quinta, 04 de junho, 2026
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PALANQUE! As conversas de bastidores vão se confirmando. Com o ingresso do senador Rodrigo França no PSD, o partido ganha musculatura em nível nacional para bancar a candidatura do presidente do Senado à presidência da República. Com isso o PSD anuncia candidatos em vários Estados, inclusive aqui com o atual prefeito Marquinhos Trad.
MAIS UM! Marquinhos é assim o mais novo protagonista do palanque sucessório, somando-se ao Secretário Eduardo Riedel (PSDB), ex-governador Puccinelli (MDB) e outros nomes que frequentam o círculo do poder. Entre eles um representante do PT, do ‘União Brasil’, e a deputada Rose Modesto – que ensaia a troca do PSDB pelo Podemos.
TRAJETÓRIA: Em 2004 Marquinhos se elegeu vereador da capital pelo MDB com 11.045 votos; em 2016 eleito deputado estadual com 35.777 votos; reeleito em 2010 com 56.827 votos e em 2014 com 47.015 votos. Nas duas últimas eleições foi o campeão de votos. Em 2016 foi eleito prefeito da capital pelo PSD e reeleito em 2020.
CORAGEM: Em 2015, indignado com o boicote dentro da bancada do MDB que seguiu a orientação de Puccinelli – preterindo seu nome ( em favor de Maurício Picarelli) para a Comissão de Constituição Justiça e Redação, Marquinhos deixou o seu partido (por 18 anos). Sua atitude ascendeu o alerta no MDB que não contava com essa reação radical.
NOVA FASE: Fora do MDB Marquinhos abraçou o PSD, estruturou a sigla e viabilizou sua candidatura a prefeito de Campo Grande em 2016, derrotando Rose Modesto do PSDB. Em 2020 foi reeleito com 52,58% dos votos no 1º turno. Estava portanto consolidada sua liderança na capital, reduto decisivo em todas as eleições ao governo estadual desde a criação do MS.
SENÕES: Qual será a reação do eleitor de Campo Grande face a necessária renúncia do cargo de prefeito para concorrer ao Governo? Já existe pesquisa neste sentido? Hoje Marquinhos tem uma excelente aprovação da comunidade, mas até o dia 2 de abril de 2022 (prazo final da desincompatibilização) pode até haver alterações no cenário.
DEPUTADOS & AÇÕES: Paulo Corrêa (PSDB): enalteceu o Programa MS Alfabetiza das novas diretrizes; sua indicação beneficiará 5 mil pessoas com CNH grátis; quer votar neste ano o novo marco legal do gás natural; cobra telefonia para Piraputanga. José Teixeira (DEM): em debate lembrou o clima de paz no campo com fim das invasões rurais; autor do projeto declarando de Utilidade Pública a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Fatima do Sul. Lucas de Lima (Sol): aprovado seu projeto inovador ‘Educação em Direito Animal nas Escolas’; pela conscientização do meio ambiente tem projeto declarando ‘Julho sem Plástico’. Evander Vendramini (PP): pede vagas para perito odontolegista em concurso da Polícia Civil; atento a vacinação anti Covid na região pantaneira. Marçal Filho (PSDB): sancionada sua lei que dispõe sobre o parto cesárea e o acesso ao uso de analgesia no parto normal; sua lei combatendo a violência contra a mulher nos condomínios tendo aceitação excelente junto a opinião pública.
O CAMINHO: Calma e juízo. Binômio que rege a postura das lideranças locais do PSB ( Ricardo Ayache e o vereador Carlos Borges (Carlão). A recente visita deles ao presidente nacional da sigla Carlos Siqueira mostrou isso. Embora o PSB esteja na federação de partidos sonhada por Lula, Carlão é parceiro de primeira hora do prefeito Marquinhos. E agora?
PROCEDE: A nova Lei da Improbidade Administrativa enxergando com outros olhos os gestores públicos que erram sem dolo. No interior as prefeituras nem sempre contam com técnicos qualificados para conduzir procedimentos e processos como exigem as leis e regulamento complicados, as vezes incompatíveis com a realidade local.
EXEMPLO: É comum os órgãos fiscalizadores detectarem falhas nas licitações de prefeituras. Às vezes a exigência burocrática, sem influência no mérito do caso não é observada – e mesmo assim a licitação é anulada e o gestor penalizado. Aí o município fica sem o esperado benefício oriundo da licitação – e a comunidade acaba prejudicada. É justo isso?
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José