quinta, 04 de junho, 2026
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UNANIMIDADE: As últimas ações do governo estadual elogiadas não só pela classe política, independentemente de partidos, bem como pela população. Em tempos de sufoco financeiro o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) antecipa 50% do 13º salário do funcionalismo, socorre setores atingidos e cria o ‘cartão alimentação’ para até 100 mil famílias carentes.
MILHÕE$: Positiva também a avaliação das entidades de classes sobre esse pacote de medidas beneficiando vários segmentos do comércio e profissionais atuantes e os dependentes. São R$763 milhões, decisivos na retomada da economia local, além do Governo também diminuir sensivelmente a carga tributária até dezembro de 2022.
OUTRA FACE: Evidente, a gestão pública não se resume a investimentos em obras físicas que tem maior visibilidade. O lado social deve ser visto com o mesmo olhar, mesmo porque politicamente é um item de peso num cenário de tantos contrastes sociais que motivam debates. Portanto, o Governador fez gol de placa com esse pacote que fará eco em 2022.
NA FOTO: Tiro o chapéu para o ex-ministro Luiz H. Mandetta (DEM) em aproveitar as ocasiões para fazer sua inserção midiática no contexto político. Articulado, boa imagem, joga suas fichas no cassino sucessório esperando ‘bamburrar’. Mas em termos locais tem a concorrência familiar. Não quer voltar ao consultório e ao anonimato.
AH! O PODER! Obras e obras escritas sobre ele. Seduz, embriaga Naturalmente que Mandetta não foge a regra. Tem esse direito inalienável. Brasília, apesar do ar seco, da cidade sem alma, distante do Brasil, abriga todos os componentes do poder que atraem.
DEPUTADOS & AÇÕES: Paulo Corrêa (PSDB); avocou a articulação para aprovar o pacote econômico/social do Governo; Zé Teixeira (DEM): aprovado seu projeto do ‘Dezembro Vermelho’ , campanha contra Aids e HIV. Evander Vendramini (PP): Elogia o projeto do Governo de retomada econômica; reforça pedido por apoio do governo às entidades carnavalescas; Lucas de Lima (SOL): arrecadou 2 toneladas de alimentos em live em Bonito, doadas às famílias carentes; tem projeto regulamentando a carga/descarga de motos em locais públicos e o projeto’ Cultura Cidadã’. Marçal Filho (PSDB): aprovado em 1ª. discussão seu projeto de prevenção ao câncer infanto-juvenil; tem projeto contra crime de perseguição na internet.
INCOMODA: Em 2018 a abstenção bateu em 21,48% no 2º turno. Bolsonaro obteve 39,2% dos 55,2% dos votos válidos. Foram mais de 31 milhões de eleitores, mais os brancos e nulos totalizando 42 milhões e 720 mil brasileiros que recusaram votar nos 2 postulantes. Simples recusa por motivos diversos ou alienação por falhas elementares na escolha da tecla?
A PROPÓSITO: O consultor Antônio Lavareda alerta há tempos a mídia para não se ater apenas aos números das pesquisas nas suas análises ou conclusões destacadas. Para o abalizado profissional existem outros fatores a ser levados em conta. O histórico do comportamento dos eleitores é um deles. Ele sugere esmiuçar, devassar as pesquisas sobre a tal margem de erro.
ALERTA: As redes sociais são fortes, mas a TV. e o rádio são imprescindíveis segundo Lavareda. Em 2018 Bolsonaro só tinha 7 segundos, mas ficou exposto por muito tempo na mídia por conta da ‘facada’, superando os outros candidatos juntos. Essa exposição na mídia sensibilizou o eleitor gerando o sentimento de solidariedade e pena. Então, não foram só 7 segundos.
A MORDIDA: Em qualquer governo a alíquota do Imposto de Renda é imexível. Não se iluda com o anúncio do fim do desconto simplificado do ganho superior a R$40 anual. O Governo dá com uma mão e toma com a outra. A arrecadação aumentará em 10 bilhões em 2022 com o imposto (lucro presumido) das empresas, de 34% para 49%. As classes mais impactadas serão as classes B e C .Os ricos (coitados!) serão poupados.
AÇÕES & DEPUTADOS: Amarildo Cruz (PT): pede inclusão da feira livre no rol das atividades essenciais; quer incluir pescadores no rol dos beneficiados pelo auxílio emergencial. Neno Razuk (PTB): quer a inclusão dos instrutores de trânsito como prioritários da vacina Covid; pede auxilio emergencial ao pessoal do transporte escolar; incluiu os bancários da capital como prioritários da vacina anti Covid. Antônio Vaz (Rep): Quer campanha de conscientização da epilepsia no mês de ‘Março Toxo’; pede à Energisa instalação de transformador no Assentamento Agriverde, Lídio Lopes (Patri): voto de pesar pelo falecimento de José Anselmo dos Santos, ex-presidente do TCE-MS; João Henrique (PL), defende a 3ª. dose da vacina anti Covid; pede o reconhecimento do animal de estimação como sujeito de direito.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José