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Ampla Visão
4 de agosto de 2015
REINALDO Não pagou mico, faltou ao encontro com Dilma. Ir só para ouvir conversa fiada e tirar fotos não resolveria nossos problemas. Até o Merval Pereira elogiou a coerência do governador no ‘Em Pauta’ - da Globo News.
‘MARIPOSAS’ Sem ideologia, o PPS busca luzes para sobreviver. Athayde Nery abrigou-se no Parque dos Poderes, a vereadora Luíza Ribeiro uniu-se ao PT; seu marido Flávio Brito, ligado ao deputado Geraldo Resende, está na governadoria.
‘ECLÉTICO’ O PPS segue a cartilha do ex comunista profissional – Roberto Freire, ex-deputado governista fingindo oposição. Após a queda do Muro de Berlim ele disse no programa da Hebe que vivia equivocado: “comunismo é utopia.” Pode?
IDEOLOGIA Serviu para unir a esquerda no passado, fomentar a acidez e o ranço só até chegar ao poder. Vejam o caso do Vaccari; ele foi 57 vezes à sede da A. Gutierrez para usufruir das ‘delícias do capitalismo’ e não para discutir Marx.
A PROPÓSITO A ida do senador Delcídio à boate em Ibiza rendeu críticas de petistas inclusive. É o velho patrulhamento interno incoerente! Ignora-se o alto padrão de vida dos caciques como Zé Dirceu, Lula, Vander, Vaccari, Genoíno e Delúbio.
‘ELITE’: Lula diz que a ‘ elite perversa’ está incomodada pelos avanços sociais. Não seria essa elite os banqueiros, Eike Batista, Maluf, Collor, Renan, Sarney, o pessoal da C. Correia, Odebrecht e A. Guttierrez que nunca faturaram tanto antes?
‘MAGNATAS’ Não são aqueles que sofrem nos hospitais, com a insegurança, falta de escolas, que usam ônibus, pagam Imposto de Renda e temem pela aposentadoria. E são eles hoje, os maiores críticos da roubalheira deste governo desacreditado.
PESQUISAS: Aprovação do governo em apenas 7,7%. Quadro desolador, empresas fechando, arrecadação em baixa, inflação, dólar e desemprego em alta. Frases de efeito não convencem e os conchavos à vista enojam. E que Deus proteja Sergio Moro!
SÓ CORTES? O prefeito Olarte reclama com razão da falta de verbas federais para tocar várias obras na capital. É o caso dos Ceinfs - paralisados para desespero dos pais de famílias de diversas regiões. Dilma promete uma coisa e faz outra.
DO LEITOR: Objetivo na análise do escândalo da ‘Lama Asfáltica’, ele lembra: “O Governo Estadual. que fez o recapeamento de boa qualidade na Av. Afonso Pena, deveria ter exigido das empreiteiras, padrão igual de asfalto nas rodovias”.
PERGUNTAS: André será atingido mortalmente neste episódio? Giroto, como se sairá na sua defesa? Nelsinho escapa ileso pelo ex-cunhadio com Amorim? Marcos Trad seria prejudicado em sua pretensa candidatura a prefeito da capital? Complicado.
A CAPITAL Seu futuro no centro das atenções da opinião pública. Desde a eleição de Bernal ela vem sendo prejudicada por fatos notórios. A sociedade precisa se mobilizar para evitar o agravamento da situação. Juízo sim, ‘Salvador da Pátria’, não!
‘DAY AFTER’ Se todas as cabeças políticas rolarem neste escândalo, como será o dia seguinte? Tenho ouvido previsões catastróficas sobre as possibilidades em aberto. Se não bastassem a maldades do Planalto, temos esse fantasma aqui na sala.
REFÉNS Se as empresas implicadas forem mesmo proibidas de atuar na capital, como ficaria – por exemplo – a coleta de lixo? Já imaginou a situação caótica que viveríamos? Os homens da lei precisam ser pragmáticos ou sensatos na hora da decisão.
MEMÓRIA Vamos sugerir ao deputado Mochi que a Assembleia Legislativa tome a iniciativa de comemorar o centenário de Jose Fragelli, nascido em 31 de dezembro de 1915, em Corumbá. Sua biografia justifica uma comemoração à altura.
FRAGELLI Advogado, pela São Francisco (1938), ‘Constituinte’ em 1947, deputado estadual, federal, governador, senador, presidente do senado e congresso, presidente da república em setembro de 1986, deu posse a Sarney. Faleceu em 30/04/ 2010.
DIFERENTE Historiador, professor e diretor do Colégio Osvaldo Cruz, Fragelli era da Academia de Letras, promotor de justiça, secretário de justiça/finanças. Conciliou o olhar severo dos problemas, com o doce olhar humanístico do cargo.
DATENA Após o desastre Bernal na capital, é fácil prever os riscos dos paulistanos se elegerem Datena prefeito. O discurso de ‘salvador da pátria’ não resiste à inexperiência, falta de apoio político e equipe competente? São Paulo não merece!
TACADA Out doors espalhados pela nossa capital chamam a atenção para a boa fase de Três Lagoas, recebendo mais de R$ 16 bilhões em investimentos. A iniciativa visa fortalecer a autoestima daquela cidade, e é do grupo RC de comunicação.
REFORÇO Bom para o PSDB em termos de capital, mas a filiação de Beto Pereira depende da tal janela. Vale lembrar: dos seus 27.182 votos, 7.679 foram em Campo Grande, cidade fundada pelo seu tetravô José A. Pereira. Isso conta.
ALERTA aos deputados Marcos Trad e Beto Pereira. A tese de perseguição no partido é relativa, pois divergências internas representam a essência da democracia partidária. O pior: a escassa jurisprudência sobre a matéria não é unânime. Portanto...
PONTO FINAL Como não se indignar com os fatos escabrosos revelados na ‘Lava Jato’ e ‘Lama Asfáltica’? Quem trabalha duro, paga impostos e sofre com a péssima qualidade dos serviços públicos tem razões de sobra para surtar. De leve...
“Corruptor e corruptos são igualmente culpados”. (Sergio Moro – Juiz Federal)
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José