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20 de outubro de 2021

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INCERTEZAS: Quais as vantagens da deputada Rose (PSDB) embarcar no ‘União Brasil’? As lideranças locais do DEM e PSL teriam cacife eleitoral para assegurar-lhe a ‘pole position’ na largada? Há também o risco de desentendimentos das lideranças das duas siglas e tudo desaguar numa crise partidária de consequências imprevisíveis. 

REVOADAS: Visíveis as ligações do DEM com o Governo Estadual. Uma das suas maiores lideranças, deputado Zé Teixeira, ao seu estilo franco, já disse que acompanhará o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) em 2022. O deputado José C. Barboza é outra liderança da sigla que demonstra reticência aos efeitos práticos do enlace DEM-PSL.

LIDERA? Eleita num pleito atípico, a senadora Soraya (PSL) tenta repetir as ‘costuras’ que o deputado Londres Machado (PSD) fazia com desenvoltura. Contra seu projeto há também a ausência dos apoios de líderes de peso nos principais colégios eleitorais. O mandato de senadora, sem liderança e experiência, talvez seja insuficiente para a missão.

OLHAR FIXO:  A carreira política de Rose Modesto tem como base Campo Grande, onde se elegeu vereadora, vice governadora e disputou a prefeitura inclusive. Currículo que elege como prioridade a disputa da prefeitura no futuro. Ela sabe, esse sonho ficaria distante caso fique sem mandato ao tentar e perder a eleição em 2022.

CONSELHOS: Ficar onde está, ser paciente, jogar o jogo, preservar o seu legado e a boa imagem ficando longe também do MDB – opiniões de conselheiros tarimbados.  Na política a ousadia as vezes perde para a matreirice. E mais, Rose ganharia mais tempo para o amadurecimento e robustez –  crescentes ao longo de seu mandato em Brasília.

DEPUTADOS & AÇÕES:  Paulo Corrêa (PSDB): em Maracaju participou com o governador Reinaldo do lançamento de obras de infraestrutura, habitação, saneamento e pesquisa; pede construção de pista de provas práticas e Detranzinho em Maracaju. José Teixeira (DEM): pede manutenção de quebra molas no bairro Maria Pedrossian; reforma geral na escola estadual de Itaporã. Lucas de Lima (Sol): Seu projeto versando sobre a divulgação de disque denúncia foi aprovado na CCJR e agora segue o rito da casa. Pedro Kemp (PT): acompanha tramitação de projeto pedindo implantação de central de intermediação com intérprete remoto e presencial de libras dos surdos. José C. Barbosa (DEM): recebendo apoio pela abordagem em sessão sobre a situação da indústria de laticínios no MS devido a queda brutal da produção de leite na última década; destacando as ações do Governo Estadual em todas regiões e segmentos sociais do Mato Grosso do Sul. 

SEM PRESSA: Recuperar a saúde é a prioridade do vice governador Murilo Zauith (DEM). Sem razões para tentar articulações de qualquer espécie para 2022. Ao seu estilo tranquilo vai esperar até 31 de março, quando o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) poderá renunciar para disputar as eleições. Essa a leitura da posição de Murilo. O resto é puro delírio.

QUEBRA CABEÇA: Pelo eleitorado pequeno e cenário atual será difícil viabilizar a terceira via para as eleições presidenciais e ao governo estadual. Tanto é que o deputado Dagoberto (PDT) está preocupado em arrumar espaço para o candidato Ciro Gomes (PDT). Mas onde e com quem mesmo? Não é sempre que se tem uma figura do porte do ex-Juiz Odilon como candidato.

PALANQUE: Tende a ser problema inclusive para o PT se José Orcírio não for o postulante ao Governo. Pode inclusive prejudicar o desempenho local de Lula. Humberto Amaducci (PT) da pequena Mundo Novo? Não encanta! É como exigir que alguém que não seja humorista, faça a plateia sorrir. Ora! Em 2018 ele obteve só 4% dos votos.

IGUAIS & UNIDOS: Quem diria! Centrão e PT juntos para enfraquecer o Ministério Público contra a corrupção na administração pública. A PEC que tramita na Câmara mina a independência do MP e aumenta a influência política no órgão. Uma das mudanças pornográficas é o corregedor do Conselho Nacional do MP ser representante do legislativo. O lobo cuidando do galinheiro.

FANTASIAS: Exageram em relação aos preços dos combustíveis. Mas os reajustes são resultados de vários fatores: a alta do dólar; o preço do petróleo no mercado internacional e o dever legal da Petrobras em prestar contas aos acionistas (49%) daqui e de fora. O Governo até que delira em conter as altas, coisa que nem o Governo da Inglaterra tem conseguido. Tirem o pé do acelerador.

PARLAMENTARES EM AÇÃO: Marçal Filho (PSDB): promoveu a entrega da Medalha da Juventude a Marcelo Meger fundador do Instituto Enchei-vos, de Dourados. Aprovado seu projeto de combate ao Crime de Stalking nas redes sociais. Lídio Lopes (Patri): é seu proposta alterando dispositivo legal alterando a estrutura militar para corrigir distorções; anunciou abertura de inscrições para Conferencia Nacional da Unale em Campo Grande. Evander Vendramini (PP):pede a bancada federal aprovação de PL isentando IR sobre venda de imóveis; suas ações em pról do Pantanal enaltecidas pelo governador Reinaldo. Capitão Contar (PSL): cobra regularidade na entrega de remédios e equipamentos pela Casa da Saúde; aguarda parecer seu projeto para proteger mulheres vítimas de violência; sancionado seu projeto instituindo Política de Diagnóstico. Antônio Vaz (Rep): presidente da Comissão de Saúde comemorando os índices da vacinação contra o Covid-19, atribuindo o sucesso a dedicação e competência dos profissionais envolvidos.

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José