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Candidato só ganhará com novo discurso

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22 de setembro de 2015

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“É PENA” - Nossos deputados estaduais continuam ignorando a situação política do país. Até aqui a palavra impeachment não foi pronunciada, é vista como se fosse indecorosa ou pornográfica. Mas esse cenário teatral é facilmente explicável. 
OS TUCANOS precisam dos 4 deputados do PT em votações e o próprio líder Rinaldo trata os petistas como se fossem figuras de cristais. Já o pessoal do PMDB fica de saia justa pelo fato do partido ser sócio do poder no Planalto. Todos iguais. 
ENQUANTO isso, questões como limpeza de terrenos na capital (pode?) e outorga de títulos de cidadania e outros eventos têm merecido espaço na agenda do legislativo, infelizmente divorciado do grave quadro nacional. Esperava mais desta legislatura.
PRESUME-SE que o deputado vivencie a realidade do país e por consequência transmita seu sentimento de indignação. Mesmo com a postura absurda do ministro Cardoso, da Justiça, na questão indígena, a passividade na AL impressiona.  
IMPEACHMENT - Collor foi para o beleléu por muito menos. O mensalaleiro Genoino chegou a propor o mesmo castigo para FHC. Lembra? Agora os petistas dizem que esse instrumento é golpe. E por ironia Hélio Bicudo (ex-PT) é um dos autores. 
PIADA - O Governo não corta na carne, não demite parte dos 26 mil petistas em cargos de confiança e nem extingue ministérios. Mas quer a população pagando mais impostos no futuro. Ora! A desaprovação de Dilma nas pesquisas atesta sua incapacidade.
PEPINÃO - Claro, a decisão é passível de reforma. Até lá o deputado João Grandão terá insônia com a pena de 11 anos/10 meses de prisão (inicialmente em regime fechado) imposta pelo TRF1, reformando aquela decisão local que o havia absolvido.
REFLEXÃO - Sem discutir o mérito do apurado na ‘Operação Sanguessuga’  e o futuro do recurso para reformar essa pena, o episódio é um convite à reflexão aos que sonham com a vida pública partidária. Vale mesmo à pena? Viu onde está o Zé Dirceu? 
A PROPÓSITO - As pessoas entram na política por vaidade, pelo intuito de servir ou para usar o poder em proveito próprio? Mas nestes anos como jornalista deparei com poucos casos em que a motivo predominante foi o desprendimento pessoal. 
DE NOVO! José Carlos Bumlai (o nosso amigo do Lula) é citado na última ‘Época’, como intermediário entre Cerveró e Michel Temer, quando 50 deputados do PMDB, teriam exigido R$700 mil mensais para mantê-lo no cargo da Petrobras.
IMPRESSIONA a citação de Bumlai em tantos casos enlaçados com o poder e sua postura silenciosa até aqui. O pior: não há manifestações de lideranças do PT em sua defesa. Lembra até o Zé Dirceu que foi abandonado pela ‘cumpanheirada’. 
‘VALE TUDO’ A insistência do convite do deputado Dagoberto – no programa do PDT – em atrair candidatos ao pleito de 2016, mostra a falta de melhor argumentação partidária e um certo sentimento de ceticismo da população quanto a política. 
PESQUISAS Elas vem mostrando mudanças de reações e opiniões do eleitorado, de um modo geral. A rejeição ao PT e PMDB sinaliza que esse ciclo pode estar exaurindo, abrindo caminho para um novo tempo, de propostas simples, mas honestas.
O PESQUISADOR Lauredi Sandin (IPEMS) acompanha essas ondas de opinião  e revela:  66% dos entrevistados quer honestidade e um candidato íntegro e de caráter. O Governo que atender melhor terá a aprovação e apoio. É o arroz & feijão. 
REPENSAR Paulo Maluf é o exemplo do modelo aceito no passado, mas execrável atualmente. Por analogia esse novo pensamento é extensivo a todos os níveis da administração. A população se contenta apenas com o básico e imprescindível. 
PERGUNTO: Qual o custo real da Copa do Mundo? Sem ela o brasileiro teria ficado complexado, infeliz? A outra aventura e das Olimpíadas em 2016. Tal qual Hitler em 1936, Lula queria mostrar ao mundo uma falsa realidade. Uma barbaridade!
O CASO de Campo Grande é bem isso. Em 2016 o debate versará sobre as prioridades da população. Aquário, avenidas, obras suntuosas e discutíveis, ou simplesmente os problemas básicos resolvidos de forma satisfatória? O resto não interessa. 
LUZ AMARELA Tanto Marcos Trad como Ricardo Ayache já perceberam que seus discursos – concorrentes ao Bernal – devem estar revestidos dessa proposta. Nas entrelinhas ambos admitem que é preciso rever conceitos e estratégias. 
CONFUSO É o quadro em Campo Grande. Bernal luta em 3 frentes: pela manutenção de seu mandato na justiça, na composição de sua equipe e nesta guerra com a Solurb que cuida da coleta do lixo. Pode sair fortalecido se tiver habilidade. 
CANDIDATO oferece jantar a simpatizantes e ‘sobra’ para o assessor emitir o próprio cheque. Alertado que não tinha fundos, o candidato diz: “tudo bem, perderei só o voto do dono do restaurante, mas os votos dos convidados já estão garantidos”.
O EPISÓDIO ocorrido no interior é apenas mais um dentre tantos casos ‘cabeludos’ das campanhas eleitorais. Os hotéis e restaurantes são as principais vítimas de gente que se posta como candidato, mas sem cacife e sem dignidade inclusive. 
‘A AGENDA’ Candidato ao senado mandava o assessor anotar na agenda os pedidos que ia recebendo no interior. Alertado pelo assessor de que a agenda estava lotada, sem espaço, disparou: “jogue essa fora, compre outra, é só mesmo para inglês ver”. 
“Lutamos contra a ditadura dos fuzis, agora lutaremos contra ditadura da propina” (Miguel Reale Jr – Hélio Bicudo) 

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José