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Ampla Visão
24 de fevereiro de 2015
INOVANDO Se antes os institutos de pesquisas focavam a popularidade dos nomes de possíveis candidatos, agora estão medindo o desgaste deles. Dizem que neste quesito estaria havendo empate técnico para a sucessão municipal em Campo Grande.
FATORES levados em conta na avaliação: a boa imagem da vice governadora Rose com apoio de Azambuja; a saída dos Trad do PMDB; o passado gerencial de André, as poucas opções do PT e o desempenho do prefeito Olarte daqui para frente.
QUESTÕES Com seu estilo provinciano, o eleitor da capital será influenciado também pela situação econômica nacional ou simplesmente se reportará ao cenário local? Não sei se essas pesquisas – para consumo interno – estão levando isso em conta.
DESAFIOS Azambuja busca a saída para a questão do preço óleo diesel. Não basta só baixar a alíquota; outros fatores entram na composição do cálculo do valor final. Para piorar, veio essa desastrosa política nacional dos preços dos combustíveis.
A COMPARAÇÃO com as alíquotas menores de Goiás e Mato Grosso é inevitável. Reinaldo sabe disso! Só o Acre pratica alíquota superior a nossa. E não se pode ignorar o esquema do álcool combustível, que vai à Paulínia apenas para ser ‘batizado’.
ESSE PMDB... Na televisão seus lideres estão prometendo novidades para o dia 26. Sinceramente não passam credibilidade e nem geram expectativas A expressão deles é robotizada, sem qualquer indignação com o quadro atual. Péssimos atores!
‘TÁ EXPLICADO’ Dados do TCU: 50% da população maranhense - 6.800 mil - é dependente do Bolsa Família, seguida do Piauí (48%), Alagoas (45%), Acre, Paraíba e Ceará (43%), Sergipe (41%), Bahia, Pernambuco e Pará com 40%.
‘CURRALÃO’ Mais de 47 milhões (23%) de brasileiros estão no programa. Santa Catarina tem a menor taxa: 8%, São Paulo 10% e MS 19% (489.973 concessões).Um canhão eleitoral que acaba incentivando a vagabundagem de muitos.
A LUTA Ex deputado Valdomiro Gonçalves vem respondendo bem ao tratamento de câncer na traqueia, mas a fratura na perna num acidente doméstico dificulta algumas ações médicas. Visitas, orações e apoio familiar é que não têm faltado.
VERGONHOSA a aposentadoria de R$62,4 mil de Aldemir Bendine no Banco do Brasil, atual presidente da Petrobrás. Um mortal comum, ganhando os seus R$30 mil mensais, após 35 anos, receberia só R$4.663,75. E ninguém fala nada?
AINDA BEM que existe a imprensa, (inconveniente para os sacanas), que denuncia e critica essas mazelas, fazendo o papel que essa oposição bunda mole ou de rabo preso não faz. É como eu digo: imagine essa situação inversa, com o PT oposição!
ESTRATÉGIA Nenhum membro da família do deputado Rinaldo e da vice governadora Rose, deve disputar a vereança na capital em 2016. O objetivo é evitar desgastes. O escolhido seria o amigo, Joel, eficiente coordenador de campanhas.
LAMENTÁVEL Fundado em 1891, o ‘Jornal do Brasil’ era sinônimo de credibilidade. Mas desde 2010 é apenas um jornal digital, chapa branca, uma espécie de fiel discípulo do Palácio do Planalto. Perdeu sua independência e com ela os seus leitores.
EQUÍVOCOS A escolha de Pedro Chaves para coordenar a campanha de Delcídio foi um deles. O ex-prefeito Jesus Baird, de Costa Rica, conta que prefeitos e vereadores foram impedidos de participar de reunião estratégica no início do 2º turno.
O EX-PREFEITO lembra que as lideranças interioranas são importantes em qualquer campanha eleitoral. Vivenciam o dia a dia da comunidade, ouvem seus anseios e por consequência são porta vozes legítimos junto aos candidatos majoritários.
E MAIS... Delcídio repetiu o erro de Pedrossian em 1998, quando tentou administrar a ausência ao longo da campanha. Favorito, o senador foi blindado pela sua assessoria, esquecendo-se que o candidato é insubstituível aos olhos do eleitorado.
FIGUEIRÓ Gentil, enviou-me livro de seus pronunciamentos no Senado. Um deles fala dos gastos da Copa, profetizando os desastres como esse de Cuiabá que herdou uma dívida milionária e um cemitério de obras mal planejadas e inacabadas.
“TCHUPA MANGA” No fundo, ganhamos com a vitória de Cuiabá na ‘guerra da Copa’. Só a manutenção da Arena Pantanal custa R$ 300 mil mensais, enquanto a linha do VLT – orçada em R$ 1,4 bilhão – tem problemas, longe da conclusão.
DICAS: Deputado não deve chegar em cima da hora para as sessões na Assembleia Legislativa. O ideal é chegar a tempo de ler os releases do dia na mídia e a pauta da sessão. Mas pelo visto nem todos – antigos e novos – estão cumprindo o ritual.
EM TEMPO Faz a diferença na tribuna um pronunciamento devidamente preparado, com dados e pareceres técnicos. Marquinhos Trad – por exemplo – chama a atenção em suas falas porque se prepara inclusive para responder aos eventuais apartes.
BRASÍLIA As reclamações dos nossos parlamentares quanto ao cansaço das viagens continuarão. Mas os ganhos/vantagens compensam. Espera-se mais: que além de liberar emendas, eles também frequentem a tribuna ganhando visibilidade nacional.
SERGIO MORO A opinião pública acabou por adotar esse jovem Juiz Federal como depositário das esperanças da justiça contra a corrupção. E cá entre nós: Ao receber os advogados dos réus, o Ministro da Justiça quebrou a confiança. Inconcebível!
“Encontro de ministro com empreiteiras é intolerável”. (Juiz Federal Sergio Moro
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José