quinta, 04 de junho, 2026
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A POSTURA de Aécio candidato lembra o 1º ministro inglês Chamberlain que firmou o pacto com Hitler temendo a guerra com a Alemanha. Voz solitária, Churchil vaticinou: “entre a desonra e a guerra, eles escolheram a desonra – e terão a guerra”.
EMBLEMÁTICA: A derrota de Aécio em MG é explicável. Em 2008 Aécio apoiou Fernando Pimentel para prefeito de BH. Apesar de ter deixado o governo em 2010 com 92% de aprovação, Aécio não tem hoje como se confrontar com o ex-aliado.
A LIÇÃO: Não adiantam estradas, indústrias e escolas se os Estados não competirem com o Palácio do Planalto em matéria de ‘bolsas paternalistas’. Infelizmente é isso. Há uma camada razoável da população que não abre mão dessa ajuda mensal.
FADIGA? Esse fenômeno é visível nestas eleições. Vejam o exemplo de André no MS. Apesar de ser hoje o governador melhor avaliado do país, seu percentual de aprovação é abaixo da classificação de 2010 quando ocupava o 5º posto entre os melhores.
‘OS IGUAIS’: Os falsos paladinos da moralidade precisam guardar suas espadas após a divulgação dos nomes de políticos beneficiados naquela extensa lista do Paulo Roberto Costa (Petrobras). Cada qual com seus argumentos, que a gente ensaca e guarda.
EXEMPLOS: Cristovam Buarque (R$50 mil); Biffi (R$160 mil); Cândido Vaccarezza (R$675 mil); Fábio Trad (R$100 mil); Vicentinho (R$116 mil); Geraldo Resende (R$ 100 mil); Stepan Nercessian (R$30 mil) e Reinaldo Azambuja (R$330 mil).
O QUADRO: Aqui não aconteceram mudanças substanciais na corrida ao governo e Delcídio ainda tem chances de faturar no 1º turno. Metade pelos seus méritos pessoais e outra metade pelos equívocos estratégicos e incapacidade de Azambuja e Nelsinho.
DELCÍDIO: Quem esperava que ele fosse ficar acuado neste episódio da Petrobras errou, ou melhor, se deu mal. Respondeu incontinenti com indignação à campanha dos tucanos e Cia sob a inspiração prevista de Antonio João em seu jornal inclusive.
‘INTERESSANTE’: Lá atrás alertamos para os riscos quando Azambuja estendia tapete para receber Delcídio nos encontros ‘Pensando MS’. De olho no senado (via coligação branca), o tucano foi o fiador moral de Delcídio, separando-o do resto do PT.
‘MUDANÇA’: Azambuja não tem conseguido convencer a opinião pública de que reúne todos os predicados do seu bordão de campanha. Ao trocar a candidatura ao Senado pelo Governo estava sim priorizando muito mais os desejos e interesses pessoais.
SINAIS: A notícia de que os tucanos devem poupar Nelsinho em suas críticas para tê-los como aliados num eventual 2º turno soa mal. É um tiro no pé nas pregações de quem hoje pede renovação e que criticava a administração peemedebista na capital.
NELSINHO: Seu desempenho deve ser atribuído também a ‘natureza estranha’ de seu partido (PMDB), que em Brasília lembra aquele casal que dorme em camas separadas, adiando o divórcio devido a partilha de bens e por conveniências ocasionais.
PROJETOS: Não é segredo que o projeto de André não está atrelado ao sucesso de Nelsinho e da família Trad. Embora no PMDB, eles têm origens e projetos diferentes. Há muito mais hipocrisia do que sinceridade nestas relações partidárias.
DESENCONTROS Visíveis desde a campanha de Giroto para a prefeitura da capital. O PMDB chegou rachado; cada grupo cuidando apenas de seus candidatos à vereança e até incentivando os adversários. Até hoje André não engoliu esse episódio.
REFLEXOS: São visíveis na postura dos deputados candidatos que deveriam fazer a defesa partidária de Nelsinho. Suas declarações são pálidas, formais, estranhas mesmo, não passando aquela necessária e natural sensação de comprometimento.
ESPERANÇA: Reside hoje na iniciativa do senador Moka em reascender a chama do PMDB presente em todos os municípios. Filiado desde 1978, é braço forte com notável influência nas lideranças municipais, até então adormecidas nesta campanha.
PREVISÕES Havendo ou não a reforma partidária teremos um realinhamento de forças no Estado. E tem muita gente de olho na prefeitura da capital. Marcos Trad, por exemplo, tem projeto pronto para sair do PMDB e tentar suceder Olarte.
PLACAR: As pesquisas apontam para uma mistura de conservadorismo e anseio de mudanças. O PT deve ganhar em apenas 5 Estados, a oposição em 18 e por enquanto há empate técnico em 4 Estados. Em cada caso uma explicação para o placar.
ENIGMA: Embora sua administração seja aprovada pela maioria, Dilma tem contra si seu estilo pessoal que exala a arrogância. Está em desvantagem nas comparações com Marina Silva, a ex-radical que agora passa uma imagem de humildade.
DECEPÇÕES? Grande aposta pessoal de Lula, Gleisi Hoffmann amarga hoje o 3º lugar nas pesquisas do Paraná com 14%. É o mesmo caso de Alexandre Padilha em São Paulo. O poder de transferir prestígio ‘ é relativo’, como diria Justo Veríssimo.
PICARELLI: Na luta para conquistar o 8º mandato na AL. Na última conversa com o deputado deu para sentir o volume de suas ações e até onde elas chegam. Ele não se limita apenas as aparições no radio e TV. Não chegou onde está por mero acaso.
‘MENOS PLEASE’: Cada coisa no seu tempo e quadrado. O prefeito Olarte precisa repensar suas atribuições constitucionais como prefeito e separá-las da religião sob pena de cair no ridículo junto a opinião pública. Algum assessor precisa alertá-lo.
“Duas coisas que ninguém perdoa: nossas vitórias e nossos fracassos”. ( Millor Fernandes)
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José