quinta, 04 de junho, 2026
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QUE TROCA! ‘Moro chega a Brasília para pré-campanha e é xingado em aeroporto’. Após essa notícia é inevitável a pergunta: ele precisava disso? Ao trocar a carreira do judiciário pela política, só perdeu. Faltou-lhe juízo ou um bom conselheiro. A distância do paraíso ao inferno é relativa; infinita ou apenas milimétrica. Vai depender da decisão do cidadão.
CACETADA: Em artigo recente o ex-juiz federal Odilon de Oliveira crítica o caráter político da CPI da Covid, ironizando: “...Um banquete cuidadosamente preparado para a campanha de 2022, com temperos agradáveis ao paladar de aliados políticos...(-)...E os Estados e Municípios para os quais a União despachou bilhões e bilhões de reais, continuarão ilesos?...”
INQUISIDORES? Odilon se reporta a postura dos membros da CPI como tendenciosa, desrespeitosa, afrontando testemunhas e indiciados. Parcial, a CPI induziu, intimidou testemunhas. Conclui-se que todo o material produzido pela CPI contém vício na sua origem, o que deve levar o Ministério Público e o Judiciário a considerá-lo imprestável. Argumentos jurídicos do ex-Juiz Federal.
INQUISIÇÃO: Lamentáveis as cenas do depoimento da oncologista Nise Yamaguchi, humilhada pelos senadores Omar Aziz e Renan Calheiros. Como cita o ex-juiz Odilon: “A própria Constituição Federal que autoriza a criação de CPI (s), impõe ao magistrado o dever de tratar com urbanidade as partes e testemunhas”. Ora! Os membros da CPI também se promoveram como paladinos da moral.
EMBATE: Humoristas chiam; piada sem estigma do preconceito é difícil. De um lado a liberdade de expressão, do outro a dignidade humana. Seu direito finda onde inicia o direito do outro. Mas há situações curiosas como o bordão da torcida do Flamengo que deixou o clube de saia justa. E como segurar o desabafo do torcedor p... da vida?
DEPUTADOS & AÇÕES: Paulo Corrêa:(PSDB): recebeu a visita do deputado Leonardo Araujo (MDB) do Ceará. Em pauta a geração de energia eólica. Aprovado pela CCJR sua propositura de concessão de título de cidadania. José Teixeira (DEM): requer a aumento do efetivo policial, incremento das rondas noturnas e nos finais de semana no distrito de Ithaum; monitora o quadro sanitário do prédio da Assembleia devido ao Covid-19. Lucas de Lima (Sol): autor de indicação pedindo o aumento da frota de ônibus urbanos na capital e a volta das linhas suprimidas devido a pandemia; repercute bem a aprovação de seu projeto ‘Educação em Direito Animal nas Escolas’; Evander Vendramini (PP): em contato permanente com autoridades, órgãos federais e estaduais relativos as ações preventivas a incêndios no Pantanal; acompanha a tramitação de suas propostas ainda em tramite. Gerson Claro (PP)): Empenhado na reforma e ampliação do prédio da Sanesul em Sidrolândia; participou em Miranda de evento do Governo gerando melhorias e investimentos; reuniu-se com o representante dos motoristas de aplicativos da capital – Fuad Salimene - ouvindo as reivindicações da classe.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José