quinta, 04 de junho, 2026
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Ampla Visão
25 de novembro de 2014
AGUENTA! Circulou no saguão da AL o livro de assinaturas para criação do Partido Ecológico Progressista. Outras 21 siglas aguardam legalização; entre elas, o Partido Militar Brasileiro, o Partido Pirata do Brasil e o Partido dos Servidores Públicos.
AZAMBUJA Sabe que um governador deve ter o Chefe da Casa Civil articulado politicamente, o Secretário de Fazenda afinado e o presidente da Assembleia Legislativo de total confiança. Esse triunvirato garante a governabilidade tranquilamente.
PÉS NO CHÃO Assim defino o vereador Elizeu Dionízio que obteve 39.074 votos para a Câmara Federal. Diz que a condição para substituir Marcio Monteiro em Brasília seria a renúncia do tucano e não sua simples licença como se prega por aí.
ELIZEU é um rapaz preparado, tem futuro político desde que não se empolgue e não faça bobagens. Renunciar a vereança sem segurança do mandato na Câmara Federal, seria trocar o certo pelo duvidoso. E Marcio Monteiro, topa renunciar?
INCERTEZA Será que o PMDB esquecerá suas rusgas e escolherá Marquinhos Trad para tentar a prefeitura da capital em 2016? Após os últimos dois desastres eleitorais presume-se que os velhos cardeais tenham aprendido a lição das urnas.
BALANÇO Não há no PMDB outro nome com densidade e sem desgaste eleitoral. Os 35.007 votos (dobro do 2º colocado) que ele obteve na capital nas últimas eleições comprovam isso. Essa prevenção contra a Família Trad não leva a nada.
E AGORA? Depender de um partido ainda em formação é complicado. Marquinhos sabe disso. Quem garante que Marina Silva aceitará a filiação dele à REDE? Qual seria mesmo a afinidade do deputado com a complicada ex-ministra de Lula?
REPENSAR Para Picarelli o PMDB precisa sim exorcizar seus fantasmas para ter um bom desempenho em 2016. O deputado entende que o partido não pode abrir mão de uma candidatura competitiva na capital e que Marquinhos tem um bom currículo.
EMBOLORADOS Em todos os níveis tanto o PMDB como o PT não se oxigenaram e vão sofrendo o desgaste do tempo. Aqui não é preciso fazer muito esforço para detectar as velhas figurinhas que dão as cartas e por conveniência não querem gente nova.
O QUADRO Hoje o PT tem em Zeca o melhor nome para concorrer a prefeitura da capital. Mas teria dificuldades para se contrapor ao discurso de renovação da vereadora Rose e até de candidatos alternativos como o colega Tatá Marques, por exemplo.
TUDO PODE Na capital, partidos nanicos poderão lançar candidatos alternativos ligados a mídia, ao invés de negociar seu tempo no horário eleitoral. E mais: alguns ‘dirigentes partidários estão estigmatizados’, com o prazo de validade vencido.
PREOCUPA Com a saída de Jerson Domingos abrirá um vácuo na referência de liderança e comando na Assembleia Legislativa. Sua capacidade de agregar supera divergências partidárias. Não vejo outro nome com sua estatura para substituí-lo.
JERSON transita bem em todos os poderes, é bem informado, é de fato o chefe da Casa Civil do Governo. Para os profissionais da mídia que atuam na Assembleia Legislativa, o Tribunal de Contas será enriquecido com a chegada de Jerson.
’SUGESTÃO’ Que tal se criar a associação dos prefeitos e vereadores afastados por suspeita de corrupção e irregularidades no MS? Poderiam aprender, por exemplo, como dar entrevistas coletivas para tentar explicar o injustificável. De leve...
EM CASA – como se diz, é que ‘são elas’. Como lidar com os filhos antenados que pedem explicações pelos fatos na mídia e dos comentários maldosos dos colegas de escola? E esse pessoal terá coragem para continuar morando na cidade?
A INSPIRAÇÃO para ‘atravessar o sinal’ viria dos exemplos escabrosos que estão no noticiário e na avaliação equivocada da própria inteligência. Será que a humilhação inesquecível pela prisão, servirá como reflexão a muita gente que se diz ‘esperta’?
A PERGUNTA que se faz ao Ministério Público Estadual de cada Comarca: até onde as prefeituras podem disponibilizar ônibus para transporte de fieis de igrejas, como se vê com frequência na maioria das cidades? A administração pública não é laica?
ESTRANHO que o MPE não tenha atentado ao fato. Lembro: no caso de acidente envolvendo os passageiros destes ônibus, o município terá que responder também pela indenização às vítimas e seus familiares. E isso acabará estourando no prefeito.
A RELAÇÃO dos prefeitos com as igrejas é contaminada pelos interesses eleitorais. Pelo visto ignoram a orientação da própria assessoria jurídica, confiam na sorte e não querem quebrar uma ‘tradição ilegal’ da boa convivência com os religiosos.
EXEMPLOS? Ônibus escolares de prefeituras interioranas são vistos aos domingos perto da Igreja Universal do Reino de Deus, na avenida Mato Grosso, na capital. Desvio de finalidade que o MPE ignora por miopia ou comodismo. Muito estranho.
INSISTO O contribuinte que paga o desgaste destes veículos tem o direito e o dever de questionar a ilegalidade, mas infelizmente se omite, se acovarda. Ônibus escolares tem destinação exclusiva. Mas será que a Assomassul nunca alertou seus prefeitos?
ARROYO O deputado respira aliviado com as perspectivas cada vez melhores de que será o próximo deputado – após Jerson – a ser indicado ao TC/MS. Quanto à Giroto, deve esperar a futura vaga decorrente da aposentadoria de Marisa em 2016.
“Ganhar e deixar ganhar; O sol nasceu para todos”. (Samuel Klein-Casas Bahia)
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José