quinta, 04 de junho, 2026
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Ampla Visão
15 de dezembro de 2015
NO LABIRINTO - A única saída de Delcídio é a delação. Não tem o perfil de um Zé Dirceu, por exemplo, para ficar anos e anos na cadeia. Sua mulher Maika poderá repetir o papel importante de Tereza Collor que dedou as barbaridades do cunhado Fernando.
BUMLAI - Continua na cadeia. O dinheiro que ganhou compensa a humilhação? O que seus netos pensaram dele quando o viram na TV algemado, saindo de um camburão? Até quando aguentará manter a pose de senhor respeitável, honesto e intocável?
LULINHA - Essa quebra de seu sigilo bancário – juntamente com a do ex-poderoso Gilberto Carvalho – vem em boa hora. É possível que máscara caia. Tudo isso vem sendo feito legalmente, contra a alegação de pura perseguição contra o PT.
O FANTASMA - Após a prisão de Delcídio ninguém duvida das chances de muitos poderosos receberam a visita ‘daquele japonês’ da Polícia Federal. Na Lava Jato não há exceção, não importa o currículo, o cargo e o círculo de amizades dos suspeitos.
GUILHOTINA? O deputado cabo Almi desconversa, mas ao cronista confirmou seu depoimento e de seu filho Flávio a Polícia Federal pela denúncia do doleiro Youssef que envolve também o deputado Vander Loubet em financiamento de campanha.
‘ DEMOCRATA’ O deputado cabo Almi insistindo na tese de golpe contra Dilma na tribuna da AL. Mas ‘esquece’: o PT queria o impeachment de Itamar e FHC. Ora! Os petistas falam em golpe, mas apoiam os ditadores na África e America Latina.
DESCONFORTO - Ele é visível na bancada petista na Assembleia Legislativa devido aos escândalos que desmoralizaram o partido. O clima só não é pior porque os colegas de outros partidos têm evitado a abordagem dos casos de corrupção na tribuna.
PERGUNTA-SE: Dilma irá à TV fazer o tradicional pronunciamento sob risco de provocar um panelaço de final de ano? Será que ela terá ambiente para tirar férias numa praia como fez no ano passado? Ela terá sim que aumentar sua dose diária de calmante.
MUITO BOA! Circula na internet a foto (tirada por um turista) da primeira ministra Ângela Merkel, num supermercado de Berlim - ficando na fila para pagar. Eu indago: será que a Dilma teria coragem e ambiente para sair sozinha e ir às compras?
SÓ O COMEÇO - As previsões de pressão popular sobre os parlamentares estão se confirmando. Contaram-me que o deputado Dagoberto foi cobrado acintosamente por um eleitor num supermercado sobre seu voto contra o impeachment de Dilma.
IMAGINE o clima do país em março: a inflação e o desemprego em níveis superiores aos atuais! O povo irá às ruas, pichará contra os partidários de Dilma desgastando-os eleitoralmente na sucessão municipal inclusive. Isso é inevitável. É a colheita.
SUFÔCO - Dilma quer apressar o processo, pois caldeirão ainda não explodiu. Vem aí o 13º salário, férias e o foco da atenção na família no espírito natalino. Mas após o carnaval o país será outro: o povo endividado e o desemprego crescendo. Já viu né!
DOS LEITORES: “Collor foi eleito e demitido legalmente. Dilma recebe apoio dos governadores que mais recebem e menos pagam. Porque ela, que foi fazer discurso lá na distante Roraima não faz aparição pública nos estados do Sul e Sudeste?”
A LESMA - Só após 23 anos o ex-senador Luiz Estevão foi condenado por desviar 1 bilhão de reais na construção do prédio do TRT paulistano. Só agora após14 anos, o STF absolveu o acusado Jocimar pelo furto de 25 codornas em Selvíria. É a justiça!
‘MULHERADA’ - Escorado nos 52,13% do eleitorado feminino, na Lei que define em 30% o percentual mínimo da participação delas nas candidaturas e nas 21 cadeiras na Câmara Federal, o PMB – Partido da Mulher Brasileira – chega forte ao MS.
BANCADAS - O PMB terá a 9ª bancada, atrás do bloco PP-PTB-PSC-PHS com 83 deputados; PR-PSD-PROS (75); PMDB-PEN (68); PT (59); PSDB (53); PSB (33); PRB-PTN-PMN-PTC-PT do B (28); DEM com 21 deputados.
VISÃO - A deputada Mara Caseiro vislumbra um terreno fértil para semear propostas, postulando a prefeitura da capital ou a Câmara Federal em 2018. Ela confia na atração de pelo menos 20 vereadores em março de 2016, como permitirá a legislação.
MULHERES - Não acordaram para a força que tem. Só temos 11 senadoras, 51 das 513 cadeiras da C. Federal, 675 prefeitas ( 4.895 dos homens), uma governadora, 7.648 vereadoras (49.705 dos homens) e 121 deputadas estaduais ( 983 dos homens).
PLANOS - Dorival Betini – futuro dirigente do PMB – lembra: “o partido nasce com 3,30 minutos de TV e a baixa participação feminina na política não corresponde ao real papel que elas vêm exercendo em outros setores importantes da sociedade”.
DECIDIDO - Claro que o Reinaldo trabalha com várias hipóteses para as eleições de 216 na capital. Mas nem longe admite qualquer reaproximação com Bernal, cada vez mais isolado e desgastado politicamente. O governador tem a leitura do quadro atual.
NATAL - Até aqui o clima natalino é pálido. O comércio sonha com o dinheiro do 13º salário e o consumidor ressabiado, cauteloso na escolha das prioridades. Claro que as notícias econômicas e políticas do dia a dia ajudam na reflexão do consumidor.
O BRASILEIRO está endividado – mostram as pesquisas. Os juros altos e as dúvidas em relação a 2016 engrossam o caldo. A mudança de hábitos tem sido inevitável para conviver com essa realidade. O pior – o governo insensível só fala em mais impostos.
“A política para mim não é uma competição para ver quem tem o ego maior.” (Presidente argentino Maurício Macri)
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José