quinta, 04 de junho, 2026
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CESAR MAIA: O ex-prefeito do Rio de Janeiro marcou pelo olhar dubitável em termos de administração. Engenheiro de formação e militante contra o regime militar de 1964 foi exilado no Chile onde nasceram os filhos gêmeos Rodrigo e Daniela. Há tempos Cesar publicou manual de dicas para os candidatos. Vale conferir.
DICAS-1: Nunca mude de personagem. Há uma diferença entre buscar recursos para fazer política e buscar a política para fazer recursos. Atire sempre na pessoa jurídica do seu adversário, nunca na pessoa física. Fique bravo por fora, mas tranquilo por dentro. Sempre haverá um bêbado numa reunião – dê a palavra a ele.
DICAS-2: Só polemize se souber o que vai dizer na próxima jogada. Seu adversário sabe tudo de você. Você só precisa saber uma coisa dele. Os âncoras da TV têm mais credibilidade que você. Nunca os desminta. Escolha a biografia de no mínimo dois políticos e as conheça bem. Os números quebrados impressionam mais.
DICAS-3: O voto se pede, mas não se suplica. Em plenário ou no debate, responda concordando e prossiga... Discordando. Não é você que é bonito, mas o poder que você tem. Dura apenas o seu mandato. A retórica pomposa ridiculariza. Nunca desminta a imprensa; faça uma nova afirmação. Cada aperto de mão é uma pesquisa qualitativa.
DICA-4: A eleição de hoje não é a última da história. Nunca minta, fale o necessário. Prometa só o possível. Não fale mal do adversário na frente da sua família. Ela não entenderá quando ele for seu parceiro. Nunca tranque as portas. No máximo, as feche. Ideologia não é tudo na política. Política sem ideologia é nada.
DICAS-5: As pesquisas tratam do que você deve fazer e não do que você já fez. Enxugue o suor antes de oferecer a mão para o aperto. Seu publicitário sabe muito menos que você sobre política. Cuidado quando as notícias forem em série. Saiba quatro piadas curtas sobre política e as use. Aprenda a sorrir.
CONFIRA: “O douradense ainda não está nem aí, literalmente, para as eleições municipais de 2024 – ainda há disputa ‘surda’, porém manifesta em grupos sociais, em torno do resultado das urnas da última eleição presidencial, pode isso? – porém, o que se vislumbra é que do resultado eleitoral em Dourados vai depender o impulsionamento das possíveis candidaturas ao Senado nas eleições de 2025”. (Site: Douranews)
ELEIÇÕES 2024: O cenário é de algumas dúvidas e de movimentação nos partidos políticos que já estão definindo nomes e sinalizando alianças. Com mudança nas regras, (número menor de candidatos para o legislativo municipal) e alterações na disputa pelas chamadas ‘sobras’, o pleito também estreará o formato de federações partidárias.
DETALHES: Vale lembrar que em 2024 deverão ser conservadas aquelas federações partidárias validas desde o pleito de 2022, devendo elas lançar candidaturas conjuntas ao Executivo e Legislativo. São três as federações devidamente registradas: PSDB e Cidadania; PSOL e Rede, e a Brasil da Esperança integrada por PT, PCdoB e o Partido Verde.
MUDANÇAS? Acredita-se haver aumento de expectativa quanto ao novo perfil do político como gestor. Levará vantagem o candidato que incorporar competências técnicas, intimidade com políticas públicas e bom relacionamento com diferentes setores da sociedade. Crescerá sim a relevância dos atributos pessoais, diante do temor do eleitor em arriscar.
SIM OU NÃO? Com base no censo vários municípios aumentarão o número de vereadores. Casos de Chapadão do Sul (de 9 para 11) e de Naviraí (de 13 para 15). O exemplo 10 vem de Três Lagoas que reduziu de 17 para 15 vereadores, além de baixar de 6% para 4% o repasse do duodécimo ao Legislativo. O dinheiro dos 2% beneficiará o povo ao ser investido na coleta do lixo. Prefeito e vereadores pensando na população.
MEMÓRIA: Na criação do MS a briga entre as lideranças (PSD-UDN) foi desastrosa. Enquanto o festival do ‘tira e põe’ ocorria, os cuiabanos se deram bem com ajuda financeira do Governo Federal mudando o perfil sócio econômico do MT. E mais, nós perdemos muito tempo com governos pífios e deu no que deu. Pior: 46 anos depois ainda se discute a troca do nome do estado. Por favor....
OPINIÃO: Sobre a reforma tributária o ex-deputado Paulo Duarte (foto), técnico na matéria, lembra que o texto prejudica os estados produtores e de baixo consumo. Diz que os congressistas destes estados precisam se unir para alterar certos pontos do texto baseado na lei vigente na Alemanha, ‘incompatível com a nossa realidade’ lembra.
ALERTA: Já preocupa o desempenho do pré-candidato Beto Pereira (PSDB) nas pesquisas para a prefeitura da capital. O ex-governador Reinaldo Azambuja trata do caso com habilidade para não queimar seu pupilo. Tudo ao seu tempo, mas Beto deve repensar as suas relações (seletivas) com as pessoas ‘invisíveis’. O filme de 2012 pode se repetir. ‘Why not’?
FRASES DE ABRAHAM LINCOLN:
Ninguém é suficientemente competente para governar outra pessoa sem o seu consentimento.
Só tem o direito de criticar aquele que pretende ajudar.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José