quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
‘FENÔMENOS’: Frutos do carisma, populismo ou demagogia, são os políticos meteóricos, maiores que seus partidos. Ari Artuzzi; era vereador em Dourados, eleito deputado estadual em 2002 com 6.821 votos (PV- PMN). Em 2006 obteve 36.960 votos (4º mais votado), inferior apenas a Reinaldo Azambuja (PSDB), Paulo Duarte (PT) e Londres Machado (PL).
UM ESPANTO: Artuzzi combinava os 3 fatores citados. No 1º mandato foi morar nas ‘Moreninhas’. “Facilita, fica no caminho de Dourados ”, dizia. Dois carros em frente da casa atendia dia/noite a comunidade. Neles, a frase marcante: “Me chama que eu vou” e o número de seu telefone. Resultado: na reeleição (2006) ele obteve 30.130 votos a mais do que os 6.821 em 2002.
ARTUZZI fazia política encarando o eleitor. Ia ao seu encontro. Levava os doentes às unidades de saúde, exigia atendimento e até chamava a polícia se preciso fosse. Em Dourados, um ônibus de Artuzzi levava os parentes e amigos do falecido ao cemitério. Ele ainda providenciava os velórios, levando café, água e lanches. Ora! O eleitor não esquecia esse gesto.
O MÉRITO de Artuzzi era de assumir a identidade, sem subterfúgios, com essa parcela do eleitorado. O slogan ‘me chama que eu vou’ era forte do ponto de vista emocional. Ao contrário de outros políticos após eleitos, Artuzzi continuava com o mesmo estilo. Daí não chegou a prefeitura de Dourados por acaso - mesmo contra grupos tradicionais.
O FINAL: Em 2008 Artuzzi ( 42% dos votos) se elegeu prefeito de Dourados derrotando Murilo Zauith (DEM) apoiado pelo governador Puccinelli (MDB) e Wilson Biazoto (PT) ungido pelo prefeito Laerte Tetila (PT). Vieram as denúncias; sem equipe de gestão perdeu o cargo e morreu em 2013. A exemplo do ex-prefeito Alcides Bernal (PP) de Campo Grande, também com carreira meteórica, Artuzzi não fez grupo e não deixou sucessores na política.
DEPUTADOS & AÇÕES: Paulo Corrêa (PSDB); pede prioridade de vacinação aos jornalistas e trabalhadores de atacadistas/supermercados. Procede! Zé Teixeira (DEM): questiona os custos da terceirização da Secretaria de Saúde na distribuição de remédios aos municípios ; pede asfaltamento na MS-156 - Itaporã/Panambi. João Henrique (PL): notifica as prefeituras para envio de lista de vacinados e sugere aos colegas a CPI de vacinação. Lucas de Lima (SOL): pede a reforma/manutenção das pontes de madeira na MS-345 (Bonito/ Águas de Miranda); quer clínicas de estéticas no grupo prioritário de vacina anti-Covid. Lídio Lopes (Patri): Propõe criar o ‘Dia do Delegado de Polícia’; pede viatura e reforma de quartel da PM em Camapuã; declara de utilidade pública a ‘AADCA’ em Eldorado.
DÓRIA DANÇOU! As prévias do PSDB serão no dia 21 de novembro e os critérios defendidos pelo governador paulista rejeitados. Ele queria que o peso dos filiados sem mandato tivesse valor de 50%, pois São Paulo detém maior número de eleitores. Foi decidido: o colégio eleitoral tucano será dividido em 4 grupos iguais, cada um com peso de valor de 25%.
O COLÉGIO definido: Bloco 1: filiados – bloco 2: prefeitos e vices - bloco 3: vereadores, deputados estaduais e distritais - bloco 4: governadores, vices, senadores, deputados federais, presidentes e ex-presidentes da Executiva. Mas o PSDB pode abrir mão da cabeça de chapa presidencial para um candidato do centro com mais chances. O PSDB e suas dubiedades.
DECOLA? As pesquisas mostram as pálidas chances da 3ª. via. João Amoedo, Ciro Gomes, Mandetta e João Dória não conversam entre si favorecendo Bolsonaro e Lula. Há 1/3 do eleitorado que rejeita ambos e que decidirá quem é quem no 2º turno. Covid, economia, apoio de caciques políticos e auxílio emergencial são fatores que não podem ser desprezados.
ENTENDE? Lula é forte, mas seu maior desafio é vencer o antipetismo. Como reverter a predisposição do eleitor de não aceitar Lula e Bolsonaro? Será que PT dos anos 80 - de sindicatos de bancários & metalúrgicos teria identidade com o universo atual de gente vivendo por conta, sem carteira e fora do corporativismo do serviço público? Pelas pesquisas é 1/3 do eleitorado. É o xis da questão.
ENROLADO: O termo define a situação do ex-governador Puccinelli (MDB) com seu nome no noticiário policial. Após o caso escabroso do conselheiro Osmar Jerônimo no Tribunal de Contas, veio a decisão do STJ mantendo Puccinelli na condição de réu no processo do ‘Coffee Break’. Ele que adorava holofotes e microfones, continua na ‘muda’. Tá explicado.
AÇÕES & DEPUTADOS: Neno Razuk (PTB): pede a inclusão dos bancários no grupo prioritário da vacina anti-Covid e a construção de ‘PS’ no Hospital Regional de Ponta Porã. Antônio Vaz (Rep): pede a instalação de Unidade de Saúde em Salobra, distrito de Miranda. Mara Caseiro (PSDB): quer instituir Programa Sinal Vermelho em socorro as mulheres; pede placas de sinalização de ciclistas em trechos da MS-60; pede cessão de motoniveladora para Juti. Marçal Filho (PSDB): quer exclusão parcial de dados pessoais de clientes nas cobranças publicas e privadas. Amarildo Cruz (PT): atento às questões do Covid – pede obediência aos critérios justos da vacinação.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José