quinta, 04 de junho, 2026

WhatsApp

(67) 99983-4015

Ampla Visão

A+ A-

Ampla Visão

Icone Calendário

10 de agosto de 2021

Continue Lendo...

ECOS POSITIVOS: A coluna anterior elogiada. Políticos antigos - lembrados. Caso do ex-governador Cassio Leite de Barros, de tradicional família, irmão do poeta Manoel de Barros e Abílio Leite de Barros. Nos últimos 7 meses do Mato Grosso uno, governou com o equilíbrio num cenário nervoso; saiu de cabeça erguida e voltou a rotina discreta. Imune a mosca azul.

MARKETING: Importante nas eleições. À propósito, nunca é tarde para lembrar dos equívocos na campanha do ex-juiz Odilon em 2018 quanto a sua postura gestual frente às câmeras. Faltou-lhe orientação adequada de profissionais da área, além de aulas de fonoaudiologia para melhorar a sua expressão e a dicção. Política e amadorismo não combinam.

GUILHOTINA: Vendo um documentário sobre o luxo dos governantes africanos e as condições do seu povo lembrei dos nossos prédios públicos e da opulência dos poderes. Seria necessário tanto luxo assim? O pior é que essa afronta não acaba nunca, pois tem a proteção de leis viciadas. Nestas horas eu lembro da Revolução Francesa. ‘Não sei por quê...’  

MANIA: A adoção ao luxo se espalhou também pelas cidades do interior. Um festival de gastos. Há câmaras municipais mais suntuosas que a Câmara Alta do Parlamento do Reino Unido. São os excessos nas instalações, da parafernália eletrônica e o mobiliário personalizado (inclusive talheres), mas que nada acrescentam ao desempenho das suas ‘excelências’ engravatadas.  

SENSATEZ: Se você analisar por esse ângulo, o ex-governador Pedrossian agiu com praticidade e prudência na escolha do estílo dos prédios do Poder Executivo no Parque dos Poderes. O prédio da Governadoria, por exemplo, é desprovido de luxo, mas atende as necessidades, mesmo decorridos tantos anos de sua construção. Concorda?

DEPUTADOS & AÇÕES: Paulo Corrêa (PSDB): À frente do poder e vigilante às demandas sociais do Estado. José Teixeira (DEM): atento aos projetos rodoviários em regiões rurais produtoras; pediu investimentos em várias áreas para Batayporã e Itaporã. Lucas de Lima (Sol): ativo nas sessões; além de lives, tem ações solidárias nas feiras livres arrecadando alimentos/roupas aos mais carentes. Marçal Filho (PSDB): Destaca a campanha de prevenção à violência contra a mulher; encaminhando suas emendas em várias áreas. Mara Caseiro  (PSDB): pede recuperação asfáltica entre Anastácio-Terenos; espaço multicultural em Rio Verde de MT; novo prédio do quartel da PM. de Chapadão do Sul; várias demandas para Caracol.

OBSERVAÇÃO de um amigo sobre a sucessão de 2022. Seria a primeira vez do ex-governador Puccinelli (MDB) candidato sem as benesses da maquina oficial. Além desta falta de proteção, outros fatores notórios podem pesar. Convenhamos - não se toca uma campanha deste porte só com grana do ‘fundão’. Uai... e os candidatos a deputado exigem ajuda. 

FATORES: Vereador é excelente cabo eleitoral, mas sem fidelidade partidária. Sem ‘incentivo$’ faz corpo mole. Ex-prefeito é outro cabo eleitoral, mas com cacife menor. Difícil acompanhar a evolução dos fatos. Exemplo: O eleitor que votará pela1a. vez em 2022, só tinha 8 anos de idade em 2014, quando Reinaldo foi eleito pela primeira vez. Eleitor sem vínculo, sem tradição.  

SENADO: Em 2018 a eleição foi apertada: Nelsinho Trad (PTB) 18,37%; Soraya Thronicke 16,19%; Waldemir Moka (MDB) 15,48% e Marcelo Miglioli (PSDB) 15,07%. Cenário diferente em relação a moleza de 2014 quando Simone Tebet (MDB) ( apoiada por Puccinelli) venceu com 52,61% contra 23,09% de Ricardo Ayache (PT) e 16,78% de Alcides Bernal (PP).

IMAGEM: Pesa! Em 1990 Pedro Pedrossian iniciou a campanha ao Governo em Três Lagoas. O ex-deputado Valdomiro Gonçalves abriu o comício dizendo: “Estamos aqui de volta dr. Pedro, de cabelos brancos...”. Grande mancada! Valdomiro esquecera que Pedrossian (aos 62 anos) já tingia os cabelos de preto exatamente para aparentar mais jovem.  

É COVARDIA! Cultural! Na cabeça tupiniquim só vale se vencer. É como se o pódio definisse quem é quem. Os pedidos de desculpas dos nossos atletas sensibilizam. Ora! Há de se levar em conta diferença com a concorrência. Não vamos medir os atletas apenas pela medalha. Há gente valorosa, além do pódio, que merece aplausos e respeito. Heróis sem medalhas! 

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

Continue Lendo...

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

Continue Lendo...

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José