quinta, 04 de junho, 2026
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Ampla Visão
22 de outubro de 2014
DESEJADA Abrigando eleitores de todas as tendências, Campo Grande é cada vez mais alvo também de candidatos com bases no interior. Com isso a competição torna-se acirrada e os números abaixo retratam como foi a última batalha pelo voto.
CAPITAL: Dos 581.494 eleitores, só 483.318 votaram no 1º turno. Abstenção de 16,88%. Mas excluídos os 32.913 votos em branco e 23.425 nulos, sobraram apenas 426.980 votos válidos. Um quadro negativo em se tratando da nossa maior cidade.
O CAMPEÃO: (dos eleitos) Marcos Trad com 35.007 (8,20%) votos dos 47.015 votos obtidos. Professor Rinaldo vem a seguir com 17.587 votos dos 29.386 que totalizou. A seguir vem o cabo Almi: 15.744 votos da sua votação final de 21.195 votos.
A SEGUIR: Antonieta Amorim – 14.053 votos, do total de 21.860 votos; Picarelli – 13.399 votos, do total de 22.326 votos; Marcio Fernandes – 7.962 votos do total de 22.357 votos; Lídio Lopes – 7.679 votos, do total de 23.643 obtidos no Estado.
BETO PEREIRA: 7.679 votos, do total de 27.182 votos; Paulo Corrêa: 7.273 votos do total de 39.540 votos; Grazielle Machado: 5.584 votos total de 39.374 votos; Amarildo: 5.559 votos, do total de 20.585 votos; Mochi: 3.996 votos, dos 35.297 totalizados.
BARBOSINHA: 3.826 votos, do total de 21.554 votos; Felipe Orro: 3.773 votos, dos 28.571 votos obtidos; Eduardo Rocha: 3.562 votos, dos 30.873 votos no Estado; Renato Câmara: 3.328 votos, dos 36.903; Mara Caseiro: 2.327 votos, do total de 23.532 votos.
ZÉ TEIXEIRA: 2.218 votos, do total de 32.069 votos; João Grandão: 2.053 votos do total de 21.127 votos; Takimoto: 1.783 votos, do total de 16.586 votos; Kayatt: 1.138 votos do total de 25.685 votos; Onevan: 1.108 votos, do total de 24.822 votos.
ÂNGELO GUERREIRO: 644 votos, do total de 29.534 votos obtidos no Estado. Não eleitos: Herculano Borges obteve 12.270 votos; Paulo Siufi 11.545 votos; Antonio Vaz – 8.294 votos; cel Davi – 7.986; André Salineiro 7.476 votos, dr. Loester 6.342 votos.
E MAIS: Lucas Lima, 6.142 votos: Augusto Cruz, 4.988 votos; Athayde, 4.963 votos; Alceu Bueno, 4.696 votos; prof. André, 4.677 votos; Teruel, 4.383 votos; dr. Renato Figueiredo, 4.151 votos; Beth Felix, 3.880 votos; ‘My Body’, 3.505 votos.
MARCELO BLUMA: 3.375 votos; José Ancelmo, 2.940 votos; Enfermeira Cida, 2.928 votos; professora Cecília, 2.879 votos; Betinho, 2.809 votos; Marcelo Iunes, 2.774 votos; Robson Martins, 2.772 votos; Fael Cordeiro, 2.635 votos.
LAURO DAVI: 2.621 votos; Dharleng Campos, 2.327 votos; Miltinho Viana, 2.091 votos; Sergio Nogueira, 1.940 votos; Goldoni, 1.846 votos; Roberto Durães, 1.768 votos; Juca do Anhandui, 1.679 votos; Dolza, 1.667 votos; Ruiter, 1.544 votos.
FORTALECIDO Derrotado no último pleito municipal em Naviraí, Onevan se reelegeu com 24.822 votos; com 8.211 obtidos naquela cidade. Com a saída de Londres, Onevan e Picarelli são os recordistas em número de mandatos: 8 cada um.
SURPRESA O filho do ex- deputado Nelito, Renato Câmara estreou com 36.903 votos. Destaque-se os 5.717 votos em Ivinhema; 4.487 votos em Dourados; 4.127 votos em Nova Andradina, 3.328 votos na capital e 1.138 votos em Bela Vista. Beleza!
VOLTA POR CIMA Em 2010 obteve 22.852 votos, mas ficou de fora. Agora Rinaldo chegou aos 29.386 votos, o 9º mais votado. Excluída capital (17.587 votos), sua votação no interior foi linear e em Chapadão do Sul foi a maior com 616 votos.
CRESCEU 18.285 votos em 2010 (ainda no PP) e 23.643 em 2014. Lídio surpreendeu por ter assumido o mandato só em 2013 e acertou ao ingressar no nanico PEN. Não nega: suas relações na Igreja Assembléia de Deus ajudaram. Continua calmo.
‘PRELIMINAR’ Em Paranaíba, os 1.929 votos de Paulo Correa, contra 1.117 votos de Eduardo Rocha (apoiado por Tita), foram comemorados pelo grupo do ex-prefeito Mané Ovídio (partidário de Correa) como prévia para a próxima eleição municipal.
PAI HERÓI Carro de som percorreu as ruas de Paranaíba divulgando apelo do ex-governador Marcelo Miranda em prol da candidatura do filho Paulo Henrique. Apesar do vereador ter sido o mais votado (4.920 votos) na cidade, não se elegeu.
DESAFIO Bernal conseguirá transferir à Delcídio qual percentual dos 204.632 votos que recebeu como candidato ao Senado? Cada eleição é um caso especial, mas o seu candidato (Evander Vendramini) ao governo obteve 10.823 votos. Certo?
VAZIO Apesar de seu potencial econômico e população superior a 50 mil pessoas, Nova Andradina ficará sem representação na AL durante a próxima legislatura. Para azar do prefeito atual, esse fato pesará muito nas próximas eleições municipais.
PROMESSAS Assistindo ao horário eleitoral concluímos: elas ‘resolveriam’ todos os problemas de MS. Mas de onde viria o dinheiro para tantas obras e realizações? Aliás, André já ironizou com certa razão o saco de bondades dos candidatos.
CONVENHAMOS Após pagar o funcionalismo e a parcela da dívida (15% da receita líquida) junto a União, sobra pouco para os investimentos. Aproveito para lembrar que a dívida do Estado foi ‘esquecida’ ao longo de toda campanha. Assunto chato?
NANICO Perdemos até para o Tocantins e Piauí na divisão dos recursos federais. Quando MS foi criado não houve percepção política para o fato. Quanta incompetência! Mudar as regras vigentes neste Congresso canibal que aí está é quase impossível.
Também nas campanhas - o que vale é a versão dos fatos.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José