quinta, 04 de junho, 2026
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ASSANHADOS: O anúncio do presidente Joe Biden – hoje com 80 anos - de que concorrerá a reeleição nos ‘EUA’, servindo de inspiração no Brasil no pleito de 2024. Casos dos ex-governadores Roberto Requião (PT) (PR) com 82 anos e Puccinelli do MS (MDB (74). Lembro que Tancredo Neves se elegeu presidente aos 75 anos.
RELATIVO? A idade dos políticos é uma polêmica sem fim. Cada caso tem sua peculiaridade. Depende do cenário, da concorrência e da postura do candidato junto a comunidade. Um exemplo: em 2020 o empresário José Braz (PP) se elegeu prefeito de Muriaé (MG) (110 mil habitantes) aos 95 anos de idade. Ele faleceu em 05/06/2022.
A PROPÓSITO: “(-)...A política continua sendo coisa de velhos. A política (para o jovem) se transformou em algo asqueroso. Dela, ele (em geral) quer distância. Mentiras, decepções, corrupção, promessas não cumpridas...( - ) ...Somos campeões em indignação e ridículos em ação coletiva...( - )”. (Luiz F Gomes – jurista, ex-deputado federal (PSDB-SP) falecido em 01/04/2020
LAMENTÁVEL: No pleito de 2020 a média dos candidatos subiu para 45,6 anos, contra 44,4 anos em 2012. PSTU, MDB e PSDB as siglas que mais envelheceram e a esquerda radical a que mais se renovou. Em 2020 houve um ‘encontro de gerações’ de postulantes. O mais novo com 18 anos e o mais idoso com 92 anos.
RABUGENTOS? Não chegaria a tanto. Mas o TSE mostra que nas eleições de 2022 o PT foi o partido com a maior média de idade dos candidatos; 51,5 anos. Números que provam o envelhecimento da sigla pelo natural desgaste devido aos fatos que o leitor conhece bem. O PT perdeu assim o charme e carisma de ontem - não se renovou.
BELEZA: Com os temas rodoviários em pauta - o deputado Roberto Hashioka (União Brasil) tem colaborado no esclarecimento de aspectos técnicos envolvendo as questões. Engenheiro rodoviário e ex-diretor do Dersul, é voz ouvida com atenção nos debates legislativos sobre os planos da Agência Nacional de Transportes Terrestres referentes a duplicação da BR 163.
XUXA: Ajudou candidatos nas eleições municipais de 1988 e Daladier Agi (PFL) em Paranaíba foi um deles. Ele pediu e Zacarias Mourão fez a paródia mesclando ‘Ilariê com Daladier’. Cantada por Tostão e Guarani ela caiu no gosto popular e influenciou o resultado com 3.996 votos de diferença contra Fabico Queiroz (MDB) apoiado pelo então governador Marcelo Miranda.
‘PASSAGEIROS’: Cada qual no seu tempo passaram pela Assembleia Legislativa: Sultan Rasslan, Daudt Conceição, Santo Tomazelli, José de Oliveira, Massal Futiami, Henrique Dedé, Pedro Paulo, Claudio Valério, Paulo Saldanha, Semi Ferraz, Humberto Teixeira, Claudinei da Silva, Sebastião Nogueira, Júlio Maia, Daladier Agi, Horácio Cerzósimo.
ALERTA: Se a redução da superfície de água no Brasil de 1985/ 2020 foi de 15%, no MS foi de 57%, a maior do país. O deputado Renato Câmara (MDB) abordou o fato com dados do ‘MapBiomas’. Brejos, lagoas, nascentes e riachos secando, a exemplo do que ocorre no Pantanal. Caminho sem volta. O ‘bicho homem’ é o único responsável.
QUEIJO CURADO: Zeca do PT não é o mesmo deputado daquele primeiro mandato crítico radical. Com as voltas que a vida dá (para todos nós) Zeca demonstra mais equilíbrio que emoção na sua atual postura sem arroubos. Entre a vida ou o poder, a opção de Zeca naturalmente foi pela primeira. Ora! O tempo cura o queijo.
“LULA/MEMÓRIA: “Qual foi a terra produtiva que os sem-terra invadiu? Porque os sem-terra invadiam terras improdutivas. Tinha hora que eu achava que os sem-terra estavam fazendo um favor aos fazendeiros porque estavam invadindo as terras para o governo pagar. O MST está fazendo uma coisa extraordinária, tá cuidando de produzir. ” (Candidato Lula em 25/09/2022, sabatinado no JN)
CONTRADIÇÃO: “O agro produz com sustentabilidade e se apoia nas pesquisas e em todo o trabalho de desenvolvimento promovido pela Embrapa. Atentar contra isso está muito longe de ser ocupação, luta ou manifestação. Atentar contra a ciência e a produção sustentável é crime e crime próprio de negacionistas.” (ministro Carlos Fávero da Agricultura – criticando o MST pela invasão na Embrapa de Petrolina (PE)
CONCLUSÃO: Lula é grato ao MST. Até levou João P. Stédile à China. Antes nomeou 5 dos 7 superintendentes do Incra indicados pelo MST; também obrigou o Governo a vincular a Conab do Ministério da Agricultura para o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Como lembra Rodolfo Nogueira (PL), o único parlamentar do MS a assinar o impeachment de Lula: “Lula ignora - o campo responde por 25% do PIB.”
PONTO DE VISTA: Advogado e político experiente, Junior Mochi (MDB) sabe bem das consequências de abusos no universo digital. Muitas vezes o Judiciário não recoloca a verdade a tempo no devido lugar - causando estragos financeiros e morais. Aí - é a favor da regulamentação da mídia, com critérios compatíveis, mas sem o caráter de censura pró governo.
O TEMA virou polêmica com defensores das duas correntes se digladiando na mídia e nas tribunas legislativas. Gente leiga, se arrisca em palpitar falando bobagem. É difícil arriscar qual será o final devido ao fator político nas falas do Governo e do ministro Alexandre de Moraes. Lembro: Cuba, Irã, Myanmar, Coreia do Norte, Egito, China, Djibuti e Azerbaijão censuram o conteúdo político das redes sociais.
‘UNIÃO DESUNIDA’: Valerá a decisão da justiça estadual ou a decisão do diretório nacional do União Brasil? Confiante na primeira hipótese a senadora Soraya Thronicke nem apresentou chapa para concorrer na convenção marcada para esse sábado. Já a ex-deputada Rose Modesto apresentou chapa de 30 membros representando o ex-vice governador Murilo Zauith, o ex-deputado Luiz H. Mandetta e a própria Rose. O caso promete.
LAMENTÁVEL: É o termo correto para classificar esse episódio partidário (judicializado) que pode provocar estragos irreparáveis na sigla, com riscos de sair fragilizado e ter a imagem prejudicada. Não se pode menosprezar a importância do cacife do ‘União Brasil’ em se apresentar como protagonista – principalmente nas eleições de Campo Grande em 2024.
SINAIS & AÇÕES: Bem antes dos 3 meses de gestão anunciei que até a oposição elogiava o governador Riedel (PSDB). Com o início das suas ações administrativas tenho ouvido mais manifestações elogiosas – desta vez de prefeitos e vereadores que visitam a Assembleia Legislativa. Todos reconhecem o estilo técnico do governante, sem rodeios e nhenhenhém.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José