quinta, 04 de junho, 2026
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ELE MUDOU Em 2002 Zezé de Camargo e Luciano cederam de graça a música “Meu país’ para Lula usar na campanha do PT. Agora Zezé disse numa entrevista: “ ...O Brasil precisa passar por uma depuração, até pensar no militarismo para reorganizar as coisas. Aí eles vão entregar de novo, ‘pronto, limpamos a corja aqui’.Acho que o Brasil precisava passar por uma depuração dessa”.
DECEPCIONADO A declaração do cantor retrata sua decepção com o quadro. É bom que se diga: na campanha presidencial de 2002 a dupla ganhou R$1.275.000,00 pela apresentação em 11 comícios. Só esse valor já é motivo para concluir: as empreiteiras sempre investiram nas candidaturas. Naquele ano a estrutura petista de campanha foi coisa de cinema. Quem está lendo a nota ajudou a pagar a conta.
‘COMBUSTÍVEL’ Após ouvir o prefeito de Costa Rica - Waldeli dos Santos Rosa (PR) sobre suas pretensões de disputar o governo em 2018, o presidente regional do PR – ex-deputado Londres Machado perguntou-lhe sobre a estrutura financeira deapoio aos candidatos a deputado. Waldeli esclareceu que apenas bancaria a própria campanha. Experiente, Londres limitou-se a ouvi-lo sem maiores delongas.
A PRATICA usual é que o candidato ao cargo majoritário se organize para atrair bons candidatos na chapa proporcional, resultando em votos a seu favor. Isso implica na disposição de arcar com gastos mínimos, sob pena da campanha não alçar voo. Não se consegue separar essas candidaturas aos olhos do eleitor. E sem gastar não se tem
companheiros puxadores de votos, sob pena de sofrer com o ‘voto camarão’.
GEORGE TAKIMOTO (PDT) Aos 76 anos de idade é o deputado mais velho da Assembleia Legislativa. Vice prefeito ( 82) de Luiz Antônio - em Dourados - vice governador (86) e deputado federal (90). Sobre o cenário admite: é preciso atrair gente nova para a política, mas o ambiente assusta os pretensos interessados.
BOA AMARILDO! Todos acham lindo o Parque dos Poderes – a fauna e a paisagem de cerrado no entorno dos prédios administrativos. Mas muitas arvores já morreram e várias espécies a caminho. Esse é só um problema. Daí que a iniciativa do deputado Amarildo Cruz (PT) em criar mecanismos para gerenciar aquele local é necessária. Se
por exemplo, cada órgão público criar estacionamentos de veículos, teremos um parque
de cimento, sem vida.
TÁ CERTO? Uma simples resolução do Senado perdoou R$17 milhões de dívidas (Funrural) de pessoas físicas e de empresas que adquirem a produção delas. Uma delas é a JBS. Nada contra a classe ruralista, mas esse perdão afronta o restante do setor produtivo que continua pagando altos encargos. Só porque o pessoal produz alimentos
deve ter tratamento diferenciado?
O PESSOAL da agricultura – notadamente de plantio em alta escala – tem sido atendido pelos últimos governantes ( Banco Central e Banco do Brasil) nos pedidos de reescalonamento da quitação de dívidas com juros baixíssimos. Mas neste caso recente, o perdão compromete o plano de recuperação da economia do país e mostra: o Palácio
do Planalto é refém da Frente Parlamentar da Agropecuária. Até onde o Governo vai
abrir as pernas? Já rasgou a calça.
PREPOTÊNCIA Repercute mais um caso grave envolvendo integrantes do Ministério Público Estadual. Desta vez,o promotor Gilberto Robalinho da Silva que determinou a retirada do veículo do local onde sua mulher atropelou e matou na capital uma mulher de 91 anos de idade. O gesto contraria a lei e o discurso moralista do MPE de ‘defensor da sociedade’. Mal súbito é dirigir falando ao celular. O Promotor imagina a capital igual a sua Paranaíba no tempo dos coronéis? E a OAB – vai se calar?
FADIGOU Partido mais antigo do país, o PMDB jamais venceu uma eleição para o Palácio do Planalto. Chegou lá com José Sarney, Itamar Franco e Michel Temer em situações atípicas. Em 1988 Ulysses Guimarães tentou e ficou em 7º lugar só com 4,6% dos votos. Em 1994 foi a vez de Orestes Quércia: apenas 4,3%. Em 2002, a ex-deputada Rita Camata (ES) foi vice de José Serra derrotado por Lula.
