quinta, 04 de junho, 2026
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‘FAROFADA’: Enquanto os adversários se articulam o presidente Bolsonaro come farofa. Será que as pesquisas, como nas eleições de 2018 estariam todas manipuladas? É visível – a maioria da mídia faz oposição, mas uma série de fatos vem desgastando sua imagem. Não por acaso muita gente antecipa dificuldades para escolha de seu candidato a vice.
CONVENHAMOS: O cenário atual é bastante diferente da sua eleição. Em 2018 aproveitou o sentimento anti PT; sem apoio dos tradicionais caciques da política, mas amparado nas redes sociais usou do discurso de ‘outsider’ convincente. Hoje Lula está livre, as lideranças políticas divididas, a inflação voltou e a Pandemia é um fato novo influenciador.
SURPRESA? Para alguns sim, para outros era esperada pela leitura do quadro político estadual. Um ato de coragem. A política exige certas atitudes em algumas ocasiões. O anúncio de Marquinhos Trad (PSD) de que irá renunciar a prefeitura da capital para tentar o governo altera a composição das forças. Outro prefeito do PSD que deve renunciar é o engenheiro Alexandre Kalil – de Belo Horizonte – para concorrer ao Governo de Minas.
‘PROMETE’! Se para a classe é tudo de bom, para municípios e estados é ruim. O aumento de 33,24% (R$959,00) no Piso Nacional dos Professores – de R$2.886,00 para R$3.845, anunciado pelo Governo, pode parar na justiça. Falam em falta de sensibilidade social e responsabilidade fiscal do Planalto. Pesquisei: dentre 41 países o salário do professor do ensino fundamental no Brasil só é maior do que é pago na Indonésia.
SACHA CALMON: “ ( )…Nossa colonização difere da americana, destino de ingleses pobres, escoceses, irlandeses, poloneses, italianos e alemães…( ) Para cá vieram os mais pobres dispostos a se acasalarem com as índias formosas e escravas…( ) Na America do Norte houve o transplante de famílias inteiras. Nos EUA não houve a miscigenação, o que faz do Brasil um país de ‘mulato’ e de ‘cabeça chata’.
OUTRA DIFERENÇA: “( )… Os ‘protestantes’ e os ‘anglicanos’ eram ensinados a ler a ‘bíblia’. Os católicos só ensinavam a ler os ricos e os poderosos para manter o povo ouvindo padres e nobres” como mostra o filme ‘O Nome da Rosa’. Esse último fato teria sido fundamental para produzir o país atual, que na época construía mais igrejas do que escolas. Só em Salvador (Bahia) temos 372 templos católicos. Isso explica a diferença nossa com os americanos.
DEPUTADOS & AÇÕES: Paulo Corrêa (PSDB): A sua habitual habilidade será decisiva para aprovação de pautas contra os efeitos da pandemia, superando divergências partidárias. Conhece tudo. José Teixeira (DEM): No recesso visitou vários munícios e de seus líderes ouviu as reivindicações ligadas ao agronegócio. Paulo Duarte (MDB): integrante da CCJR está consciente dos desafios em tempos difíceis como esse que atravessamos que exigirá sensibilidade parlamentar. É especialista em direito administrativo e financeiro. Amarildo Cruz (PT); confessa acompanhar de perto a situação de penúria que atingiu vários segmentos da população e cobra do Poder Público programas sociais de ajuda à essas pessoas. Gerson Claro (PP): Com base eleitoral no interior tem acompanhado as ações do Governo no campo das obras e com projetos beneficiando aqueles atingidos direta e indiretamente pela pandemia. Lucas de Lima (Sol): Revigorado, mantém funcionando seu gabinete on line em defesa das pessoas, do meio ambiente e da causa animal. Em busca da reeleição mantém a coerência e a ética.
ALIENAÇÃO: Focado demais nos seus afazeres como magistrado, Sergio Moro não acompanhou os problemas nacionais e os desafios globais. Isso fica patente em suas entrevistas e abordagens como pré-candidato ao Palácio do Planalto. Ao que parece só os exercícios ministrados pelo seu fonoaudiólogo não bastam. Ele precisa urgentemente de boa assessoria.
SEM RETOQUES: É falsa a imagem de povo alegre e gentil vendida pelo turismo lá fora. Fruto da criação de Walter Disney com o personagem Zé Carioca. O brasileiro não é nada disso. A barbárie contra o jovem congolês é só mais um ato de violência, dentre tantos do dia a dia. Quanto a ‘indignação’ de famosos, seria apenas postura exalando oportunismo.
ACREDITE! “A cada 12 minutos tem alguém sacando um revolver para matar alguém. Cuidado, abaixe-se! Por não fugirem a tempo, 45 mil pessoas morrem no Brasil todo ano. 70% dos assassinatos praticados por motivos fúteis. 65% dos homicídios cometidos por pessoas sem antecedentes criminais. E, o pior, 3 em cada 4 homicídios são cometidos com arma de fogo…! (Ruy Werneck de Capistrano)
BOLA CHEIA: “ ( )…Quero ressaltar uma marca importante ao final do segundo mandato, nesta pandemia, a sensibilidade social do Governo do Estado, a preocupação com os mais vulneráveis. Essa sensibilidade precisa ser potencializada – de todas as obras que qualquer político pode fazer, a mais importante é aquela que melhora a condição de vida das pessoas.,,(-)… (deputado do PT – Amarildo Cruz, na reabertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa).
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José