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Ampla Visão
10 de novembro de 2015
DESGASTE? Para alguns esse episódio do aumento dos impostos será esquecido com o tempo, como ocorreu no governo de André. Para outros manchou o governo. Como se diz: na política não existe mal totalmente irreparável. O futuro é outro dia.
CONTROVÉRSIAS - Ouvi opiniões diferentes na Assembleia Legislativa. Uma delas: Reinaldo ignorou as lições de Maquiavel sobre as maldades e bondades. As primeiras devem ser feitas de uma vez só, já as segundas – devem ser feitas aos poucos.
EVIDENTE - Faltou diálogo com o núcleo pensante da Assembleia Legislativa. É certo que os ônus financeiros do projeto não chegariam ao eleitor da periferia, mas o tema (alta de impostos) exposto na mídia, atrai a ira e desgasta junto a opinião pública.
DESASTRE - Faltou ao líder do Governo, deputado Rinaldo, uma melhor exposição do projeto na tribuna. Não conseguiu se recompor das vaias e ajudou na piora do clima no plenário. Ora! Um líder precisa ter capacidade de superação nestas horas.
ZÉ TEIXEIRA - Ao seu estilo mostrou prestígio junto aos segmentos produtivos. As lideranças que compareceram faziam questão do afago do deputado, que embora ligado ao Governo, não abriu mão de suas convicções sobre o delicado projeto.
ENFIM... O episódio mostrou a dinâmica da política no plenário. Pedro Kemp ganhou aplausos dos produtores rurais e André foi lembrado num cartaz na galeria. Ao Governo resta também melhorar sua comunicação. O autismo é incompatível com a política.
MAQUIAVEL - Todos os políticos seguem sua cartilha. Ao assumir o Governo, André promoveu medidas que atingiriam entidades filantrópicas inclusive. Com o tempo foi se recompondo; as maldades esquecidas pelas bondades continuadas. É assim mano!
EM PAUTA - Deputado Marcio Fernandes otimista com seu Projeto de Lei concedendo 20% de desconto na tarifa de energia elétrica aos deficientes visuais. Claro, a matéria é interessante e justa do ponto de vista social. Acompanharemos a sua tramitação.
ALERTA - A foto do José Maria Marin chegando aos ‘States’ mostra os estragos que a cadeia fez nele. Aos 83 anos de idade precisava passar por essa humilhação? Lembra o Zé Dirceu. A propósito: Zé ganhará presentes ou mesmo visitas neste Natal?
ENCOLHIDOS - Pesquiso na mídia; não há petistas defendendo Zé Dirceu. E mais: se antes eles faziam questão de se exibir em fotos ao lado dele porque dava status, hoje se sentem constrangidos quando elas são publicadas, inclusive aqui no MS.
‘O ILUMINADO’ - O ex-deputado Biffi atribui a crise atual às notícias tendenciosas da mídia nacional. Mas não deu um pio sobre o Mensalão, a Lava Jato e as prisões de Zé Dirceu, André Vargas e Vacari. Sem mandato, Biffi ‘vive noutro país’.
O EX-DEPUTADO que continua com bom salário público, ignora as placas de ‘vende-se ou aluga’, as taxas de juro, a queda do PIB, a inflação crescente, o desemprego e o aumento da carga tributária. E isso não é invenção da mídia.
‘SACANAGEM’ - Nenhuma liderança petista daqui dignou-se a fazer a defesa do companheiro Bumlai, fiel escudeiro e anfitrião de Lula, com direito a livre ingresso no Palácio do Planalto. Resistirá a acareação na Lava Jato do Juiz Sergio Moro?
AMARILDO - Muito bom o projeto do deputado sobre o uso do sal no comercio e em nosso dia a dia. Oportunizará maior conscientização dos malefícios do produto. Matéria simpática de saúde pública, transcendendo naturalmente as questões partidárias.
SÓ FERRO! Se o pessoal do serviço público continua intocável, as novas regras para a aposentadoria dos ‘mortais’ ficaram muito aquém do esperado. O brasileiro morrerá sem usufruir dos benefícios da pobre aposentadoria, cada vez mais distante.
SÓ FALSIDADE! A ‘Constituição Cidadã’ é puro engodo. Oba oba na mídia e pouca praticidade. No fundo, preservou distorções e benefícios em prol de privilegiados como funcionários públicos, políticos e militares. Ao povo, restaram as migalhas.
A PROPÓSITO - O que se vê hoje lá em Brasília é bem isso. Fazem acordo, livram a cara do filho do Lula, Palocci, e empurram com a barriga o caso do Eduardo Cunha. Na hora ‘agá’, os políticos se unem para sobreviverem. Diga-me com quem andas...
TERMÔMETRO - A gravidade do quadro econômico do país pode ser medida pela situação do camelódromo aqui da capital. Se antes, os ‘pontos’ eram disputadíssimos, hoje 12 lojas já fecharam as portas. Pior: as previsões para 2016 são sombrias.
DÓLAR CRUEL - Se buscar mercadorias no Paraguai e Bolívia não compensa mais, a opção de se comprar roupas em Goiânia e outros centros também é ruim. Por quê? Os tecidos usados nas confecções são ‘made in China’, jogando o preço nas nuvens.
ZERADO - Ao entrar nas lojas percebe-se o baixo estoque de mercadorias para seduzir o cliente. O glorioso governo esgoelou essa galinha de ovos de ouro. Impossível suportar tantas mordidas: Aluguel, impostos, encargos trabalhistas etc. Só no Brasil.
A PROPÓSITO - Quantas empresas nascidas aqui, de capital local sobreviveram ao longo dos últimos 30 anos? Da para contar nos dedos. Claro, a invasão das grandes redes nacionais ajudou, mas a insaciabilidade fiscal foi a causa principal.
QUE SITUAÇÃO! O povo da capital anda com saudades do André e Nelsinho. A opção pela renovação deu nisso! É lamentável, um prefeito com suas contas bancárias bloqueadas pela Justiça Federal. Salvadores da Pátria – um perigo!
“Os aposentados são vagabundos e os brasileiros, caipiras”. (FHC)
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José