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As urnas venceram as pesquisas

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15 de outubro de 2014

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ELEIÇÕES Uma a uma, com erros e acertos, vão construindo o perfil da sociedade. Hoje, mesmo com a concorrência dos institutos de pesquisas, a voz das urnas se impõe e até surpreende como estamos vendo nos cenários nacional e estadual.  
2º TURNO Hora dos políticos exercitarem a negociação, colocando de lado as arestas recentes. Funciona assim, ainda que parte do eleitorado interprete como incoerência ou falta de memória. É que o eleitor puro ou ingênuo pensa mais com o coração. 
PREVISÕES Confirmadas com as alianças já anunciadas na sucessão do Planalto e no MS. Se Aécio atraiu várias siglas, Azambuja conquistou apoio de Nelsinho, do senador Moka, do PSB, da maioria do PMDB, lideranças diversas e do prefeito da capital. 
INFLUENCIA Para os observadores, o quadro nacional também pesará na sucessão estadual. Além disso, conta o fato do PMDB e PSDB terem sido parceiros por muito tempo tanto no Governo do Estado como na prefeitura da capital.  
COMPARANDO Na decisão do futebol – quando o time que está perdendo consegue empatar no final dos 90 minutos, levando a decisão para a prorrogação, fica motivado e aproveita-se da instabilidade emocional do adversário para tentar vencer.  
AZAMBUJA percebeu: o discurso funcionou nesta primeira fase das eleições e não há necessidade de alterações no texto. Na outra ponta Delcídio terá que alterar sua fala para tentar atrair a maioria daqueles 200 mil eleitores que votaram em Nelsinho. 
CONSERVADORISMO É a marca do extrato social do MS. Com exceção da vitória de Zeca, o PMDB e PSDB levaram a melhor, inclusive nas eleições de Lula e Dilma a presidência.  Esse fator há de ser levado também em consideração. Certo ou errado?
DESAFIOS Para Delcídio o maior deles é fazer as lideranças apoiadoras a entrarem de fato na campanha. E não custa observar: dia de campanha é curto, a semana idem e a decisão final bate a porta. Quem for mais ágil e competente ganha a eleição. 
QUESTÕES Esse pleito pesará nas eleições municipais. Qual seria mesmo os projeto de André e de Zeca do PT? A família Trad seguirá unida em torno do projeto político de Marquinhos? O prefeito Olarte se contentará apenas com esse mandato?
BASTIDORES No caso de vitória de Azambuja, o deputado Geraldo Resende seria convidado para assumir a Secretaria de Saúde e Fabio Trad assumiria na Câmara. Claro que tudo está no campo das hipóteses, mas a tese é política e  interessante. 
DIFÍCIL transferir prestígio. Bernal obteve 204.262 votos ao Senado, mas seus companheiros de jornada ficaram muito aquém. Cazuza (11.939 votos) obteve o melhor desempenho e Evander Vendramini só chegou aos 10.823 votos ao Governo. 
EM VÃO Discretamente o prefeito Olarte teria fomentado as candidaturas de Beth Felix e Joel Silva à Assembleia Legislativa. Veterana nas disputas ela não passou dos 6.063 votos, enquanto o estreante radialista chegou apenas aos 880 votos.
MILITARES Dos 8  candidatos no MS só o deputado cabo Almi emplacou. Cel Davi  obteve 17.735 votos; major Santos 1.363 votos; capitão Arce 1.052 votos; cabo Elmo 706 votos, subtenente Arlindo 253 votos e o tenente Bernal 188 votos.  
PROFESSORES Apenas Rinaldo (29.386 votos) se elegeu. Os 17 candidatos restantes não obtiveram votação compatível com a importância do magistério para a sociedade. Conclusão: também nesta classe, sem esquema financeiro não se elege. É pena!
TRAMPOLIM Se as eleições prefeiturais estão vinculadas as eleições estaduais, vários políticos e vereadores foram candidatos para aproveitar os holofotes. Pés no chão, deixaram demarcaram espaço para a próxima sucessão municipal.
EXEMPLOS Goldoni (9.547 votos) e Álvaro Soares (9.340) em Ponta Porã; Jorginho do Gás (4059) e Ângelo Guerreiro (29.534) em Três Lagoas, Johny Gay (2258) em Coxim, Enelvo Felini (9532) e Daltro Fiuza (9440)  em Sidrolândia.  
RADIALISTAS Picarelli foi o único eleito: 22.326 votos; seguido de Daniela Santos (Aquidauana) – 12.019 votos, Cazuza - 11.939 votos; Lucas – 6.821 votos, Miltinho Viana – 2.560 votos, Joel Silva – 880 votos e Keliana – 11.072 votos. 
CORUMBÁ sem deputado. O ex-prefeito Ruitter obteve só 18.502 votos; 12.995 deles em sua terra e 2.169 em Ladário. As maiores causas: a alta abstenção e a concorrência local de Marcelo Iunes (PDT) – 9.312 votos e Solange (PMN) – 4.428 votos.
DOURADOS Dos 9 postulantes à Câmara só Geraldo Resende se elegeu e dos 17 candidatos à deputado estadual, apenas Barbozinha, Zé Teixeira, João Grandão e Takimoto emplacaram. A província douradense continua problemática. 
INSUCESSO Vários nomes conhecidos do eleitorado decepcionaram: Teruel – 7.188 votos; Valdenir Machado – 5.717 votos; Bluma – 4427 votos; Getúlio Gideão – 1.873 votos; Tetila – 15.459 votos; Lanzarini – 9.807 e Loester – 8.049 votos.  
SURPRESA Eleito em 2010 com 18.237 votos, o deputado Lauro Davi não passou  de 9.534 votos. Muito estranho mesmo porque além de uma boa ação parlamentar, contava  ainda com um bom esquema na Cassems, onde foi excelente presidente. 
PONTO FINAL Suceder um governo medíocre é mais fácil que suceder o governante capaz. O pouco que se faz já é muito! Portanto, suceder André será uma tarefa hercúlea, porque as comparações e cobranças serão inevitáveis. Quem viver,verá!
“Só confie em pesquisas que você pagar pessoalmente por elas”. (dito popular)

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José