregularidades o prefeito Olarte respira graças a sólida base parlamentar. A tendência é que ele permaneça no cargo por força dos dispositivos que devem embasar sua defesa, independente das manifestações em plenário.
ANOTE: A derrubada de Olarte interessaria de perto ao PT por motivos óbvios. Aliás, a escolha de Campo Grande para receber a fiscalização da Controladoria Geral da União é uma ‘baita coincidência’, mostra o dedo de gente graúda neste episódio.
DEFINIÇÃO de Lauredi Sandin, do IPEMS: O candidato tem que estar na agenda do eleitor; não há espaço para nomes saídos da cartola; conta muito a baixa rejeição individual. Confira abaixo as conclusões do cenário atual em Campo Grande.
VEJAMOS: André, Reinaldo e Nelsinho – pela ordem – seriam os grandes eleitores que transferem prestígio. Os últimos escândalos não teriam abalado o prestígio dos peemedebistas que continuam muito presentes no imaginário do eleitor.
MARQUINHOS: Não teve desgastes algum em seu prestígio após o ‘Lama Asfáltica’ e sua rejeição é incrivelmente baixa. Sua associação ao irmão Nelsinho não o prejudica e sim o beneficia. As dúvidas nestes dois questionamentos foram sanadas.
SIMONE: Apesar de seu distanciamento do embate, continua fortíssima e sem rejeição. A seu favor os eleitores citam a influência do pai e a experiência como prefeita de Três Lagoas. Pasmem! Seria a adversária de Marquinhos no segundo turno.
BERNAL: Apesar de estar frequentando a mídia para tentar voltar ao poder, não cresceu nas pesquisas a ponto de desbancar Marquinhos. Aliás, ficaria de fora do 2º turno com Simone candidata. Tem dificuldades de agregar apoiamentos.
O CENÁRIO mostra o PT enfraquecido, sem um nome pontuando com destaque. Também a vice governadora Rose aparece ainda sem a musculatura ideal, mas não se pode esquecer: tem carisma, poder de fogo e um padrinho muito forte.
GOLPE? Para o deputado Barbosinha o PT acostumou-se na surfar na maioria e agora critica a oposição contra Dilma. Na sessão desta quinta feira ele usou da tribuna para rebater com lucidez o discurso de Kemp sobre a tal ‘tentativa de golpe’.
BARBOSINHA lembrou: o PT cresceu nas ruas, não pode recriminar a livre manifestação popular. Ressaltou que as ações da ‘Lava Jato’ estão dentro da lei e que não procedem as críticas e lamúrias petistas contra o Juiz Sergio Moro.
IMPEACHMENT Lula tenta salvar o Governo. Mas no TSE dois ministros já votaram pela investigação do governo Dilma. Os desdobramentos da Lava Jato assustam o PT e tem gente da CUT falando em pegar em armas. Ué! A Venezuela é aqui?
NAS RUAS Só os petistas tem motivos para ficar em casa. Questiono: mas será que eles teriam desconto exclusivo nas compras dos supermercados, na conta de energia e dos combustíveis? Só pode! Vivem outra realidade, sem inflação é claro!
ZÉ TEIXEIRA Lembra: apenas procedeu a normatização da assistência médica aos deputados face a nova realidade econômica, economizando R$400 mil mensais. Com sua franqueza, mostra os desafios que vai vencendo no cargo de secretário.
INUSITADO Deputado Marcio Fernandes proporá o fim do limite mensal (hoje de 20) da gratuidade nas viagens de ônibus intermunicipais aos cegos, além do desconto (pela Energisa) na taxa de iluminação pública e do consumo residencial.
EVIDENTE que o projeto motivará debates, mas após o encontro com o presidente da Associação dos Deficientes Visuais da capital, Silvano Azevedo, o deputado saiu convencido: trata-se de um segmento social desprotegido que sofre calado.
“Cometi um erro, não um crime”. (ex-ministro José Dirceu)
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José