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Dourados aprova gestão de Reinaldo

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5 de maio de 2015

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REVIGORADO Além do comando da poderosa CAE, o senador Delcídio é indicado para a liderança do Planalto no Senado. Apesar de o governo estar baleado, os dois fatos vão lhe dar inclusive musculatura na guerra do diretório do PT no MS. 
EM TEMPO Ainda ouço explicações para derrota do senador ao governo. Uma delas: se o candidato tivesse sido o Zeca, o resultado seria outro. Ora! A fatia maior da culpa é do partido estigmatizado pela corrupção comprovada até ao pescoço.
O ELEITOR não tem, evidentemente, acesso as pesquisas eleitorais para consumo interno de partidos e lideranças.  Nelas é evidente: a população está decepcionada com o ‘tro-lo-ló’ dos partidos e suas lideranças. E com o PT a situação é ainda pior. 
‘MOSCOU-1917’ Deputado Pedro Kemp chamou o juiz Sergio Moro de parcial ao contestar os números dos roubos na Petrobras apresentado pelo seu colega Barbosinha. É mesmo incrível: o PT aprova a democracia, mas sem oposição de verdade. 
SUGESTÃO Já que o aproveitamento político é geral neste escândalo envolvendo políticos com menores, as vereadoras da capital deveriam aproveitar para requerer a criação da CPI da Pedofilia. Acredita-se que o leite iria derramar de vez. 
PRECAUÇÃO: Quando veio a tona o escândalo sexual, a notícia era que ‘se tratava de um ex-vice de Delcídio’. O ex-deputado Londres conta que incontinenti pediu que o nome do acusado fosse divulgado para não ser confundido com Sérgio Assis. 
‘SEM NOÇÃO’ Tentando passar a imagem de ingênua vítima injustiçada, alvo de ‘trama demoníaca’, o ex-deputado Sergio Assis continuava enviando mensagens pelas redes sociais com citações bíblicas. Como se diz: A hipocrisia tem limite!
AS CAUSAS: Primeiro a falta de formação moral. Segundo, o ambiente ruim que fomenta a degeneração nas relações humanas em busca do poder. Para esse tipo de político não há discriminação quanto ao nível moral quando se busca o voto. 
ESTIGMA O episódio é mais um na relação política & sexo. Daria até um quadro de humor. Certa vez em Brasília achei curioso o apelido ‘Curralão’ de um restaurante e justificaram o motivo: era ali que ficava o gado preferido dos políticos.  
PERGUNTO: Qual é o percentual de vereadores, prefeitos e deputados que levam suas esposas aos congressos, realizados habitualmente em locais turísticos? A maioria só aparece na abertura e no encerramento do evento para retirar o certificado. 
DOURADOS Pesquisa da Projeção Pesquisa e Assessoria Ltda’, coordenada por Tony Ueno e Lúcia Ruiz, realizada em Abril apontam: Governo Dilma: 58 – péssima/ruim; 23 regular, 11 boa/ótima. Azambuja: 42 boa/ótima, 28 regular, 11 péssima. 
LIDERAM para prefeito na pesquisa estimulada: Marçal Filho 21, Délia Razuk  19, Geraldo Resende  e Tetila 15. Na espontânea: Marçal 19, Tetila 15, Délia 12 e Geraldo Resende 5. Rejeição: Tetila 17, Kelyana 16, Marçal 13, Délia/Geraldo 7. 
AVALIAÇÃO da administração municipal: ruim/péssima 59, regular 28, ótima/boa 8 e não sabem 5. Quanto aos problemas, a saúde lidera com 52, seguida de segurança com 38, asfalto 27, conservação de ruas e trânsito 16 e educação com 13. 
EVIDENTE que os números refletem a opinião sobre o cenário atual, mesmo porque não estamos em ano eleitoral. Portanto, a análise conclusiva requer moderação. Mas em se tratando de política, deve-se respeitar o olhar de quem foi pesquisado.
ENERSUL Nem se discute mais os R$200 mil de gastos previstos na CPI. Mas é para se pensar sim.  Pelo menos até aqui os valores pagos aos ‘peixes graúdos’ da diretoria da empresa, não chega a 50% do rombo. Essa contabilidade ainda não fechou.  
‘EM CENA’ Ex-camisa 8 do D. Bosco de Cuiabá e ex-prefeito de Coxim, após passar pelo Detran, Assembleia Legislativa e Tribunal de Contas, Franklim Masruha cansou da ociosidade e cedeu aos apelos de Leite Schimidt para presidir o PDT Guiacuru. 
‘ATRAÇÃO’ A política tem o poder de fascinar. Mas Franklim teria motivos para se distanciar da política devido as chateações e pepinos no processo que ainda responde pela importação de aeronaves, como titular da Segurança Pública.  
A VOLTA de Franklim pode parecer retrocesso, mas não é. Primeiro, que política é coisa para políticos e não para poetas, físicos ou matemáticos. Segundo, o perfil dele coaduna com a vida partidária, onde o equilíbrio conta muito. Dará certo. 
MEMÓRIA Franklim foi para o Tribunal de Contas, no lugar de Horácio Cerzózimo, (2001) e os suplentes Prego e Biffi queriam a vaga. Zeca preferiu Kemp que comandava a Educação. Até hoje o ex-prefeito de Amambai reclama: “fui injustiçado.”
MAU EXEMPLO A Receita Federal deve gastar perto de R$5 mil mensais, (cloro, água e piscineiro terceirizado) com o ‘tanque piscina’ em seu jardim. É o retrato sem retoque da administração pública, insensível. Não sabe quanto custo, é claro. 
O DESPERDÍCIO de dinheiro na construção dos prédios suntuosos das repartições públicos assusta. Perto deles os prédios do Parque dos Poderes são patinhos feios. Além da durabilidade, questiono o custo da manutenção destes ‘castelos’. 
BOM EXEMPLO Ao inspecionar as obras do Centro de Saúde de Cassilândia, o então governador Marcelo Miranda reprovou os batentes/portas, inferiores aos do projeto e exigiu a imediata substituição deles. Mas hoje isso praticamente não existe.  
‘Reconstrução do Nepal – US 6 bilhões. Rombo da Petrobrás - US 7 bilhões’

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José