quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Ampla Visão
1 de dezembro de 2015
‘DAY AFTER’ Para a opinião pública as prisões de Bumlai e Delcídio não encerram o ciclo de prisões da Lava Jato. Ao contrário; envolverão outros empresários e políticos citados ou não no processo conduzido pelo juiz federal Sérgio Moro.
CERVERÓ: Bomba relógio que pode inclusive atingir Dilma no caso da Refinaria Passadena. Ela era presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Ele corre risco de vida e já foi transferido para a cela da Polícia Federal de Curitiba.
LEMBRANDO... Dilma diz que autorizou a compra da refinaria baseando-se num relatório técnico falho. Mas onde estavam seus assessores técnicos? Detalhe: o ex-poderoso Antonio Pallocci era um dos ilustres conselheiros da Petrobras.
CLARO! Cerveró sabe de coisa do ‘arco da velha’, de negociatas para beneficiar gente do PT. Só uma: Em 2006 a Petrobrás pagou a Angola U$ 300 milhões perfurando poços secos e o governo africano devolveu U$ 50 milhões para a campanha de Lula.
LULA Chutou Delcídio chamando-o de imbecil. Porque furou o esquema? Mas terá saco de esculhambar o Cerveró, o Bumlai, o Barusco, o Eloi Pinheiro e o Odebrecht? Eles não são cachorros mortos, pois sabem de muita coisa podre.
BUMLAI 72 anos, pressão alta, é uma caixa preta prestes a explodir. Tem histórias incríveis na busca do lucro fácil que dariam um livro. Não é a fortaleza que aparenta; vaidoso, ambicioso e frágil. Aguentará a cadeia de bico calado até quando?
POLIVALENTE - Onde Bumlai toca brota grana. Vendeu terras superfaturadas ao INCRA, meteu-se no escândalo da Sanasa em Campinas, intermediou aluguel de sondas de Petróleo, montou (e faliu) usina em Dourados e virou conselheiro do Lula. É mole?
CONVENHAMOS! Quem é amigo do Lula neste país não passa aperto. A imprensa já mostrou os empréstimos a toque de caixa que o BNDES concedeu ao Bumlai e filhos. Se é preciso passar o Brasil a limpo, não se pode esquecer deste banco.
DETALHE - A TV mostrou, nem todos notaram. A rua onde mora Bumlai e filhos foi batizada de “Beatriz de Barros Bumlai”; homenagem à sua ex-mulher. Prova de seu dedo político no poder municipal, onde inclusive ajudou a eleger Thais Helena.
DELCÍDIO - Sem chances de reverter sua situação vai aguentar ser xingado por Lula e outros caciques do PT até quando? Pode sim fazer a delação premiada entregando muita gente e contando episódios ‘saborosos’ que nós pobres mortais não sabemos.
O PRESTÍGIO de Delcídio garantiu a aprovação de projetos do Planalto no Congresso. Palavras dos adversários. Mas num passe de mágica o partido e o Governo lhe dão as costas, tratando-o como leproso político. Ingratidão e deslealdade.
COERENTES foram os diretórios petistas da capital e do Estado. Mas nas entrevistas os deputados estaduais minimizaram a postura do diretório nacional. Ora! O Rui Falcão não falou em seu nome. Claro, consultou o Lula para redigir aquela nota.
CURIOSO o critério de avaliação de safadeza do presidente Rui Falcão. Para proveito do PT - como nos casos do Delúbio, Zé Dirceu e Vaccari, pode. Mas quando é feita em proveito próprio é imoral, não pode, foge do tal idealismo partidário.
A PROPÓSITO - Os petistas – paladinos da moralidade e da democracia – acima do bem e do mal, denominam seus críticos de fascistas. Acham que acreditamos em suas histórias fantasiosas, como essa do enriquecimento do Lulinha. ‘Menos please’.
NA FILA - Citado na Lava Jato, o deputado Vander Loubet preservará seu mandato até quando? Condenado a 11 anos e 10 meses pelo TRF – 3ª. Região, em regime inicialmente fechado, o deputado João Grandão se livrará da longa pena?
CÁ ENTRE NÓS... Delcídio sempre foi discriminado pelos petistas históricos locais e nacionais. No fundo, essa gente achou ótimo o fim do Delcídio, abrindo janelas, como o Zeca que pretender agora concorrer ao senado em 2018. Segue a vida.
A HISTÓRIA mostra: Sem espaço no PSDB, Delcídio entrou no PT naquela eleição do Zeca e sempre foi visto como um ‘petista tucano’. Sua escolha para líder do Governo ocorreu porque o Planalto não tinha outro com tamanho prestígio e trânsito.
A QUEDA de Delcídio prejudica os planos do Governo Estadual em recompor a dívida de MS. A mídia tem mostrado também a atuação dele para trazer recursos em diversas áreas da administração. Seu bom trânsito no Planalto ajudava em muito. Pena.
“PLANOS’ Não faltam ao PT. Na sucessão da capital, sem nome emblemático livre de desgastes, o apoio será dado a Ricardo Ayache, do PSB, mas com profundas raízes e ligações com o PT. E Ayache se livrará da pecha de ex-petista? A conferir.
PEDRO CHAVES Só será senador (PSC) após o julgamento de Delcídio pela quebra de decoro parlamentar. Até lá terá que esperar. O PSC é presidido pelo pastor Everaldo, famoso por soltar um pum durante entrevista ao Jornal Nacional. Uma figura!
LEMBRETE: O STF fez sua parte neste episódio de Delcídio e Cia. Saiu fortalecido. E a população da capital insiste na pergunta junto ao Poder Judiciário Estadual: Bernal continuará até quando à frente da prefeitura? É preciso sim ouvir o clamor popular.
A LIÇÃO: Últimas vontades do grande general De Gaulle: “Eu não quero exéquias nacionais. Nem presidente e ministros. Nenhum discurso e oração fúnebre no parlamento. Recuso de antemão toda distinção ou condecoração.”
“A nota do PT sobre o episódio, além de intempestiva, é oportunista e covarde”. (Renan Calheiros)
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José