EVIDENTE que o discurso do dr. Ulysses era apenas retórica democrática. As lideranças que o sucederam adotaram o oportunismo e fisiologismo como binômio de sobrevivência. Os currículos dos peemedebistas - ex-presidente José Sarney, dos senadores Jader Barbalho, Edson Lobão e Renan Calheiros, do presidente Michel Temer, dos ex-deputados Henrique Alves e Eduardo Cunha e do ex-ministro Geddel Vieira atestam isso.
A ESTRATÉGIA Com enormes bancadas no Senado e Câmara, o PMDB tirou proveito, negociando cargos e vantagens nada republicanas. A indicação de Temer como candidato a vice de Dilma Roussef (PT) foi o casamento da conveniência com a necessidade ( do PT). Ao longo dos anos o PMDB criou raízes nas estatais e órgãos onde afloraram com escândalos da ‘Lava Jato’ e outras operações da Polícia Federal.
ENFIM... Os esquemas plantados no Governo garantindo vantagens pessoais para suas lideranças e recursos para a estrutura partidária ficaram incontroláveis, viraram casos de corrupção. Os escândalos atingindo lideranças nacionais respingam nas lideranças menores. A associação do PMDB com a corrupção é equação de fácil resolução. A
exemplo dos petistas, de saias justas, os peemedebistas tem pela frente o desafio da pregação: sou do PMDB, mas não sou corrupto. Conseguirão se livrar da pecha?
NO SAGUÃO da Assembleia Legislativa ouvi a tese de que o envolvimento das raposas do PMDB em corrupção não conseguirão interferir nas eleições das cidades menores. Será? O eleitor interiorano estaria condenado a alienação eterna? Não frequentaria a internet e nem assistiria os noticiosos da TV? Dizem que a mansidão do
povo é proporcional a sua raiva e sede de se vingar.
A PRAGA Para um ex-deputado federal da terra, a adoção das emendas parlamentares nos moldes atuais, constituiu-se em crescente foco de corrupção encoberta em prol dos parlamentares patronos junto as empreiteiras. Em alguns casos, a liberação de emendas geram comentários irônicos nos bastidores. Afinal, o Brasil mudou pouco após o
episódio dos ‘Anões do Orçamento’, onde o ex-ministro Geddel Viera era apenas calouro na corrupção. Lembra a carinha de aprendiz dele?
DESAFIO-1 O deputado Carlos Marum (PMDB) trabalha com o desafio: administrar sua fidelidade/intimidade com o presidente Temer e o ex deputado Eduardo Cunha sem se deixar desgastar pelas denúncias de corrupção que atingira o Governo que defende ardorosamente. Mas há quem entenda: o atendimento às suas bases eleitorais com
emendas parlamentares garantiria a reeleição. É o jogo pela sobrevivência.
DESAFIO-2 Apesar da denúncia de corrupção aceita pelo Supremo Tribunal Federal - por desvio e lavagem de dinheiro na BR Distribuidora – o deputado federal Vander Loubet (PT) é outro que confia no retorno eleitoral das emendas que conseguiu para dezenas de cidades. Sabe-se: pretende ingressar num sigla que lhe permita a reeleição.
DESAFIO-3 Notório o esforço do deputado estadual Paulo Corrêa (PR) na presidência da CPI que investiga as irregularidades da JBS no MS. Candidato a reeleição, quer compensar os desgastes sofridos em sua imagem no episódio mostrado na TV e internet, flagrado ensinando o deputado Felipe Orrro (PSDB) a fraudar o ponto dos funcionários de gabinete. A conferir.
‘FENIX’ Tenho ouvido manifestações da vice governadora Rose Modesto (PSDB). Bem articulada e com amadurecimento progressivo ao tratar de questões políticas, separando-as da religiosidade. Praticamente se recuperou o embate eleitoral de 2016 e garante importante espaço para 2018. Com luz própria, independe de seu irmão deputado Rinaldo Modesto (PSDB).
A CONFERIR Será que as lideranças do PT local que estão deixando o partido tem prestígio bastante para carrear votos para os partidos destinatários? Além do mais, parte do eleitorado está decepcionada com a corrupção envolvendo ‘nobres companheiros’. Mas não deixa de ser mais um ingrediente para o embate de 2018.
LULA Apavorado, mostrou sua fragilidade na frente do Juiz Sergio Moro. Sobre o ex- ministro Antonio Pallocci - suas declarações de que ele seria frio e calculista justificam a escolha para aquele importante cargo que exerceu nos dois governos petistas. Coitada da dona Marisa! Acabou sobrando pra ela a culpa pelo apartamento.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José