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17 de novembro de 2021

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FRAGMENTADO: Em 2020 o MDB caiu de 1144 para 784 prefeituras, mas lidera esse ranking, seguido pelo PP com 685 cidades; PSDB com 520 municípios e PT com 183. Em 2018 caiu de 18 para 11 senadores. Na Câmara foi quem mais perdeu: dos 66 deputados em 2014 caiu para 34 em 2018. Também perdeu deputados estaduais; de 118 para 93 e elegeu só 3 governadores (Alagoas, D. Federal e Pará). 

‘TITANIC’:  Olho no retrovisor e confiro os desastres de Ulysses Guimarães em 1989 e Orestes Quércia em 1994, quando o MDB obteve pouco mais de 4% dos votos. Vale citar o vexame em 2018 de Henrique Meirelles, em 7º lugar com 1,2% dos votos após o MDB ter ficado 24 anos sem candidato à presidente. A chegada de Michel Temer ao Governo se deu em circunstâncias atípicas. 

CORRUPÇÃO: Sempre digo que os efeitos da opinião pública são maiores do que as sentenças judiciais. O MDB saiu desgastado da ‘Lava Jato’. Vários figurões presos e em situações vexatórias. Os casos do ex-governador Sérgio Cabral (RJ) e do ex-presidente Michel Temer ilustram o quadro vergonhoso que provocou o troco do eleitor nas urnas de todo o país.

SINAIS: As suspeitas de corrupção também desgastaram o MDB local. Envelhecido, encolheu e tem dificuldades de fazer alianças. Piorou com a anunciada ida do deputado Eduardo Rocha para o Governo, respingando na senadora Simone Tebet (MDB) sem espaço no cenário local. A saída dela seria tentar a Câmara Federal por outra agremiação partidária?

LEMBRETE:  Eleito ao Senado em 1998 ao derrotar o advogado Carmelino Resende,   Juvêncio C. da Fonseca voltou a disputar uma eleição. Em 2006 concorreu a Assembleia Legislativa e de nada valeu a exposição nacional no Senado. Por ter ficado distante das bases eleitorais foi derrotado, obtendo pouco mais de 8 mil votos. Portanto, nem sempre os holofotes em Brasília garantem a vitória.

ESQUISITO? É a política, a arte de reverter situações incoerentes, contrariando o bom senso e conceitos das relações humanas. Como disse o governador Reinaldo Azambuja (PSDB); o deputado Eduardo Rocha “sempre foi companheiro de primeira hora”. Aliás, jamais os deputados do MDB críticaram o Governo. Viciados no poder, os emedebistas ficaram alérgicos a oposição. 

DEPUTADOS & AÇÕES: Paulo Corrêa:(PSDB): Homenageado na FIEMS com o ‘Gran Colar’ da Ordem do Mérito Industrial pela atuação em prol do setor; apoia a construção da estrada Leilão Novo Horizonte ao Porto Rolon no Pantanal. José Teixeira (DEM): pede redução da alíquota de importação de sucos naturais comercializados no MS. Lucas de Lima (Sol): seu projeto pede atenção às pessoas com distúrbio por criar animais em excessos nos locais inadequados, sem cuidados veterinários, com risco de doenças inclusive à comunidade. É o transtorno de acumulação. Lídio Lopes (Patri): faz projeções positivas do Congresso da Unale no comércio local; é seu projeto permitindo a comunicação por videoconferência entre pacientes hospitalizados e seus parentes. José C. Barbosa (DEM): homenageou o pescador Amaro Figueira com o batismo de ponte no rio Dourados com seu nome em Porto Vilma; dissertou e elogiou as ações  do Governo Estadual em Dourados; apoia o aproveitamento dos candidatos remanescentes do concurso da Agepen.

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José