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Ampla Visão
16 de setembro de 2014
ELEIÇÕES: Entre os 3 principais concorrentes ao governo do Estado parece vigorar a velha tese mineira: Se nem tudo está ganho para Delcídio, nem tudo está perdido para Azambuja e Nelsinho. As duas próximas semanas serão decisivas, de arrepiar.
DELCÍDIO Aposta no desempenho que garanta a sua vitória já no 1º turno. A vinda de Lula visou exatamente isso. Delcídio sabe que o eventual 2º turno lembra bem aquele tabuleiro de xadrez onde tudo pode acontecer. Por isso adotou o lema “liquida já”.
NELSINHO De qualquer forma foi beneficiado pela candidatura de Marina, mas em dose homeopática. Melhor do que nada! Mas o desafio é vencer as resistências internas no PMDB e agregar todos os demais partidos da coligação. O tempo não espera!
AZAMBUJA Devido ao desempenho de Aécio, mudou o discurso, mais endereçado a Delcídio, mas tem problemas de expressão no horário eleitoral. Engessado, não passa o sentimento de indignação, imprescindível a sua mensagem de mudança.
OUTROS TEMPOS A rivalidade entre o PSD e UDN não se limitava só as eleições; estendendo-se ao dia a dia das comunidades. A questão partidária influenciava na escolha do médico da família, do advogado, nas relações comerciais e sociais.
EXPLICANDO: O PSD era o partido dos fazendeiros principalmente, sempre aberta ao diálogo para fazer acordos em nome do poder; a UDN era forte na população urbana e entre os intelectuais, sempre intransigente na defesa da moral e da cidadania.
TRAIÇÃO Primeiras eleições em Aparecida do Tabuado (1948). Chapa única: Queiroz Muniz (PSD) p/ prefeito e Osório Galheiro (UDN) vice. Com os votos desvinculados, os pessedistas não votaram no vice udenista, que perdeu para os votos em branco.
CASOS como esse são contados por Jaime Jerônimo dos Santos, que vive a política de Paranaíba/região nos últimos 40 anos. Jaiminho prepara um livro de linguajar saboroso temperando assim os relatos políticos, desconhecidos pela maioria da nova geração.
OSVANE Exagerada a dimensão dada a desistência da candidatura do deputado. Outras (Tereza Naime e Dione Hashioka) de maior densidade, foram absorvidas pelo processo eleitoral. Não mudará o quadro eleitoral, nem afetará os índices da Bovespa.
EQUÍVOCOS A leitura relata: nas batalhas eleitorais às vezes vence quem erra menos. O deputado Osvane trocou o PT do B pelo PROS sem levar em conta os riscos naturais em uma disputa com postulantes’ pesos pesados’ em todas as coligações.
CONCORRÊNCIA Ela é grande, como nas eleições anteriores. Na conversa com candidatos tidos como favoritos, percebe-se: ninguém quer dar sopa para o azar. Todos relatam as dificuldades e temem fatos novos que possam influenciar nas urnas.
ANALISANDO pesquisas para consumo interno dos partidos e coligações percebe-se que alguns candidatos se elegerão – ou ficarão de fora – por muito pouco voto. Como essas pesquisas não são registradas no TRE, a publicação não é permitida.
‘ECUMENISMO’ Fidelidade é coisa rara nas campanhas. Candidato a deputado dobra com outros de partidos sem qualquer identidade ideológica. Vale a conveniência, vale o resultado final. Não há ingênuos e nem inocentes. Só não vale perder a eleição.
‘POR UNA CABEZA’ No pleito de 1982 o exemplo do equilíbrio de forças dentro das coligações ou partidos. Com 6.597 votos Aluízio Borges garantiu a vaga na AL. contra 6.444 votos de Paulo Pedra. Uma diferença de só 153 votos entre os petebistas.
INJUSTIÇAS? Em 1994, Paulo Correa, Luiz Tenório, Loester Nunes e Raufi Marques, da mesma coligação, perderam as vagas para Roberto Orro, Ben Hur, Zeca do PT e Anísio Souza (Prego), embora tivessem obtido votação muito superior que eles.
MEMÓRIA Em 2010 Rinaldo Modesto obteve 22.864 votos e Youssif Domingos 20.809 votos, mas cabo Almi, Diogo Tita, Mara Caseiro e Lauro Davi garantiram lugar com bem menos votos que os dois primeiros candidatos. Ônus cruel da lei.
CONCLUSÃO: Como diz o veterano Londres Machado: “a cada eleição, uma lição”. Aprende-se tanto nas vitórias como nas derrotas. Às vezes aprende-se muito mais com os adversários do que com os próprios companheiros. O aprendizado não tem fim.
OPINIÃO Para a vereadora Thaís Helena, faltou ao ex-prefeito Bernal, além de um bom conselheiro, a construção partidária. Ela admite que o prefeito Gilmar Olarte tem consolidada a governabilidade através de alianças partidárias eficientes.
BERNAL Se derrotado, qual será seu futuro? O seu discurso de vítima vai perdendo o encanto à medida que o tempo passa. Com seu estilo, conseguirá manter aliados de peso eleitoral sem nada em troca? Também na política a roda gira, nada é imutável.
FIGUEIRÓ Vontade não tem idade. Figura como o melhor avaliado dentre os representantes do Congresso. Está na 91ª posição. Na pesquisa Fábio Trad aparece em 16º lugar e Mandetta em 117º. Assim faz jus à fama de incansável formiguinha.
PODE? O COAF só funciona contra ‘nanicos’. O Carlinhos Cachoeira declarou ter faturado apenas R$21.700,00 mas torrou R$500 mil no cartão de crédito. Já Paulo Roberto Costa (Operação Lava Jato) ganhou R$90 mil e gastou R$36.770 mil.
‘ENGRAÇADO’ O rigor da Receita Federal só vale contra nós? Ao menor deslize no recolhimento do IR - somos alcançados pelo temido envelope via Correios. Estresse total! Na outra ponta, esse pessoal privilegiado usa e abusa, nada acontece.
“A modéstia é a vaidade escondida atrás da porta.” (Mário Quintana)
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José