quinta, 04 de junho, 2026
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GRAVE - De um lado o povo ignora os reais interesses envolvendo a questão indígena no país. De outro, há uma grande estrutura logística de apoio internacional, representada por ONGs e fundações, dentre elas o CIMI ligado à Igreja Católica, via CNBB.
O INÍCIO: Finda a 2ª. Guerra, oligarcas do Establishment anglo-americano, de olho na hegemonia econômica global, usaram o Conselho Mundial de Igrejas (Holanda) para invadir a soberania de países ‘em defesa dos recursos naturais da humanidade’.
A INGLATERRA ganhara a guerra, mas perdera seu vasto império; com os Estados Unidos planejou uma nova ‘ordem mundial’ através do CMI e CIA inclusive, através do ‘ecumenismo’ como um instrumento político de intervenção além fronteiras.
NO BRASIL o então Conselho Missionário Indigenista passou a ser influenciado pela Teoria da Libertação, rompendo com visão paroquial em 1974. Com a Constituição de 1988 radicalizou na defesa de sua visão sobre a demarcação das terras indígenas.
O CIMI é parte de enorme conjunto de ONGs indigenistas e ambientalistas de todo o mundo, recebendo dinheiro de famílias e fundações do Hemisfério Norte, interessados em manter intocáveis as nossas reservas numa política neo-colonianista.
NO BRASIL temos 793 mil kms quadrados (França e Inglaterra) para 240 mil índios. Como disse o jurista Clovis Ramalhete: “Por efeito da Constituição nossa Federação está esquartejada. Estados são mutilados por portaria. E o lavrador sem terra?”
O CENÁRIO atual em nosso Estado é fruto deste conjunto de distorções da lei e da má vontade do Governo Federal. Aliás, é injustificável o histerismo de alguns segmentos católicos locais quando se fala da participação do CIMI na questão indígena.
O MATERIAL exibido e as provas produzidas na audiência pública da CPI da AL. não deixam dúvidas. Os deputados Onevan de Matos e Paulo Correa estão convencidos da influência e manipulação de elementos do CIMI no episódio da ‘Buritis’.
A ESTRATÉGIA - Na última sessão do Legislativo Estadual cartazes pediam o boicote mundial ao biodiesel, carne, álcool e soja produzidos aqui, sob o argumento de que são manchados de sangue indígena. Um tiro no pé da nossa economia agrícola.
OS PETISTAS precisam sair da ‘casinha de ingenuidade’ e admitir má vontade do Planalto. Aliás, nota 10 para o deputado Paulo Correa ao sugerir um fundo para comprar terras com o dinheiro da dívida que pagamos (R$100 milhões) mensais à União.
SABEDORIA - Há que se tirar o chapéu para o deputado Zé Teixeira. Mesmo sofrendo com o desgastante episódio, mantém o equilíbrio. E mais: tem dado apoio à deputada Mara Caseiro, que conduz bem a CPI que apura as ações insufladoras do CIMI.
O LEITOR precisa entender: esse plano internacional usa os índios para dividir o país para enfraquecer nossa soberania. Lembro do projeto da construção da ‘grande nação guarani’, com terras do Brasil, Paraguai e Argentina. Quem viver, verá!
MEMÓRIA - Poucos sabem: o último presidente da Assembleia Legislativa do Mato Grosso Uno foi Cleomenes N. da Rocha. Foi só por 30 dias, em substituição a Paulo Saldanha, que renunciou para assumir como deputado estadual no MS.
CAFÉ AMIGO - Equilibrado e sem tentar reinventar a roda. Essa talvez seja a melhor definição para o secretário Carlos Alberto de Assis – após agradável papo na Secretaria da Administração. “Em primeiro lugar, o projeto do governo”, disse ele.
BARBARIDADE - A notícia de que os prefeitos apoiam a volta da CPMF é mais uma prova de que eles não estão preocupados com o bolso do contribuinte. Olham apenas seus projetos pessoais, como a maioria dos ilustres ‘representantes do povo’.
SEM ILUSÕES - O país parou. As obras abandonadas pelo poder público causam prejuízos. No MS há o caso emblemático da Petrobras em Três Lagoas. E pergunto: sediar as Olimpíadas era mesmo prioridade num país sem hospitais e segurança?
PLEASE - É preciso avisar o deputado cabo Almi sobre as obrigações institucionais da União – em matéria de segurança nas regiões de fronteira. Aqui no MS é público que o Governo Federal é o grande ausente no combate ao crescente crime organizado.
O MINISTRO da Justiça adora ‘jogar para a torcida’, dizendo que o Governo não vai tolerar os desafios do crime organizado no Rio, devido as Olimpíadas. Mas sem investir em homens, armas e tecnologia em nossa fronteira, essa zorra continuará.
É MOLE? Em Cassilândia o ex-prefeito Jair adotou tática que deve ser copiada por outros pretendentes às eleições de 2016. Semanalmente na condição de visita almoça na casa de um eleitor. E também faz as vezes de anfitrião com idêntico objetivo.
A LUTA - O ex-deputado Valdomiro Gonçalves passou em São Paulo por delicada, mas bem sucedida cirurgia a laser no combate a um câncer de garganta. Apesar dos meses de sofrimento, o amigo não perde o otimismo e seu sorriso simbolizando a fé.
O QUADRO nacional preocupa pela junção das crises política e econômica. Para o governo é fácil falar em CPMF e mais impostos. Mas Dilma fez o dever de casa? A gastança continua. O anúncio de cortes era fantasia petista para acalmar a torcida.
CAPITAL - O povo optou por mudanças e o Bernal não sai do lugar; sem equipe e sem projeto de governo. Só falácia. É apenas a continuação de suas passagens pífias pela Câmara Municipal e Assembleia Legislativa. É mais um caso para Freud explicar.
“Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é deles, mas de todos nós.” ( Al Gore – ex-vice presidente dos EUA)
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José