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Ampla Visão
14 de julho de 2015
GIROTO Desastrosa para suas pretensões políticas a cinematográfica operação ‘Lama Asfáltica’. O que se apura depois não reverte os estragos no imaginário popular. A saída do Ministério dos Transportes foi impensada. Um tiro no peito que já sangra.
REFLEXOS Quais os outros políticos que serão atingidos com as denúncias a apurar? O empreiteiro Amorim é irmão da deputada Antonieta, ex-mulher de Nelsinho. Amorim é o chamado ‘rei da mata’ no setor das empreiteiras. Não é ingênuo ou imbecil.
O HISTÓRICO das operações da Polícia Federal tem aplausos do povo e críticas dos políticos. A Roseana Sarney (em 2002) que o diga! No caso, pelas relações de Amorim com André, Nelsinho e Marun, haverá exploração política pelos adversários.
DETALHE As brechas nas leis beneficiam os acusados e suspeitos em geral. Aliás, o nosso sistema processual zela por ‘eventuais injustiças’ e a questão moral no Brasil fica em segundo plano em relação ao direito. Essa tem sido a ‘porta de escape’.
PREVISÕES O programa eleitoral em 2016 promete! Vão usar as fotos e manchetes de jornais das denúncias contra figuras petistas na ‘Lava Jato’ e dos envolvidos na ‘Lama Asfáltica’. Mais uma vez: faltarão propostas, sobrarão baixarias.
OBSERVANDO Em recente entrevista o senador Delcídio criticou a cassação do mandato de Bernal, ensejando comentários nos bastidores. Um deles interessante; seria um flerte comprometedor com promessa de troca de alianças inclusive.
EXPLICO Com a possível saída de Ayache do PT e o desempenho fraco de todos os outros ‘companheiros’ nas pesquisas, o partido poderia indicar o candidato a vice na eventual chapa encabeçada por Bernal. A tese não deixa de merecer reflexões.
AYACHE Representaria o novo petista? Hoje seu maior adversário seria a imagem do PT. Pela sua profissão e padrão de vida social, o discurso dele seria diferente do habitual - daquele que ‘ataca a elite’, a quem - aliás - ele Ayache pertence.
REPITO Os partidos mais iguais do que nunca. É puro pragmatismo por resultados através de bons cargos e liberação das emendas parlamentares. Aliás, as relações de lideranças partidárias com as empreiteiras vieram à tona na ‘Lava Jato’.
A PROPÓSITO Se analisarmos a extensa lista de políticos e partidos beneficiados pelas empreiteiras da ‘Lava Jato’, acaba-se concordando com a tese do senador Delcídio de que não haveria exceções nesta pratica. É o exemplo do ‘jeitinho brasileiro’.
A VERDADE O gasto das campanhas é maior do que é declarado na justiça. Portanto, é utopia acreditar também que o maior gasto para o cargo de prefeito da capital em 2016 não seja superior a 50% dos R$9,9 milhões gastos por Giroto em 2012.
A REFORMA política aprovada agora na Câmara é fantasiosa pelos critérios adotados na fixação dos gastos, baseando-se no que foi investido ‘oficialmente’ pelos candidatos nas últimas eleições municipais e estaduais. Como se diz: só para inglês ver.
NA PRÁTICA os candidatos terão que aferir qual foi o maior gasto declarado na justiça no pleito de 2012. Os postulantes a prefeito não poderão superar 50% daquele gasto; já os vereadores se limitarão a 70% do candidato que mais gastou.
PRESTAÇÃO de contas de campanha política no Brasil - um país onde nada é levado a sério – é surrealista. Se nossos competentes contadores driblam até a temida Receita Federal, não é diferente no acerto com a justiça eleitoral. Tiram de letra.
REINALDO Sua posição é privilegiada neste tiroteio. Vai tocando seu governo sem reinventar a roda e mantém boas relações com a bancada federal e o Planalto. Seu maior patrimônio é a credibilidade que ainda não sofreu desgastes.
ENFRENTAMENTO Será o grande desafio para o próximo prefeito de Dourados. Só com disposição e preparo será possível sepultar as velhas práticas que só atrapalharam a cidade. À iniciativa privada os méritos pelo estágio que a cidade alcançou.
PATRONO? Nas entrelinhas das conversas do deputado Zé Teixeira, há sinais de que ele não defende a sua candidatura. Quer sim viabilizar alguém que efetivamente reúna aqueles predicados citados no tópico anterior para recolocar a cidade nos trilhos.
NEM PENSAR Conchavos e negociatas só para vencer estão fora dos planos de Zé Teixeira. Aliás, ele conta com o aval irrestrito do governador Reinaldo e Murilo para oxigenar o quadro, com um nome que tenha crédito e imponha respeito.
INTELECTUAIS Vivem noutra galáxia e falta-lhes o pragmatismo indispensável na política, como o ministro Mangabeira Unger que esteve em a nossa capital. É citado na mídia mais pelas críticas que recebe, do que pelas suas ações positivas.
UMA FIGURA Tenho dúvidas dos reais benefícios a curto prazo da vinda do prolixo ministro, ex-professor em Harvard. Seus projetos são a longo prazo, contrastando com as reivindicações de caráter urgente denunciadas pelo governador Azambuja.
SEGURANÇA A opinião pública acha mesmo que o Exercito deveria retomar aquele papel que fazia com simplicidade e competência na fronteira. Na visita do Temer ficou a impressão de que o sistema ideal prometido vai demorar para funcionar.
LAMENTÁVEL O ministro Cardoso – da Justiça – não quer e não tem poderes para solucionar a questão das terras invadidas pelos índios no MS. Portanto será pura perda de tempo esse encontro de terça feira com o ministro. Só holofotes e blá blá blá.
‘O poder é o camaleão ao contrário: todos tomam a sua cor’. (Millôr Fernandes)
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José