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Ampla Visão
9 de setembro de 2014
DIOGO MAINARDI: “Vou votar em você Aécio. Aécio Fala! Você é neto do Tancredo, que era cheio de manhas, espertezas, tão bom jogador de poker que foi. Precisamos de sua voz e entusiasmo. O tempo está correndo contra nós”.
O TRECHO do artigo retrata a preocupação (e decepção) com o desempenho de Aécio nas entrevistas, debates e pesquisas. Haveria o acordo: Dilma não fala da vida boêmia de Aécio, que por sua vez ignora o episódio do Mensalão e Cia. Será o Benedito?
VINGANÇA? Apesar das aparências os tucanos mineiros não se entendem com os colegas paulistas, ainda bronqueados com o fraco empenho de Aécio na campanha de Serra pela presidência. A mágoa e a vaidade superando a questão partidária.
DESASTRE Faltando menos de um mês para as eleições, Aécio não podia estar perdendo em Minas Gerais para Dilma (35%) e Marina (27%) como registra a última pesquisa do Datafolha. Seus pífios 22% demonstram os equívocos dele.
MARINA Deve perder votos que pareciam consolidados devido ao o preconceito pelo fato de ser negra e evangélica. Nesta reta final a politização da religiosidade deve aflorar. Sua posição favorável à formação de ‘conselhos’ também irá desgastá-la.
SALTO ALTO? Nesta altura da campanha Marina não pode dispensar apoio, venha de onde vier. Ridícula a polêmica envolvendo as relações de Marina com a candidatura de Nelsinho, que convenhamos, tem palanque para ajudar a candidata do PSB.
FRANCAMENTE... Já tem gente querendo aparecer na fita antes mesmo de saber se o ‘filme de Marina’ terá sucesso lá na frente. A velha história: o ‘bolo’ ainda nem foi para a assadeira e já tem gente de garfo na mão sentado à mesa querendo sua fatia.
SINCERAMENTE... Não se pode comparar o efeito Marina ao fenômeno Collor. A candidata não tem o mesmo carisma para transferir votos aos candidatos regionais, como ocorreu naquela eleição. São situações diferentes, portanto incomparáveis.
PAULO DUARTE O prefeito de Corumbá ironiza Azambuja nas promessas de reduzir impostos. Ex-colega do tucano na Assembleia Legislativa, lembra que o candidato votava à favor do Governo e contra as propostas para aliviar a carga tributária.
A PROPÓSITO Azambuja se complicou em debate ao falar da negociação de dívida bancária da prefeitura de Maracaju em sua gestão. Nem entro no mérito da questão, mas um candidato ao governo não pode superdimensionar picuinhas provincianas.
ESTRATÉGIA A maior parte da campanha de Delcídio está centrada em sua pessoa, currículo no Senado e nos cargos diversos que ocupou. Tem conseguido manter até aqui a serenidade quando questionado nos debates e criticado pelos concorrentes.
COMÍCIOS Que falta fazem por essas bandas. Ainda há pouco estive em João Pessoa (PB) e percebi: os políticos nordestinos não abrem mão de falar em praça pública após a tradicional carreata. Comícios enriquecem e apimentam as campanhas eleitorais.
O CENÁRIO é o mesmo: som alto, cartazes, faixas, foguetório, vendedores ambulantes e no palco os candidatos brigando pelo direito de discursar. Na falta de músicos e cantores, o apresentador tem dificuldades em manter o público até o final.
DETALHES Se na TV os candidatos ficam engessados pelo ambiente, em praça pública é pura emoção. Eles se soltam incentivados pelos aplausos e rasgam o verbo, misturando frases de efeito e declarações que levam o povo ao delírio.
SEM GRAÇA Assim defino a maioria dos debates. De olho no 2º turno os candidatos são excessivamente formais, evitam declarações para não ferir a sensibilidade dos concorrentes, não dizem o que o povo quer ouvir. São mais iguais do que diferentes.
ENTREVISTAS Decepcionam pela falta de objetividade dos repórteres e dos entrevistados. Os primeiros insistem em explicar a pergunta, ao invés de só questionar, já os segundos desviam a resposta, saem pela tangente ou apenas usam metáforas.
APATIA Se até os cabos eleitorais que seguram bandeiras nas ruas estão desanimados com essas eleições, imagine o cidadão comum lutando pela sobrevivência! Para piorar a chatice dos programas eleitorais aumenta ainda mais a ojeriza da opinião pública.
MESMICE Responda: além dos candidatos e dos envolvidos nas campanhas, onde mais você sente entusiasmo nestas eleições? Falta firmeza no eleitor; seu voto anda bambo, uma espécie de biruta de aeroporto ao sabor da mudança dos ventos.
‘O COMBUSTÍVEL’ Sem ele não se paga cabos eleitorais, gastos e nem se cumpre o cronograma de repasses aos vereadores do interior, irredutíveis quando assunto é dinheiro. Aliás, esse pessoal não brinca, quer fazer da eleição um bom negócio.
A DISPUTA pelas cadeiras na Câmara segue renhida, mas os observadores de plantão vaticinam que o PSDB não elegerá nem um candidato. Mandetta e Tereza Cristina estariam surfando bem nos segmentos até então sob domínio de Marcio Monteiro.
GETÚLIO VARGAS Simples sua receita para vencer uma eleição. Bastaria ter boa memória, usando a política como água no feijão. O que está carunchado não presta e acaba flutuando, enquanto o que é sadio permanece no fundo do caldeirão.
ENTREVISTA Fui ao programa do Arthur Mário, na Rádio Cultura da capital. Um papo dinâmico sobre política, episódios e naturalmente das eleições e seus personagens. As perguntas do Arthur não ficaram sem respostas. Grato pela oportunidade.
“A Marina quer os votos dos indecisos, mas ela também está indecisa”. (Zé Simão)
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José