quinta, 04 de junho, 2026
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TENTAÇÃO: A deputada federal Rose Modesto vive o dilema: sair do PSDB, disputar o Governo pelo Podemos ou apenas tentar a reeleição para se cacifar visando disputar a prefeitura da capital em 2023? No fundo, só buscaria maior espaço no Governo? Bonita e sabida Rose sabe que a disputa pelo Governo exige estrutura partidária forte e os recurso$ imprescindíveis.
BASTIDORES: Outras lideranças torcem para Rose deixar a sigla e provocar um racha na sigla.. É o caso do ex-governador Puccinelli (MDB) que tem feito acenos e sonha com dividendos eleitorais lá na frente. Mas convenhamos, tudo isso não passaria de meras articulações pré-eleitorais. Até a janela partidária (em Abril) muita coisa vai ocorrer. E como vai.
A PROPÓSITO: Em ano pré eleitoral, envolvidos e denunciados no escândalo da ‘Lama Asfáltica’ perdendo de vez o sono com a instalação do Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na unidade do Ministério Público Federal aqui no MS. São procuradores vindos de fora, imunes as influências políticas de figuras suspeitas no caso escabroso.
‘GÊNIOS DA LÂMPADA’: Presentes nos legislativos de todos os níveis. Faltam-lhes assessoria e bom senso. Focando temas diversos, o conteúdo de algumas das propostas chama a atenção pela abordagem curiosa. ‘Mama mia’: não se mede a produtividade parlamentar pelo número de propostas, visto que o mandato tem outras atribuições legislativas. As vezes é melhor se calar.
BOBAGENS: Não são exclusividades dos parlamentares. No serviço que o Senado mantém na internet para acolher projetos de cidadãos, não faltam pérolas. Uma delas pede punição com multa ou até prisão para os curiosos que se aglomeram perto dos acidentes em vias públicas dificultando assim o serviço de resgate policial e dos bombeiros.
DEPUTADOS & AÇÕES: Paulo Corrêa (PSDB): pediu a reforma e compra de equipamentos para as escolas de Jardim; recepcionou prefeito e vereadores de Amambai que vieram agradecer pelo êxito da vacinação anti Covid. José Teixeira (DEM):tramita na Casa seu projeto incentivando a doação de sangue com mensagens; acompanhou entrega de obras pelo governo em Dourados; Lucas de Lima (Sol): tem projeto para implantar anticoncepcional gratuito nas mulheres em situação de rua e de baixa renda através da Rede Estadual de Saúde. João H. Catan (PL): projeto seu quer os 2.492 presos no MS. pagando pelos custos da tornozeleira eletrônica. Marçal Filho (PSDB): com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) entregou cartões do ‘Mais Social’ em Dourados; em Naviraí foi recebido pela prefeita Rhaiza Matos, quando prestou contas de suas ações em prol da cidade. COMPARE: Com R$1.000,00 em setembro de 2020 comprava-se 29.851 barras de ferro. Cada uma a R$33,50. Hoje ela custa R$117,00 (alta de 249%). Resultado: as 29.851 barras custam hoje R$3.592,00 e com R$1.000,00 compra-se só 8.500 barras. Uma fria: quem aplicou na poupança R$1.000,00 em setembro de 2020, tem hoje apenas R$1.030,00.
MALUQUICE: Em setembro de 2020 a saca de cimento custava R$16,50 e hoje custa R$33,00. O valor do tijolo de 8 furos dobrou. O mesmo ocorreu com os fios elétricos. E como explicar o porque dos imóveis usados não valorizaram neste período de alta dos materiais de construção? É simples: as pessoas empobreceram. As placas de aluga-se e vende-se provam.
CENSURA?: Lula (PT) lamenta por não ter regulamentado a mídia e promete faze-lo se eleito. Lá em 2004 tentou criar o Conselho Federal de Jornalismo para disciplinar e fiscalizar a profissão de jornalista. No impeachment da ex- presidente Dilma (PT), ele externou esse arrependimento dizendo que Hugo Chavez fora injustiçado pela imprensa venezuelana. Como diria Fernando Gabeira: ‘O que é isso companheiro’?!
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José